Acordo aceito

1057 Palavras
Alice Albuquerque Eu não consigo entender como esse homem, que eu m*l conheço, pode estar me causando certos sentimentos. Eu sempre tive nojo e repulsa de homens no geral, eu não consigo deixar eles chegarem muito perto de mim e nem ficar sozinha no mesmo ambiente, mas com o Pedro eu não sinto nenhum desconforto. Eu espanto esses pensamentos de mim e me concentro em nossa conversa novamente. Eu respiro fundo e penso no que responder para ele, me concentro na sua pergunta e procuro não ficar mais pensando em coisas indecentes. A: Eu imaginei que seria você devido ao horário. Já são mais de oito horas da noite, eu não acho que a dona Marlene viva na empresa, 24 horas por dia, assim como você. P: Então quer dizer que você acha, que eu só vivo na empresa? A: Eu não... eu só estou repetindo o que diz alguns sites e páginas de fofocas. Kkkk... incluindo levar as suas modelos, para lá também. Eu acho que você deveria ser mais cuidadoso com os seus casos, não leva-las ao seu local de trabalho. P: Pelo visto, eu estava enganado. Você gosta de páginas de fofocas e principalmente de saber sobre a minha vida. Já que é a segunda vez que fala disso hoje. Você está incomodada com quem eu transo, senhorita Alice? A: O quee?! Você está louco. Eu nem te conheço para se quer, achar alguma coisa sobre você. Além do mais, eu não gosto de saber sobre a sua vida, eu só procurei me informar melhor, quando eu descobri que teria uma entrevista de emprego na sua empresa. Foi só isso. Eu confesso que fiquei um pouco incomodada com essa pergunta dele. Eu não quero saber nada da vida dele e não quero saber o que ele faz, ou deixa de fazer. Isso não é da minha conta. P: Por que na minha empresa? Ele muda de assunto, eu fiquei confusa com a sua pergunta, pois ainda estou pensativa com o assunto anterior. Eu foco na sua nova pergunta e fico um pouco pensativa sobre o que ele está querendo saber. A: Por que vocês publicaram, em vários meios de comunicação, que estavam com uma vaga de auxiliar administrativo aberta. Kkkk... ao contrário do que você pensa sobre mim, eu sou uma pessoa muito bem informada. Eu falo em um tom sarcástico e ele me olha interrogativo, franzindo o cenho. P: Não me provoque ainda mais Alice, você entendeu a minha pergunta. O seu tom de voz estremece o meu corpo e eu sinto um frio na barriga. Então resolvo responder a sua pergunta e não o provocar mais, por enquanto. A: Eu estava cansada da rotina metódica lá na clínica onde eu trabalhava, não tinha mais o que eu aprender e eu não teria um futuro de mudanças por lá. Eu estou querendo coisas novas, gosto de ser desafiada, mas não gosto que as coisas saiam do meu controle, e também... eu quero trabalhar com algo dentro, de alguma das áreas da minha formação. Vejo que ele fica me analisando, me olhando fixo e ouvindo atentamente a cada palavra que eu digo e me oferece novamente a vaga de sua secretária. P: Eu quero que seja, a minha secretária. Eu te ofereço o dobro do salário que a Marlene te passou hoje mais cedo, mas preciso que comece imediatamente. Caraca… eu fico pasma, literalmente de boca aberta, com o que eu acabei de ouvir dele. A dona Marlene já havia me passado uma fortuna de salário, perto do que eu ganhava na clínica, agora ele quer me pagar o dobro, não posso aceitar. A: Sr. Pedro, eu não posso aceitar…. Ele me interrompe novamente. Agora ele está com um olhar destruidor, ele me encara tão sério que chega a me dar um arrepio na espinha. P: Como você não pode aceitar? Está ficando louca? Desta vez sou eu quem o interrompe, antes que ele acabe falando algo que me deixe nervosa novamente e comecemos a brigar outra vez. Eu já estou cansada demais para isso. A: Eu odeio ser interrompida, então não me interrompa novamente e me deixe terminar de falar por favor?! Ou nós não chegaremos a nenhum acordo. Nós estamos entendidos, Sr. Pedro? Eu falo seria e com um tom autoritário, para que ele entenda e me deixe falar de uma vez por todas, sem me interromper novamente. A: Eu não posso aceitar o dobro do salário, pois o que a dona Marlene havia me passado, hoje mais cedo, já é mais do que o suficiente para manter as minhas despesas. Eu não recusei a sua proposta para que você aumentasse mais o meu salário e não quero que me ofenda achando que eu só penso em dinheiro. Eu aceito trabalhar como a sua secretária, porém com uma condição! P: Qual condição?? A: Eu quero ser tratada com educação, sem ofensas e sem provocações. E qualquer situação que me faça sentir m*l, eu deixo de ser a sua secretária imediatamente. P: Só isso? Eu achei que fosse me pedir algo mais vantajoso. A: Para mim já deu! Se você for para continuar, com essas suas gracinhas e insinuações, pode ir embora agora mesmo e não me procure mais. Eu falo brava com ele e me levanto rápido do sofá, mas acabo sendo pega de surpresa pelo o seu toque em meu braço. Ele segura o seu meu pulso, me fazendo parar e olhar em seus olhos, ele me olha fixo e posso notar um misto de sentimentos neles. Eu senti uma espécie de choque com o contato das nossas peles, um arrepio intenso percorreu pelo meu corpo inteiro, algo estranhamente bom e assustador ao mesmo tempo, coisa que eu nunca senti antes. Eu espantei esses pensamentos estranhos no mesmo instante e me concentrei em seus olhos. Pude perceber que ele sentiu o mesmo que eu, pois vejo confusão em seus olhos, ele solta rapidamente o meu braço e disfarça voltando a falar. P: Me desculpa, Alice! Eu prometo que serei mais educado com você, cauteloso e tentarei evitar ao máximo, as minhas provocações. Então eu aceito o seu acordo, ele se despede e diz que amanhã devo começar a trabalhar às oito horas da manhã, disse que a dona Marlene já estará me aguardando, para me ensinar tudo o que devo saber.
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