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Soulmate

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Sinopse

Alana já foi castigada demais pelo destino, e de uma hora para outra com a perda de sua mãe ela vai parar em Nova York. Ao conhecer Castiel, o dono de uma grife importante, Alana tem sua vida virada de ponta cabeça. O que ela não sabia, é que tem males que vem para o bem, e Alana percebe que seu coração duro que se fechava para o amor, ainda é capaz de amar.

*Alerta de gatilho!*

SOULMATE 2 DISPONÍVEL NO MEU PERFIL!

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Vai ficar tudo bem
10 anos atrás — Já está dormindo Anna?— perguntei para a minha irmã que dormia na cama de baixo. — Ainda não Alana.— ouvi minha irmãzinha sussurrar. Minha irmã na época tinha oito anos e eu doze, sendo assim, eu era quatro anos mais velha do que ela. Anna tinha cabelos negros e olhos azuis que havia herdado de mamãe. Sua pele era branquinha, e ela parecia um anjo. De repente ouvimos um barulho e nos assustamos. — De novo não...— Anna disse em prantos. — Vai ficar tudo bem, sobe aqui para a minha cama.— disse para Anna que subiu rapidamente. Anna me abraçou e começou a chorar desesperadamente. — Vai ficar tudo bem.— dizia para ela. Ouvimos mais um barulho e Anna me apertou mais forte enquanto chorava. — Você merece tudo isso! Você merece! — uma voz masculina gritava na cozinha. — Não! Por favor, não! — mamãe implorava. — Acho melhor irmos ajudá-la.— disse para Anna. — Não Alana, ele vai te machucar também!— Anna disse chorando enquanto me segurava pelo braço. — Ele vai machucar mamãe...— disse para ela. Anna me olhou com seus grandes olhos azuis e cedeu. — Você não vai sair de perto de mim?— ela perguntou. — Vou estar sempre do seu lado. Eu e Anna descemos da beliche e fomos em direção da cozinha. Quando chegamos na cozinha vimos mamãe no chão e meu pai de pé olhando para ela. Mamãe estava com o olho roxo e sua boca estava sangrando. — Vão para o quarto de vocês!— papai gritou. — Não bate mais nela papai.— Anna implorou chorando enquanto ajoelhava para ver mamãe. Papai nos encarou e gritou novamente. — Eu já mandei irem para o quarto de vocês!— Meu pai gritou batendo no rosto de Anna que caiu no chão. — Para! Para!— gritei enquanto ajoelhava no chão para ver Anna. — Vão para o quarto de vocês!— ele gritou novamente. — Eu não vou! Não vou deixar bater nelas novamente! — gritei. Papai me deu um t**a no rosto que senti arder instantaneamente. Ele veio para cima de mim e me jogou no chão, começou a me bater sem parar, até que alguma coisa o empurrou. — Não bate nela!— minha mãe gritou em prantos. Meu pai então levantou do chão e foi para cima de mamãe, prendeu ela na parede enquanto procurava alguma coisa na gaveta do armário. Quando ele finalmente achou, eu vi que era uma faca e que não iria acabar nada bem. Ele a soltou por um momento e ela ficou recuada na parede. Depois de um tempo encarando mamãe ele avançou com a faca e a atingiu. — Não! Mãe, não!— gritei desesperada. Mas não foi mamãe que caiu no chão, e sim Anna, ela tinha entrado na frente de mamãe e havia sido esfaqueada no peito. Meu pai largou a faca ao ver aquela cena, e mamãe pegou Anna antes que lá pudesse cair no chão. — Anna? Não...— me aproximei enquanto via minha irmãzinha sangrando. Meu pai ficou paralisado olhando para Anna sangrando no chão e mamãe chorava desesperada. — Não...— disse deitando no peito de Anna que não dizia nada. — Vai ficar tudo bem.— disse chorando enquanto Anna olhava para mim. Só me lembro de alguns policiais entrando na casa e algemando meu pai, enquanto uma médica vinha ver Anna. Depois que a médica viu Anna ela balançou a cabeça negativamente. — Eu sinto muito... —Desculpa, eu não quis m***r ela!— meu pai gritava enquanto os policiais o levavam. — Eu te odeio! Eu te odeio! — gritei para papai que não disse nada e os policiais o levaram. Olhei mais uma vez para Anna que estava toda ensanguentada e com as faces molhadas de tanto chorar. Anna estava morta. 10 anos depois. — Sinto muito pela perda da sua mãe.— tia Cintia disse enquanto me abraçava. Mamãe se chamava Sabrina, depois da morte de Anna, ficamos só eu e ela. Mamãe morreu faz 2 dias, ela tinha Câncer nos s***s e não resistiu. Assim que terminou o enterro alguns parentes vieram falar comigo lamentando a minha perda, depois das despedidas todos eles foram embora e ficou só eu e tia Cintia no cemitério. Tia Cintia se aproximou de mim, enquanto eu olhava a lápide de mamãe. — Vamos querida?— tia Cintia me perguntou. Não respondi e ela colocou a mão no meu ombro e apertou gentilmente. — Vai ficar tudo bem... Olhei para tia Cintia e a abracei. Ela apertou o abraço e comecei a chorar como uma criança. Logo depois dei o último adeus a mamãe e fomos em direção a saída. Saí daquele cemitério deixando um pedaço da minha alma com mamãe. Fomos para a minha casa, tia Cintia morava em Nova York e tinha vindo só para o velório de mamãe, ela voltaria para Nova York daqui a dois dias e enquanto isso ficaria em minha casa. Entramos na minha casa e me sentei no sofá, eu não queria comer e nem tomar banho, só queria ficar ali vendo o tempo passar. Tia Cintia sentou do meu lado e começou a falar. — Eu sei o quanto é difícil, mas você precisa seguir em frente Alana. Olhei para ela e não disse nada, então ela logo continuou. — Eu estava pensando que você poderia ir para Nova York comigo, o que acha?— tia Cintia perguntou com um sorriso. — Não sei não tia, esse era o lugar que mamãe morava. É a única lembrança que eu tenho dela... — Eu sei querida, mas ficar aqui vai te deixar pior.— tia Cintia disse gentilmente. Olhei para tia Cintia e eu sabia que era verdade, tudo naquela casa lembrava mamãe ou Anna e isso me deixava triste. — Vamos querida, o que você tem a perder? Sem contar que você fala inglês muito bem.— Ela disse com um sorriso gentil. Encarei tia Cintia por um momento e finalmente aceitei. — Tá bom, mas vou arrumar um trabalho para não ficar dependendo da senhora. — Eu te ajudo a procurar um trabalho. Dei um sorriso sem graça e tia Cintia me abraçou gentilmente. Tia Cintia tinha cabelos negros e olhos azuis, ela me lembrava Anna. Por um lado isso é bom, por outro lado eu fico triste toda vez que olho para ela, eu podia ter evitado aquilo, eu poda ter evitado a morte de Anna.

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