A surpresa

1014 Palavras
Alice Albuquerque Eu agradeço a dona Marlene por tudo que ela fez por mim hoje, mas eu digo que não irei aceitar a proposta dele, ele foi muito grosseiro comigo e não vou aceitar ele agir assim comigo. Ela diz que sente muito e que já estava gostando da minha companhia, eu a abraço, me despeço dela e volto ao meu trabalho na clínica. Comi um lanche no caminho de volta para a clínica, pois eu já estava atrasada, chego na clínica e minha companheira Brenda, me avisa que o dr Esteves quer falar comigo, então eu sigo até a sala dele. Eu bato na porta, peço licença e ele me dá permissão para entrar e pede para que eu me sente a sua frente. Então ele começa a dizer que está muito contente com o meu trabalho durante todos esses anos, diz que ele nunca terá uma secretária tão competente como eu e por fim, ele diz que estou demitida. É sério isso gente?! Ele não precisava ter ficado me bajulando tanto, se iria me demitir sem mais nem menos. Mesmo assim eu o agradeço pela oportunidade e por toda ajuda que tive esses anos trabalhando lá, me despeço de todos, da minha companheira também e voltei para a minha casa. Eu confesso que fiquei um pouco decepcionada com essa demissão, logo agora que eu rejeitei a proposta daquele insuportável CEO de gelo. Mas eu resolvi que vou descansar um pouco, até encontrar outro emprego. Voltei para a minha casa, tomei um banho relaxante e demorado, liguei para os meus pais, estava com saudade e acabei contando a notícia a eles, me deram total apoio nas minhas decisões e me fizeram prometer, que eu irei passar um final de semana com eles. Os meus pais moram no interior da Califórnia, eu resolvi vir morar na cidade grande depois de uma difícil desilusão amorosa, queria mudar de vida e começar do zero, esquecer todo o sofrimento que eu estava tendo lá. Depois de organizar toda a minha casa, eu resolvi descansar um pouco, peguei uns salgadinhos, deitei no sofá, liguei a TV e coloquei um filme, passou alguns minutos, o meu celular começou a tocar, olhei na tela e vi que era do Grupo Reis. Eu achei melhor não atender, pois pela hora, não deveria ser a dona Marlene e sim o Sr. Gelo. Hoje foi um dia difícil, primeiro a discussão com ele no elevador, depois na sala dele e por fim eu fui demitida. Eu não quero continuar discutindo com ele, só quero descansar e relaxar, até pensar o que fazer da minha vida. O filme já estava na metade, quando eu ouvi a campainha tocar, achei estranho pois Sr. Olavo não me avisou que estava subindo alguém. Eu abri a porta devagar e quando olhei quem era, levei um grande susto. Era o Sr. Coração de gelo em pessoa, na minha porta. A: O que você está fazendo aqui? Eu falei sem rodeios e quando olhei em seus olhos, vi que ele estava me encarando de cima a baixo e então me dei conta que eu estava de pijama. P: É assim que recebe as suas visitas? Eu tentei me esconder atrás da porta e ele deu a sua risadinha sarcástica, mas não me deu tempo de resposta e continuou. P: Já que resolveu dar uma de difícil, eu tive que vir pessoalmente falar com você. A: Já chega!! Quem não está com saco, para pessoas como você, sou eu. Se eu não te atendi, é por que não quero falar com você. Passe bem! Eu tentei fechar a porta, mas fui impedida por uma mão grande e forte. P: Eii calma… eu vim em paz. Eu preciso conversar com você. Ele fala sério e com o seu tom autoritário de sempre. Eu fiquei meio constrangida, devido eu estar somente de pijama e ele não parar de me encarar. Ele percebeu o meu desconforto e começou a rir, uma gargalhada gostosa e ao mesmo tempo se achando, tipo dono de si, aquela pessoa que sabe que pode tudo e sabe do efeito que está causando em mim. Eu fiquei ainda mais sem jeito, gostei de vê-lo dessa forma, mais espontâneo, mas não quis demonstrar isso a ele, pois nem nos conhecemos direito. Então o convidei para entrar e pedi que esperasse um pouco, para eu me trocar. Quando eu voltei para a sala, ele estava em pé olhando os meus porta-retratos, que ficam no aparador, ao lado da porta. P: Quem são esses? A: Os meus pais. P: Por que eles não moram junto com você? A: Eles não gostam da cidade grande. Eu procuro ser curta, para não aprofundar esse assunto novamente e entrar em outra discussão com ele. P: Hum... bom, eu vou ser direto, vim pedir desculpas pelo que aconteceu hoje na empresa e preciso que aceite ser, a minha secretária. Eu juro que fiquei sem reação e mexida com essa atitude dele, pois desde que nos vimos ele só foi muito grosseiro, agora está na minha casa pedindo desculpas, sinto que é verdadeiro. A: Tudo bem, eu também lhe devo desculpas. Eu tenho a língua um pouco solta e quando fico nervosa não consigo me controlar. Ele solta um risinho sarcástico e volta a falar. P: Confesso que nunca, ninguém foi capaz de falar comigo do jeito que você falou hoje. Eu gostei de ver, que você não se deixou abalar com as minhas provocações, foi por isso que eu pedi para que a Marlene não a deixasse sair, porém mais uma vez você me afrontou e quando liguei para me desculpar, novamente você me ignorou. A: Eu não tive um dia muito bom, hoje. Então, não queria discutir novamente com você e... P: Como você sabia que era eu, quem estava ligando? Ele interrompeu a minha fala, eu olhei em seus olhos e eu vi um pouco de surpresa em seus olhos, mas logo volta o seu olhar penetrante e desconcertante sobre mim. Eu disfarço o meu olhar do dele e me sinto um pouco estranha.
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