- Você pirou?
Donna tentava colocar um pouco de juízo na cabeça da amiga, estavam um pouco afastadas dos outros.
- Donna, por favor, eu preciso resolver isso, eu...
- Você está apaixonada.
- Não, não estou, eu só... Eu não consigo resistir, ela é tão... Linda, atraente, especial e...
- Viu, está apaixonada. - Carol resolve não contrariar.
- Que seja, mas por favor, volte lá e peça desculpas por mim, diga que fui embora pois estava me sentindo m*l.
- Carol, você é maluca. – A loira respira fundo. – Mas é adulta, e sabe que isso terá consequências, se continuarem com isso enfrentarão muitos problemas, eu estarei ao seu lado, mas saiba que será uma batalha dolorosa.
- Você também enfrentará a sua, Donna.
- Eu sei. Mas não temos os mesmos pais, e os meus não são multimilionários que querem de qualquer forma um herdeiro, eu tenho mais três irmãos, com certeza herdeiro não será o problema.
- Eu sei, ok? Só... Me faça esse favor, eu vou resolver isso, e vou cumprir a minha promessa, se ela recuar, eu estarei fora. Eu prometo.
- Certo, deixa comigo. - Elas se despedem e Carol sai do local, logo avista o carro de Luane.
- Você demorou.
- Desculpa, a Donna.
- Ela não gosta de mim. – A maior faz uma careta.
- Ela não tem porque gostar de você, Luane.
- Ela sabe de tudo?
- Sim.
Carol responde baixo. A morena não fala mais nada, dá a partida no carro e saem dali, não demorou e estavam entrando no elevador do prédio de Luane, a latina não resistiu e avançou na morena.
- Você está tão linda. - A mais nova sussurra no ouvido da outra que se derrete com aquilo.
- Não mais que você.
Então voltam a se beijar. Entraram no apartamento tirando as roupas, aos beijos deliciosos e chupões pelo pescoço. Quando chegam ao quarto já apenas com roupas íntimas, Carol iria empurrar o corpo da morena na cama, mas Luane a impediu.
- Não, quero que faça algo para mim. - Carol a olha intrigada, se aproxima e beija seu pescoço com sensualidade.
- Vai me pedir um Striper?
- Talvez, você decide, mas quero que... Quero que dance para mim. - A latina se afasta e encara os olhos verdes.
- Dançar?
- Sim, quero que dance para mim igual estava fazendo com aquele i****a, não, quero que fala melhor, quero que dance e fique nua para mim.
Carol arqueia uma sobrancelha, aquilo era excitante, ela sabia que ali era o ciúme de Luane falando, e de uma forma exagerada achou aquilo prazeroso.
- Ok, eu vou fazer isso.
Luane sorri e avança nos lábios da latina, as duas estavam apenas de lingerie, Carol usava uma vermelha e Luane uma preta. Quando a latina se afasta, procura algo pelo quarto, encontra uma cadeira, vai até ela e a puxa para o centro do cômodo.
- Senta aqui. - A morena apenas sorri e se encaminha para o móvel, mas antes de sentar Carol a impede.
- O que foi?
- Tire toda a sua roupa.
Luane sorri s****a, mas faz o que foi lhe pedido, sob o olhar atento da latina, tira seu sutiã e depois sua calcinha, expondo seu s**o molhado de t***o.
- Linda.
A latina vira de costa e vai até a mesinha que tem lá, onde havia um notebook, o abre, liga e procura o que queria, as músicas Big Bad Wolf – Fifth Harmony, Crazy In Love (2014 Remix) – Beyoncé e Back To Me – Marian Hill foram selecionadas pela latina nessa ordem. Depois de colocar ela se volta para Luane que mordia o lábio sensualmente.
- Você quer que eu dance para você? - A morena apenas assente com a cabeça, o t***o era tanto que ela nem conseguia falar.
- Você foi má comigo, Luane, o que devo fazer com você?
Carol se aproxima e coloca suas mãos no ombro da morena, chegando seus lábios perto do ouvido da outra e sussurrando.
- Você me deve muito, como devo cobrar?
- Carol...
- Ah, sim querida, isso mesmo. - Carol então senta no colo da morena e começa a se movimentar em um vai e vem ritmados pelas batidas da primeira música.
- Assim, quer que eu faça assim?
Luane coloca sua mão na cintura da outra e força mais o contato, ela estava exposta, queria que a latina também estivesse.
- Tire sua roupa.
- Calma, apenas relaxe. - Carol puxa os fios da nuca da mais velha e a beija, era voraz e sensual, ela necessidade e angústia, eram elas, apenas elas.
- Carol...
Luane estava tão excitada que apenas aquilo poderia fazê-la gozar, então ela lembrou-se de algo, Carol era virgem, por incrível que pareça ela disse que era virgem, aquilo a deixou mais excitada, pois seria a primeira daquela mulher.
- Você é tão linda.
Carol rebolava graciosamente no colo da outra, seu líquido já poderia ser visto através da calcinha, pois era o suficiente para isso. Então quando a música passa para a segunda ela sai do colo da morena, encara seus olhos verdes perfeitos e leva suas mãos ao sutiã, bem lentamente vai tirando a peça, depois faz o mesmo com a calcinha, Luane queria aquela mulher, queria muito aquela mulher.
- Vem, senta aqui de novo.
Aquilo saiu mais como um pedido do que uma ordem. Carol não poderia negar, pois estava no mesmo nível de excitação da morena. Mas diferente de antes, a latina senta de costa para Luane, sua maravilhosa b***a toca a i********e da outra, que geme gostosamente com aquilo.
- Deus, Carol, você é tão cheirosa.
A mais velha diz ao colocar seu nariz contra os cabelos castanhos da latina que caíam para trás. Carol automaticamente começou a rebolar, poderia sentir seu prazer extremo daquela forma, mas hoje queria ir até o fim, queria tirar o status de virgem de uma vez.
- Toque-me, Luane.
A mais velha não pensa duas vezes, leva sua mão direita para a i********e da outra e começa os movimentos circulares. A latina não sabia definir o quanto aquilo era bom, estar com aquela mulher era bom, ser tocada por Luane era maravilhoso, por esse motivo, não demorou em estar se derramando nos dedos da morena.
- Luane... - A mais velha apenas encostou sua cabeça nas costas da latina que respirava ofegante. Segundos depois Carol levanta e Luane faz o mesmo, agora estando nuas uma de frente para a outra.
- Vem. - A morena leva a outra para perto da cama, a deita no colchão e sobe seu corpo em cima dela.
- Você é tão linda, eu tentei, Carol, eu juro que tentei resistir, juro que pensei em sumir, mas tudo me lembra você, me leva até você.
- Pare de resistir.
- Eu já parei, Cah, não tenho mais forças. - Luane avança nos lábios da latina com amor, agora ela iria ser carinhosa, pois era um momento especial para Carol.
- Você tem certeza?
- Sim, é você, Luane, apenas você.
A morena sorri e a beija mais uma vez, agora afasta os corpos e passeia sua mão direita entre os corpos, logo chega no local desejado. Carol geme com o contato. Ambas se encaram, aquela plenitude que só as duas sentiam, aquela sensação de poder que tinham com os corpos colados, aquele maravilhoso prazer, que fora tanto que quando Carol se deu conta da realidade já sentia o intruso dentro de si.
- Luane...
Os movimentos da morena iam lentos e certeiros, quando sentiu o prazer da outra, colocou logo o outro dedo, Carol geme mais alto, morde o lábio da mais velha, não se tratava de dor, pois estava tão molhada que fora penetrada com perfeição e sem dificuldades, era prazer, puro e maravilhoso prazer.
- Cah, você é tão linda.
A morena eleva o corpo e encara latina, os corpos se chocavam, suados, ofegantes, Carol gemia, Luane gemia, era mais que prazer, as duas sabiam que depois dali seria impossível ficarem uma sem a outra. A morena logo sente seus dedos sendo pressionados e isso a deixou mais excitada.
- Levanta uma perna, Cah.
A latina fez, Luane encosta nela e sua i********e encharcada toca a pele, começa a rebolar contra a cocha de Carol e aumentar a velocidade das estocadas, não demorou para as duas estarem se entregamos ao clímax, chamando uma o nome da outra.
- Carol...
- Luane...
E assim os corpos estremecem e os corações aceleram, era muito mais que s**o, muito mais que prazer carnal. A comprovação veio quando minutos depois estavam deitadas na cama de barriga para cima olhando para o teto. Carol então respira fundo e vira de lado.
- O que pretende fazer agora? - Luane também se vira e encara a latina, acaricia sua bochecha e beija seus lábios de leve.
- Agora vamos tomar um banho, comer alguma coisa e dormir.
- Isso é um convite?
- Sim, Cah, isso é uma intimação. Dorme comigo hoje, amanhã, depois e depois.
- Precisamos conversar sobre...
- Shiii, agora não, deixa os problemas para amanhã. - Então Carol sorri e beija seus lábios de leve.
- Eu concordo. Vamos começar pelo banho. - E elas foram, não sabiam como seria o amanhã, mas aquele agora, valia a muito a pena lutar.
....................*** ....................
Carol se mexe na cama e sente braços ao seu redor, estava um pouco dolorida, nada que pudesse incomodar, mas sentiu o desconforto entre as pernas, então abre os olhos e ver através da janela a luz solar. Começa a sorri e lembrar-se da noite anterior. Mexe-se mais um pouco e escuta a morena resmungar algo. Então com cuidado vira o corpo, pois estavam de conchinha e observa Luane dormindo tranquilamente. Leva sua mão até seu rosto e acaricia de leve. Luane torce seu nariz e suspira, aos poucos vai abrindo os olhos, encontrando os lindos olhos cor de chocolate lhe encarando com um lindo sorriso no rosto.
- Bom dia. - Carol disse meiga e Luane adorava aquela versão da latina.
- Hum... Bom dia, Cah.
- Cah... Gostei. - As duas sorriem, Luane tenta se aproximar, mas Carol se afasta e vai logo saindo da cama.
- Você não vai me beijar sem eu escovar os dentes.
- Que besteira, Carol.
- Não para mim, tem alguma escova de dente sobrando?
- Na verdade não, só a minha, se não se importar pode usá-la. - Carol a encara, estava vestida só com a calcinha, Luane se encontrava nua, gostava de dormir assim e como a outra não se importou, assim ela dormiu.
- Já chegamos a esse nível de relacionamento? Cadê o pedido de namoro romântico, cheio de flores e jantar? - Luane fica sem graça, Carol percebe e prefere não continuar com a brincadeira, o que não quer agora é assustar a outra e regredir, afinal ainda terão que conversar.
- Estou brincando, vou usar a sua escova e tomar um banho, volto já.
- Tem toalha limpa no armário.
A latina concorda e vai para o banheiro. O lugar era modesto, Luane o comprou depois de um ano trabalhando na Mitchells, ainda o paga, na verdade ainda tem dois longos anos pela frente, mas é orgulhosa de si mesma, ela ganha bem, é simples, modesta, só quer um lugar tranquilo onde possa fazer suas coisas e aproveitar os momentos mais comuns de uma pessoa, adorava voar, as vezes sente que se tivesse outro DNA iria sentir muita inveja das aves, agradece por o ter.
Respirando fundo ela joga a cabeça contra o travesseiro e ser ver sorrindo sozinha com as lembranças da noite anterior. Foi tudo tão maravilhoso que agora ela tem a certeza que não pode mais ficar sem tocar a mulher, e pensar em outra pessoa fazendo a deixava h******l, assim como aconteceu no bar, ver Tom a tocando daquela forma a deixou sem chão e não queria senti aquilo nunca mais.
- Carol Mitchell, você está derrubando todos os meus muros.
A morena fala e sorri com isso, então levanta da cama, pega sua calcinha, uma camiseta, logo escuta o som de água caindo do chuveiro, seu sorriso se alarga, Carol Mitchell está em seu banheiro completamente nua.
- Com certeza ela vai quebrar todos os meus muros.
A morena sorri e sai do quarto em direção à cozinha, abre sua geladeira, encontra algumas frutas, pão para torrada, geleia e leite. Tira tudo e começa a preparar o café da manhã. Enquanto isso no banheiro a latina deixava a água cair em seu corpo, quente e reconfortante, as lembranças a fazia sorrir tímida.
- O que você está fazendo comigo, Luane?
Ela fala para si mesma, então deliga o chuveiro e pega uma toalha que estava ao lado. Se enrola e sai do box, quando volta ao quarto não encontra Luane, queria pedir um secador e uma roupa, com toda a sua ousadia, abre o closet da mulher, até assusta-se, tudo era muito organizado por cores, tamanhos, peças.
- Caramba!
Então pega uma das várias camisas sociais da outra, veste sua própria calcinha e a camisa por cima, aparecia um pouco da sua b***a, mas depois da noite anterior ela não teria mais vergonha da morena. Carol sai do quarto a procura de Luane, até a encontrar na cozinha.
- Desculpa se invadi sua privacidade, mas eu precisava vestir alguma coisa.
Luane vira de uma vez e encontra uma cena fodidamente sexy na sua frente. Carol descalça, vestida em uma camisa social branca que m*l cobria sua calcinha, o cabelo molhado caído para o lado e um sorriso sapeca no rosto.
- Santo Deus!
A morena m*l podia falar, m*l podia respirar, porque só de imaginar aquilo a calcinha chega encharca, imagine a situação dela que tinha a visão na sua frente, em carne e osso. Pois é, “Elementar meus caros, elementar”!
- Algum problema?
- Oh, não, problema algum, pode usar minhas roupas sempre que você quiser. - Carol cora, o que a deixou mais sexy.
- Hum... O que está fazendo?
- Café da manhã. Já terminei, senta aqui. - Luane aponta para o balcão e a latina se encaminha para lá. A morena coloca a salada de frutas, as torradas, a geleia, o leite, suco e café.
- Só temos isso para hoje, senhorita.
- Está ótimo.
Luane sorri tímida, então vai para perto da latina e se põe entre suas pernas, Carol automaticamente coloca suas mãos na cintura da outra. Luane chega bem próximo da sua boca, já havia a lavado na pia da cozinha.
- Agora posso te dá um beijo de bom dia?
- Pensei que não faria isso.
As duas sorriem, então o contato das bocas veio, simples e carinhoso. Luane coloca suas duas mãos nas laterais do rosto da outra e acaricia, era tudo muito perfeito, se soubesse que seria tão bom teria se entregado antes, teria se deixado entregar logo.
- Você é tão linda, Cah. - Carol encara os olhos verdes e sorri.
- Não mais que você.
Elas trocam mais um selinho e logo depois comem o café da manhã. Conversa vai, conversa vem e elas vão para o sofá da sala. Carol tinha a cabeça deitada nas pernas da morena que estava sentada e acariciava seus cabelos que já estavam secos, pois a latina usou o secador.
- Então... Eu sei que está tudo lindo e se eu pudesse não saía daqui nunca mais, porém eu preciso saber até que ponto está envolvida, eu estava decidida a esquecer de você, Luane, decidida a seguir em frente, mas depois de ontem....
- Eu... – Luane suspira e olha para os castanhos da morena. – Eu quero Carol, quero mesmo, de verdade eu não sei o que é, tudo me leva a você, mas...
- Você tem medo.
- Sim, eu morro de medo, não só por mim, por nós, você pode até pensar que não tem nada a perder, Carol, mas você, na verdade, você tem muito a perder, a nossa diferença é essa, eu vim do nada, voltar para lá não é uma opção, já você nunca conheceu o nada, por isso não tem medo dele. Não estou te julgando, não é isso, mas essa é a realidade. - Carol suspira e analisa as palavras da mulher, sabe que ela tem razão.
- Mas ainda assim, temos que resolver, eu sei e entendo o seu medo, eu também tenho, mas não quero perder isso, quero você. – Nesse momento a latina eleva o corpo e senta ao lado da morena. – Eu quero continuar isso, é tão... especial.
- Eu sei. – Luane suspira. – Nós... d***a, eu sei que isso é uma m***a, sei que... você poderá me odiar pelo que vou dizer agora, mas... podemos continuar, porém escondidas. – Carol arregala os olhos. – Eu sei, eu sei, me desculpa, eu...
- Hey. – Carol coloca dois dedos contra os lábios da outra de modo que ela pare de falar. – Tudo bem, eu entendo, vamos tentar, eu quero tentar, estamos buscando a solução para o problema do acasalamento, agora tenho um motivo mais forte para conseguir.
- Cah, ainda assim, se conseguimos a solução, não é certeza de que poderemos ficar juntas oficialmente. A solução só será benéfica para que as pessoas consigam reproduzir sem ser na forma animal.
- Eu sei, mas não se esqueça de que se isso for selecionado, poderemos quem sabe, desvincular o DNA animal do humano, o gás já não existe mais no ar, Luane, só não existem humanos completo porque só se reproduzem por acasalamento e isso implica em o DNA animal dos pais ser passado para os filhos, se as pessoas reproduzirem em suas formas humanas, talvez o DNA animal não seja hereditário.
- Eu sei. – Luane suspira. – Mas ainda assim, nós não poderemos...
- Hey, claro que sim, se isso for selecionado, podermos investir em inseminação, sei lá.
- Carol, estudos como esses demoram anos. Dezenas em alguns casos. - Carol sorri e se aproxima da mulher.
- Então é melhor nos esforçarmos mais.
Luane não resiste e sorri, ela sabe que será uma longa caminhada. Carol avança em seus lábios e logo está sentada em seu colo. O beijo quente era delicioso, reboladas e carinhos, não demoraram para estarem nuas e se entregando mais uma vez a aquela paixão, elas ainda não sabem, mas o amor é um sentimento que se constrói com o tempo e se perpetua com as atitudes, e bom, elas têm tempo e atitudes.