- Carol...
A latina continua beijando o pescoço da morena de forma sensual e sedutora, queria experimentar da totalidade que era o prazer com aquela mulher, queria ser dela, queria ser completamente dela, que se dane o mundo, que se dane os resultados, ela queria saber do percurso e se tiver Luane Jenkins consigo no fim, continuará tentando.
- Luane, olhe para mim.
A de olhos verdes prende seu olhar nos escuros da latina. Carol passeia seu polegar pelo rosto da outra, os corpos completamente nus se tocando, água fria sob a luz do luar, era um contraste extraordinário, perfeito.
- Diga-me para parar, diga que não quer.
O coração da morena dispara, ela nunca conseguiria dizer aquilo, porque desde aquele beijo ela só consegue pensar em ter Carol Mitchell em seus braços.
- Eu não paro de pensar em você, Luane, nem um minuto sequer, não consigo parar de pensar na possibilidade de ter você completamente, exatamente como está agora, minha, nua, vulnerável, eu quero cuidar de você, quero poder sentir você, não nos prive disso, por favor, não faça isso.
- Carol... - A morena geme o nome da outra deliciosamente, ela queria aquilo, queria sentir também.
- Só por uma noite, só essa noite. – Luane diz encarando os olhos negros da latina.
Carol queria dizer que não, sabia que se a tivesse uma vez nunca mais a largaria, porém seu corpo estava em chamas, seu lado animal queria devorá-la em todos os sentidos da palavra, queria saborear cada pedaço do corpo da morena, usufruir de cada centímetro de pele que ela dispor e se para isso teria que mentir, pois seria mentira ao concordar, ela o faria, porque se Luane sentisse um terço do que ela está sentindo, não resistiria, e mais cedo ou mais tarde estaria em seus braços novamente.
- Só por uma noite.
Assim Carol mais uma vez avança nos lábios da mais velha, Luane a recebeu com maestria, com devoção. Ela queria, pelo menos naquela noite ela se deixaria sentir. Seu corpo reage ao toque da latina, com cuidado Carol a puxa pelas pernas, fazendo as duas enlaçaram em sua cintura, então caminha devagar para a margem, a grama verde era perfeita, o corpo da mais velha colide com o chão, mas não era algo r**m, era gostoso, a latina se põe a beijar lentamente o pescoço da outra, Luane se sentia quente, se sentia submissa. A mais nova cessa com os movimentos quando sua boca chega perto do seio da outra, ela encara os dois com devoção, Luane a observa, cada passo, cada detalhe, cada tudo.
- Carol...
A morena só conseguiu gemer o nome da outra quando sentiu aqueles deliciosos lábios contra o seu seio direito, a língua passeava com maestria por cada centímetro da extensão, trabalhou nos dois, e quando se viu satisfeita, a latina eleva o corpo e encara os olhos verdes da mulher, estavam mais escuros e aquilo a tirou a razão.
- Eu não sei como fazer isso, eu nunca fiz isso.
- Você... Você...
- Eu sou virgem, Luane, eu nunca transei, nunca acasalei e principalmente nunca me envolvi com uma mulher, nem com outra espécie, não sei o que você fez comigo, não sei o que ainda faz, mas eu sinto que é certo, eu sinto que quero e posso fazer isso.
Luane nada diz, pois logo sente a latina puxar sua perna direita de modo que se encaixe e as intimidades se toquem.
- Isso que sentimos não pode ser errado. – A latina começa a rebolar. – Isso que estamos fazendo não pode ser errado. – Coloca suas mãos uma de cada lado do rosto da morena, apertando a grama com força. – Esse prazer não pode ser errado.
- Carol...
As mãos da mais velha vão para a cintura da latina e apertam a carne com força, incentivando a aumentar a velocidade dos movimentos e é o que Carol faz.
- É tão bom, Luane, não pode ser errado.
A latina começa a gemer, sussurrar, ofegar, seu corpo estava reagindo, assim como o da morena, ela queria mais, queria a totalidade.
- Luane...
- Carol, Carol, Carol.
Assim as duas se entregaram ao prazer extremo daquele momento. Ambas ofegantes e com as pernas trêmulas. Apesar da noite fria o suor escorria pelos rostos da duas. Carol deixa seu corpo relaxar em cima do da outra e respira fundo. Minutos de silêncio se sucederam, era uma situação cômoda para ambas.
- Vamos entrar no rio.
Luane apenas assente com a cabeça, não demoraram e estão na água de novo. Carol encara os olhos penetrantes da outra, assim como Luane faz o mesmo com ela.
- Você é tão linda.
A latina diz passeando seus dedos pelo rosto da morena. A pele macia, quente, aconchegante. A mais nova se aproxima e beija os lábios da outa de leve, sensual e sexy.
- Seu gosto é tão bom. - Desce os beijos e passa seu nariz no pescoço da outra.
- Seu cheio é viciante.
- Nós... Nós temos que ir, Carol. - A latina respira fundo e eleva de novo o olhar.
- Você quer ir? - Luane morde o lábio inferior, ato que trouxe a excitação da latina de volta.
- Não se trata de querer, temos que ir.
- Você sempre segue as regras?
- Quando elas me convém, sim, e elas sempre me convém.
- Então não foi bom para você?
- Não, quer dizer, claro que foi, sim, foi, mas você sabe que... que não podemos, você sabe disso, Carol. - De repente a latina se afasta rápido, sua expressão de prazer muda para mágoa.
- É, não podemos, vamos.
Assim se põe a andar e logo está fora da água. Luane a observa de longe, o corpo da latina é perfeito, lindo, magnifico, sabia que muitos homens caem aos seus pés, não só por ser uma Mitchell, mas por sua beleza, por seu caráter. A morena se assusta quando o corpo da latina começa a mudança, logo dando aparência do maravilhoso tigre. Carol apenas olha para trás, balança a cabeça negativamente.
- Você sabe que não vai ser só uma noite, espero que quando perceba isso, não seja tarde demais.
Assim o tigre se põe a correr contra o vento e sentindo uma mistura de duas contradições, felicidade e tristeza, uma por ter vivido aquele momento tão maravilhoso com Luane e outra por saber que talvez tenha sido a única vez, uma lembrança que vai ficar eternamente em sua memória. Já a morena vendo a outra se afastar majestosamente também sai do rio e não demora para suas penas perfeitas aparecerem, respira fundo uma última vez e voa para sua casa, sabe que se um beijo fez seu mundo virar de cabeça para baixo, o que acabaram de fazer irá tirar toda a sua sanidade.
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Carol chega ao estacionamento do laboratório, transforma-se mais uma vez e veste suas roupas, logo está dirigindo seu carro de última geração pelas ruas de Miami. Perguntava-se se as pessoas eram tão complicadas assim mil anos atrás, se gostar de uma pessoa era tão difícil, ainda mais sendo do mesmo s**o.
Havia livros que descreviam os romances, mesmo não existindo o DNA animal, parecia ser tudo muito bonito e romântico, m*l sabia ela que as mudanças não foram tão diferentes em relação à aceitação do diferente, pessoas preconceituosas e ambiciosas existem em todos os lugares, todos os mundos, todos os tempos, agora existia o empecilho das espécies, que resulta na incompatibilidade de reprodução, mas ela sabe que se um dia amasse alguém verdadeiramente, ela lutaria para ficar com essa pessoa, mas também sabia que se essa pessoa fosse Luane, ela iria sofrer, porque a morena não teria a mesma força de vontade, não teria a mesma necessidade. Não tardou para a latina está na entrada da grande mansão Mitchell, lugar onde toda a família, inclusive sua irmã adotiva morava.
- Hey, Carol, demorou hoje. - A loira disse sorrindo, olhando para a televisão.
- Oi, mana.
Carol vai até o sofá e deita sua cabeça nas pernas da irmã. Alyssa Mitchell era uma jovem de dezoito anos que fazia faculdade de engenharia genética, foi adotava pelos Mitchell quando tinha sete anos, os pais de Carol estavam em uma visita pelos vários laboratórios da empresa espalhados pelo mundo e se depararam com aquela garotinha loira servindo de cobaia para os experimentos, seus olhos brilharam quando viram a menina e não pensaram duas vezes, principalmente por ela ter o DNA de tigre também, aquilo facilitou muito em sua decisão, bom, a latina adorou o fato de ter uma irmã e dividir a s obrigações de ser uma Mitchell, mas ainda assim ela era a herdeira primária, sabia qual seria o seu destino e vinha sendo treinada desde sempre para isso.
- Estava correndo?
- Sim. - Alyssa sente a tristeza na voz da irmã.
- O que aconteceu?
Carol ergue o olhar e aproveita os carinhos da irmã em seus cabelos eles estavam ondulados ela gostava deles assim.
- Estava com Luane.
Alyssa paralisa e olha a outra com dúvida. Ela sabe de todos os novos sentimentos da mais velha pela amiga.
- Estou com medo de perguntar, mas em que sentido estava com Luane?
- Em todos os sentidos.
- p**a m***a, vocês transaram? - Carol arregala os olhos com a fala da irmã, depois os revira.
- Isso, Alyssa, grita mais alto, meus pais ainda não escutaram.
- Desculpa, mas... Espera, deixa-me raciocinar um pouco aqui. - A loira respira fundo e começa a analisar as opções.
- Certo, vamos lá, vocês... Vocês fizeram? - Carol fecha os olhos com força lembrando-se de tudo.
- Sim, quer dizer, acho que sim, eu não sei, Alyssa, eu gozei, ela gozou, mas... eu não vou falar os detalhes para você, só posso dizer que foi muito bom, mas...
- Deixa-me adivinhar, ela correu depois.
- É, ela sempre faz isso.
- Carol, eu sei que sei que você tem um pensamento mais... Moderno das coisas, luta por igualdade de direitos, mas você conhece os nossos pais, eles nunca permitam isso, são muitos contra, ela é de uma classe social mais baixa, ela é mulher e o pior de tudo, ela é de outra espécie. Eu convivo desde que vim morar aqui com nossos pais falando o quanto querem nos ver casadas e lhes darem netos, mas se você optar por isso, nunca terão filhos, nunca daria certo. - Carol apenas respira fundo e se deixa sentir mais uma vez os carinhos da irmã.
- Eu sei, Alyssa, d***a eu sei disso tudo, mas não se preocupe, eu não vou lutar sozinha, se ela não quer não sou eu que vou insistir, cansei desse joguinho, cansei de tentar sozinha.
- Mas...
- Não, Alyssa, acabou, eu confesso que adorei, de verdade, foi tão.... Mágico, mas cansei. – Carol suspira. – Vamos esquecer isso, ela disse que seria só essa noite, vou respeitar.
- Você é uma mulher inteligente, Carol.
- É, eu sou. - Elas fazem silêncio e a pequena continua com seus carinhos, agora tendo a atenção na tevê, logo escutam passos vindos da escada.
- Filhas... - Susan Mitchell, uma mulher elegante que esbanjava sua condição magnifica, as duas mais novas a admiram.
- Mãe, tudo bem?
- Sim, meu amor. Chegou agora? Está tarde, Carol.
- Faz alguns minutos, não se preocupe eu sei me cuidar, afinal sou um tigre, fora o leão, quem é mais poderoso do que nós?
As três sorriem, e era verdade, apenas um animal era mais poderosos do que os leões e os tigres, o elefante, porém há mais de cinquenta anos que não viam um, aos poucos a espécie foram extintas, o que se concluiu foi que o humano não conseguia resistir à transformação, então aos poucos pararam de se transformar e consequentemente não reproduziam.
- Ok, eu já vou dormir, seu pai está cansado, está roncando igual o tigre que é. Ah, o Jackson perguntou hoje por você, querida.
- Mamãe, pare de me empurrar para ele, aquele garoto interessado pelo meu sobrenome, por quem eu sou.
- Não fale assim, Carol, ele gosta de você. - A latina se irrita, levanta do colo da irmã, lhe dá um beijo na testa e outro na bochecha da mãe parada perto delas.
- Boa noite, eu amo você.
E sobe a escada. Naquela noite ela só tinha algo em mente: Esquecer. Porque ela estava prometendo a si mesma que não se deixaria sofrer por algo que não tinha, por algo que nem conseguiu usufruir, por algo que não poderia controlar. Deitou em sua cama e respirou fundo, ela iria lutar contra, agora ela estava decidida, mas existia um grande porém, toda vez que fechava os olhos eram os olhos de Luane que viam na mente, era o corpo da morena que sentia, eram os lábios dela que estavam tirando a razão da latina.
- Não, Luane, você não vai tirar de mim a única coisa que me manteve firme até hoje, você não vai tirar a minha confiança.