137- VALERIA

1069 Palavras

CAPÍTULO 137 VALÉRIA NARRANDO Saí de casa com o coração ainda acelerado, como se a presença do Cafu tivesse grudado em mim feito sombra. Destranquei a moto, coloquei o capacete e liguei o motor. O ronco alto ecoou pelo beco, e eu senti os olhos pesados de dentro do barraco me acompanharem até a esquina. Nem precisei olhar pra trás pra saber que era ele. Subi o morro devagar, tentando deixar a respiração voltar ao normal. O vento frio batia no rosto, misturado com cheiro de comida que vinha das janelas abertas — arroz no fogo, café passado, fritura estalando em óleo. Tudo parecia normal pro resto do mundo, mas dentro de mim era só tensão. Peguei a rua principal e dobrei até a parte alta, onde a obra da minha casa tava rolando. Parei a moto em frente, desliguei e fiquei um instante só ol

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