Depois da manhã de amor, as duas mulheres estavam agora almoçando, comida pedida do restaurante preferido da morena. Carol estava gostando daquilo, daquela simplicidade, tomar o café da manhã do balcão, almoçar comida chinesa nas caixinhas de entrega, t*****r no sofá, agora sentadas no tapete da sala com a tevê ligada que passava uma comédia romântica. Mas algo tinha que acontecer, e esse algo foi o celular da latina que não parava de tocar.
- Cah, você tem que atender.
- Eu sei, mas... d***a.
Carol levanta e vai até a sua bolsa que estava perto da mesinha na sala, pega o aparelho já sabendo quem ligava e volta para onde a morena.
- Oi, mãe.
- Carol, onde você está? Você quer m***r seus pais de preocupação, menina? - A latina revira os olhos.
- Mãe, eu estou bem, não se preocupe, eu não sou mais criança.
- Carol, Carol. – A mulher suspira. - Ok, você... você está com o Tom?
- Não, mãe, claro que não, eu já disse que não tenho nada com ele.
- Então está com quem?
Carol olha para Luane que continuava olhando a tevê, mas estava atenta em tudo que a latina falava.
- Eu... Eu estou com uma amiga.
- É a Donna?
- Não, mãe, não se preocupe ok? Talvez.... talvez eu só volte amanhã para casa. - Luane a encara e sorri, concordando com a cabeça.
- Amanhã?
- Sim, fique tranquila, estarei amanhã ao anoitecer em casa.
- Carol, quem é essa amiga? – Susan já começava a demonstrar raiva em suas palavras.
- Uma amiga, mãe, eu já disse, não sou mais criança, não me trate como tal.
- Então pare de agir como uma, venha para casa agora!
- Eu já disse que vou amanhã. Tchau.
- Carol, não ouse... - A latina nem deu tempo de a mãe terminar e desligou o celular, Luane a encara curiosa.
- Ela está uma fera.
- Isso só porque você dormiu fora, imagina quando...
- Hey, combinamos de aproveitar o momento, nada de “e se”, é agora, nós duas.
Luane apenas sorri e puxa a outra para o seu colo, Carol a encara e se aproxima, as bocas quase se tocando.
- Apenas nós duas.
Com isso se beijam, elas não sabiam como seria o amanhã, mas com certeza lutariam para aqueles sorrisos nunca saísse de seus rostos.
....................*** ....................
- d***a, porque tinha que acabar?
- Cah, vamos nos ver amanhã. Não se preocupe.
- Eu sei. – Carol suspira. – Mas não será a mesma coisa.
Luane tira o cinto de segurança e correndo todos os riscos, pois estavam em frente a mansão dos Mitchell s, aproxima seus lábios do da latina, o beijo foi lento de carinhoso.
- Eu estarei aqui o tempo todo, você sabe disso.
- Eu sei.
Carol sorri e a puxa para outro beijo. Elas se despedem, só não sabiam que em um dos quartos da mansão o carro da morena poderia ser visto, e um Mitchell em especial estava observando as duas, que mesmo fora dos portões poderiam ser vistas, a pessoa trava o maxilar e seus olhos ardem de ódio e decepção.
- O que você está fazendo com sua vida, Carol?
Com isso ver a latina entrar na casa, com seu sorriso no rosto e completamente feliz, porque eram assim que seriam seus dias dali por diante, ou assim ela espera que fossem. Carol entra e vai direto para o seu quarto tomar um banho, depois desde para jantar com os seus pais e irmã.
- Boa noite, família.
- Olha só quem resolveu aparecer. Carol, você nos deve uma explicação.
- Na verdade não devo não, mãe, eu sou maior de idade, independente e totalmente consciente das minhas ações. – A latina diz ao sentar perto da irmã, que tinha a cabeça baixa, sabe que aquilo ia longe, conhece bem a sua família.
Susan estava surpresa com a atitude da filha, Carol nunca falou aquelas coisas para ela.
- Onde você dormiu, filha? E com quem? – Esse foi Alexander, seu pai, um homem calmo, mas tinha seus dias de ditador.
- Pai...
- Carol, você mora aqui, dorme debaixo do nosso teto, tem que dá explicações.
Carol respira fundo, ela já tinha pensando em fazer aquilo, mas não tinha porque, agora tem, se quiser continuar aquele relacionamento com Luane, teria que ter a sua privacidade, e naquela casa nunca a teria.
- Você está certo, pai, por isso tomei uma decisão.
- E que decisão é essa? – Susan pergunta.
- Vou me mudar.
- Você o que? – Essa foi Alyssa surpresa.
- Isso mesmo, família, vou morar sozinha, já tenho vinte e cinco anos, preciso começar a andar com meus próprios pés.
Os pais da latina se entreolham, Susan não permitirá aquilo, mas sabe que se bater de frente será pior, por isso resolve adotar o comportamento calmo.
- Filha, essa decisão é muito importante, não faça isso só porque ficamos preocupados com você, sabe que sempre é assim, tanto com você como com Alyssa, não faça nada que possa se arrepender.
- Não é por vocês que estou me mudando, é por mim, todos sempre me falam que sou rica, que tenho que comandar um império, que preciso saber tomar decisões, como poderei fazer isso se nem consigo controlar a minha vida? Então estou fazendo isso por mim, porque preciso aprender.
Alexander não queria a filha longe, mas nesse momento sentiu orgulho, treinou sua garota muito bem.
- Ela está certa.
- Alexander!
- O que, mulher? Ela está certa, tem que saber lidar com todas as situações, para isso tem que andar com as próprias pernas.
- Eu não vou admitir que ela saia de casa. - Susan grita assustando a todos.
- Você não tem que permitir nada, mãe. – Carol levanta da mesa pronta para subir a escada, mas antes fala. – Vocês não podem controlar a minha vida, eu tomo as minhas decisões, eu escolho com quem casar, quem amar e onde morar, parem de fazer isso, comigo, com Alyssa e com todos ao redor de vocês.
Com isso sai, deixando todos de boca aberta. Alexander estava confuso, Alyssa estava nervosa e Susan estava preocupada. Com certeza aquelas noites fora tiveram alguma coisa a ver com as palavras da latina, esse era o pensamento de todos naquela mesa. Carol chega ao quarto e manda uma mensagem para a morena.
“Vou me mudar, morar sozinha, prepare-se para me ajudar a carregar caixas”
Não demora para a resposta chegar.
“Você é mais maluca do que eu imaginei, mas será uma honra carregar as suas caixas”
Carol sorri e se joga na cama, com certeza aquelas duas noites mudaram sua vida, ela só esperava que fosse para a melhor.
....................*** ....................
Carol levava a última caixa para dentro do seu carro, Susan e Alexander tentaram de todas as formas impedir que a filha fizesse aquilo, mas o DNA de alfa falou mais alto, e com isso duas semanas depois da decisão, ela estava de saída da mansão Mitchell, um pouco triste por deixar Alyssa com os pais controladores, mas ela sabe que assim que a loira também se formar, ganhar a sua independência, terá a sua liberdade, ai só dependerá dela para sair daquela jaula.
- Pronto, essa á a última, vou deixá-las e venho buscar as malas. – Carol disse e se vira para Susan.
- Eu vou com você.
- Não! – Carol corta a mãe. – Está tudo bem, mãe, eu vou arrumar tudo, só vão conhecer o meu apartamento quando estiver tudo pronto, e também Donna vai me ajudar.
- Mas, Carol...
- Volto já.
A latina entra no carro e sai em dispara. Ela estava ansiosa com aquilo tudo. Era uma nova fase em sua vida, não só por conta da mudança, mas como as coisas vinham sendo feitas. Durante aquelas duas semanas ela passou a se encontrar com Luane no lago, faziam amor, trocavam carícias e depois cada uma ia para a sua casa. Então procurou um apartamento perto do prédio da morena e lá estava, morando perto da mulher que vem lhe tirando o sono nos últimos dias. Quando para em frente o lugar, seu sorriso se alarga.
- Pensei que tinha desistido.
- Jamais.
Carol abraça a outra e depois abre o porta-malas, começam a carregar as caixas para o elevador com a ajuda do porteiro, quando terminam a caixa de metal começa a subir, a mais nova não resiste e beija os lábios da mais velha com vontade.
- Estava com saudade.
- Eu também.
Luane sussurra de volta. Estavam ofegantes, mas logo a porta se abre e elas carregam as caixas para o apartamento, era maior do que o da morena, com certeza, afinal era Carol Mitchell, herdeira multimilionária, mas ainda assim era humilde, já estava mobiliado, a latina só teria o trabalho de colocar seus objetos pessoais. Paredes de cor amarela e branca, uma janela de vidro que era praticamente toda a parede da sala e tinha a vista do centro de Miami, cortinas vermelhas, uma televisão enorme, uma caixa de som, um frigobar, sofás enformes de cor amarelo queimado, assim como eram quase todos os móveis do local.
- Está bonito.
- Sim, me ajuda Luane, pare de babar pelo meu apartamento.
A morena revira os olhos e continua carregando as caixas. Quando terminam, Carol lhe dá um selinho.
- Fique aqui, vou buscar as malas, volto já.
Com isso sai do apartamento e deixa Luane sozinha, que caminha pelo local e admira cada detalhe. Era de fato muito bonito. Carol tinha bom gosto, apesar de pedir opiniões dela em muitas coisas, mas Luane só fazia concordar com tudo que ela escolhia, pois tudo era lindo.
A morena vai até a caixa de som, pega seu celular e conecta, começando a tocar o novo CD da sua banda favorita Fifth Harmony, um grupo de cinco garotas que batalharam para estar onde estavam e aquilo parecia com a sua história, com as batidas de Down ela carrega algumas caixas para o quarto, olhou aquela cama que pedi para ser “batizada”, mas ainda não tiveram oportunidade.
As duas estavam com cuidados redobrados, pois Carol não queria prejudicar Luane, sabia que a realidade era essa, pois se o que tinham fosse descoberto, a morena sairia perdendo mais, pois querendo ou não, Carol é a herdeira. Cerca de meia hora depois a latina chega, três malas enormes traziam o básico de suas roupas, depois pegaria o restante.
- Luane... – Carol grita seu nome.
- No quarto.
Carol vai puxando duas malas, quando entra no cômodo ver a morena admirando uma foto dela tirada por Alyssa em uma das viagens de férias das duas, Carol usava um macacão jeans e sorriu quando viu a irmã apontando o celular para ela. Ela tinha um sorriso bobo na foto, foi algo espontâneo e aquilo deixou tudo mais real.
- Hey...
- Você é tão linda, Cah, sua beleza deveria ser guardada em um cofre para que poucas pessoas tivessem a honra de olhá-la, de tão rara que é. – Luane falava sem olhá-la, ainda admirando a foto. - A latina sorri tímida e se encaminha para perto da outra.
- Sua boba, você já se olhou no espelho? - Luane suspira, coloca a foto na mesinha e abraça a latina pela cintura.
- Você não entende, você tem uma beleza singular, é... é difícil de explicar, eu não sou hipócrita, Carol, eu sei da minha beleza, sei do meu poder de sedução, sei que chamo atenção, mas essa é a diferente entre nós, quando as pessoas me veem, elas só veem isso, a Luane gostosa, de corpo bonito, e com certeza ficam pensando em uma forma de me foder...
- Luane...
- Me deixa terminar. – Carol suspira e assente. – Já com você é diferente. As pessoas te olham e querem te proteger, elas veem não só a sua beleza externa, que meu Deus, não tenho nem palavras para descrever, mas elas veem tudo, seu caráter, sua sensibilidade, sua alma, é isso, elas veem sua alma. Quando você sorrir, Carol, você tira tudo de mim, o seu sorriso é o mais significativo que já conheci, que já vi, e por isso eu... - O coração de Carol acelera.
- Luane... - A morena aperta mais a carne da cintura da outra.
- Por favor, me deixa terminar, porque... eu preciso fazer isso. – A morena aperta os olhos com força, respira fundo e continua a falar. – Por isso que eu... eu te amo, Cah, porque você viu em mim além desse corpo, você me viu por completa, você conseguiu ver a minha alma, você conseguiu ver que eu sou mais que esse rosto bonito.
- Você tem certeza do que está dizendo? Luane se você fizer eu dizer a verdade para você, se me fizer dizer o que está entalado em minha garganta e depois fugir, eu... eu não vou te perdoar, nunca vou poder te perdoar.
- Eu não vou fugir, Cah, eu sou completamente sua, que se dane o resto, que se dane nossas famílias, eu quero você, eu não consigo mais ficar sem você, eu te amo, Carol Mitchell.
Carol tinha o corpo trêmulo, coração acelerado e a respiração ofegante, apenas avançou na boca da outra e apertou seu corpo ao de Luane, essa que foi empurrando os corpos até chegarem na cama, Carol sente o móvel e deita no colchão, as bocas se separam, mas os olhos não, então Luane deita em cima da outra, se encaixa entre suas pernas, Carol a encara com amor.
- Eu amo você, por favor, não quebre o meu coração.
- Eu nunca faria isso.
A morena avança de novo nos lábios da latina. Com cuidado e devoção elas tiram suas roupas, admirando e sentindo cada parte de pele exposta. Luane, agora completamente nua, ainda estava em cima do corpo da latina. Carol leva sua mão para a i********e da mais velha, que geme com o contato.
- Levanta um pouco.
Luane encara os olhos da outra com um sorriso no rosto, então eleva um pouco o corpo e logo sente dois intrusos explorando cada centímetro possível dentro dela.
- Carol...
É tudo que a morena consegue dizer, com movimentos comandados por ela, Luane se movimentava como queria, subia e descia, Carol via seus dedos sumirem ao serem engolidos pelo s**o da outra. Não demorou para o corpo da mais velha dá sinais do êxtase. A latina sentia a pressão.
- Olhe para mim, Luane.
A morena o faz. Encara os castanhos que tanto ama, coloca suas duas mãos na barriga da latina e deixa o prazer total vir.
- Carol...
As duas estavam ofegantes, era inexplicável como os corpos de ambas reagem tão facilmente. Luane deixa-se relaxar quando Carol sai de dentro dela. Deita ao lado da mais nova que a puxa para seu peito, começando a fazer carinho em seus cabelos negros.
- Enfim a cama foi inaugurada. - Carol sorri com as palavras da morena.
- Ainda vamos inaugurar cada canto desse apartamento, prepare-se. - Luane eleva a cabeça e encara os olhos da latina.
- Não vejo a hora de isso acontecer. - Carol coloca seu polegar na bochecha da outra e sorri fraco, depois a puxa para um beijo calmo.
- Eu amo você, Luane Jenkins.
- Eu amo você, Carol Mitchell. - Naquele momento, nada mais precisava ser dito.