CAP 9

1166 Palavras

Nancy Keller Entro no quarto preparada para trabalhar como quem pisa em território sagrado. O silêncio é quase absoluto, quebrado apenas pelo som suave da respiração da Aurora, ritmada, tranquila. A porta se fecha atrás de mim com cuidado, e por alguns segundos eu fico parada, apenas observando o ambiente. Tudo está organizado. Limpo. Perfeito demais. O quarto parece respirar calma, como se tivesse sido pensado para que nada ali perturbasse aquela bebê tão pequena. Caminho devagar, quase na ponta dos pés. Não quero fazer barulho. Não quero quebrar aquele momento. Aurora dorme profundamente no berço. O rostinho relaxado, a boquinha levemente entreaberta, os cílios escuros contrastando com a pele clara. Fico alguns segundos ali, só olhando. É impossível não sorrir. Existe algo de quase m

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