Sobre Pressão e Promessas

1236 Palavras

O silêncio daquela madrugada era incômodo. Cecília se virou na cama mais uma vez, tentando encontrar conforto no travesseiro, mas o sono simplesmente não vinha. Ao lado, Danilo respirava fundo, dormindo como se o peso do mundo não estivesse prestes a explodir sobre eles. Mas ela sabia que era só fachada. Ele sempre dormia com uma arma ao alcance da mão. Sempre alerta, mesmo no repouso. Levantou-se devagar, vestindo a camiseta preta dele — que já fazia questão de chamar de “roupa de guerra do amor” — e caminhou até a varanda da casa. A cidade se estendia lá embaixo, brilhando entre sombras e névoas. As luzes dos becos pareciam piscar com presságios. Cecília não conseguia tirar da cabeça o vídeo que Ivan havia mostrado. O garoto morto, o homem de capuz, e o nome dela sendo usado como peça

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