Capítulo 23

1458 Palavras

O hospital tinha um silêncio pesado, quase opressor, quebrado apenas pelos bipes compassados dos monitores e pelo som distante de passos ecoando nos corredores. O ar cheirava a antisséptico e esperança. Clara estava sentada ao lado da cama de Heitor, o corpo cansado, mas o olhar fixo nele — como se vigiar a respiração fosse a única maneira de mantê-lo vivo. Quatro dias haviam se passado desde o acidente. Ele sobrevivera à cirurgia, ficara setenta e duas horas em coma induzido, e agora, enfim, estava fora de perigo iminente. Mas o preço parecia c***l: ainda não havia despertado completamente. Mesmo ali, em repouso, havia algo na quietude do corpo dele que a fazia estremecer — uma vulnerabilidade que não combinava com o homem que ela conhecia, aquele que sempre a envolvia com segurança. Cl

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