Aurora Mancini O nome queimar em mim nunca foi novidade. Eu o odiava. Odiava o que ele representava. O que me fez. O que arrancou de mim. Mas naquele salão, diante de dezenas de homens armados e olhos que poderiam me fuzilar com um simples desvio de lealdade, Salvatore Vitale disse meu nome. E, por alguma razão insuportavelmente c***l… aquilo me atravessou. Ele não me protegeu pelas sombras. Não me escondeu por conveniência. Não me poupou da exposição. Ele me colocou ao lado do nome dele. Na máfia… isso é um juramento. Um tiro sem recuo. Uma sentença irrevogável. E foi assim que percebi que, mesmo depois de tudo, eu ainda era a fraqueza dele. Mas pior — ele estava disposto a ser a minha. Quando tudo terminou e os convidados começaram a se dispersar, eu permaneci ali, imóvel. Meus d

