Salvatore Vitale A noite caiu sobre Palermo com o peso de um presságio. As ruas estavam silenciosas, como se a cidade soubesse que algo estava prestes a ruir. Que sangue seria derramado. Que velhos pecados voltariam à superfície. Na varanda da mansão Vitale, vesti meu sobretudo preto, fechei os punhos de couro e ajustei a arma sob o paletó. Ao meu lado, Enzo me entregou os planos da operação, já finalizados. Tudo calculado. Cada ponto de ataque. Cada saída de emergência. Cada vida a ser apagada. — Os homens estão prontos — disse ele. — A casa de Matteo está cercada por seis pontos. Luca cuida da retaguarda. Nenhum dos nossos recuou. Assenti. — Hoje à noite, o nome Ruggiero vira poeira. — E o seu nome, Salvatore? Olhei para ele. — Queime junto, se for necessário. A van blindada pa

