Cecília Fechei os olhos quando senti ele puxar a alça do meu vestido. Meu corpo se enrijeceu. O ar-condicionado batia forte, e mesmo assim, eu sentia calor. Um calor que vinha de dentro, da mistura de medo, nervosismo e tudo o que aquela situação significava. O tecido deslizou pelo meu ombro até o braço, e ele não forçou. Me olhou. Esperou. Eu abri os olhos de novo e assenti, sem dizer nada. Então ele continuou, com calma, puxando o vestido até que ele caísse ao redor da minha cintura. Fiquei ali, sentada, só de calcinha. Minhas mãos tremiam no colo. O Sombra esticou a mão e segurou as minhas. Sombra: Você tá com medo. Cecília: Tô. Sombra: Medo de mim? Demorei pra responder. Cecília: Medo do que vai ser de mim depois disso. Ele me encarou, sério. Depois soltou minhas mãos e passou

