CAPÍTULO 136 VALÉRIA NARRANDO Acordei com o barulho das vozes lá embaixo. O som vinha abafado, mas eu reconhecia fácil: era o Morte e o Cafu, conversando como se a sala fosse deles. Fiquei deitada uns segundos, com o coração batendo mais rápido, tentando entender cada palavra que subia pelo vão da escada. Mas não dava pra pegar nada certo, só o tom firme do Morte e o jeito calmo do Cafu, que me deixava ainda mais desconfiada. Suspirei fundo, passei a mão no rosto e decidi que não ia descer. Pelo menos não enquanto os dois estivessem ali. Quanto menos contato eu tivesse com aquele homem, melhor. Levantei devagar, pés descalços no chão frio, e fui direto pro banheiro. Tranquei a porta e me encostei nela por um instante, respirando fundo, como se aquele pedaço de madeira fosse a única bar

