Capítulo 30 – A Rosa no Salão de Espinhos

1558 Palavras

Aurora Mancini Eu sentia os olhos sobre mim como lâminas frias encostadas na pele. Cada passo que dava ao lado de Salvatore parecia um desafio. O salão onde o evento ocorria era opulento, adornado com lustres antigos e tapeçarias que provavelmente viram mais sangue do que festas. O ouro reluzia, mas havia algo de podre por trás do brilho. Eu era o detalhe fora do lugar. Salvatore mantinha a mão em minhas costas, um toque sutil mas firme. O gesto não era apenas possessivo — era protetor. Ele sabia. Sabia que eu estava sendo julgada por cada olhar, cada sussurro que nascia entre aqueles que vestiam ternos italianos sob medida e carregavam nas mãos mais do que taças de cristal: poder, morte, e histórias manchadas. Quando passamos pelo grupo dos Renzulli, percebi o olhar gélido de Carlo, um

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