O sol ainda não tinha despontado quando Ivan se posicionou próximo à viela seis, o boné cobrindo parte do rosto e o olhar atento para qualquer movimento estranho. A missão era clara: seguir Lívia, sem ser visto. Não era o que ele queria, mas era o que precisava ser feito. Lealdade, acima de tudo. Ele sabia que aquilo poderia destruir tudo entre eles, mas o silêncio poderia custar ainda mais caro. A milícia não dava ponto sem nó, e se havia uma brecha dentro do morro, ela precisava ser fechada com urgência. Às seis e vinte da manhã, Lívia saiu de casa com uma mochila pequena e passos decididos. Ivan a seguiu de longe, mantendo-se sempre dois becos atrás. Ela caminhou por rotas que conhecia bem, até sair pela parte baixa do morro, em direção a uma lanchonete simples na entrada da comunidad

