Salvatore Vitale A porta se fechou com força, ecoando pelo corredor como um trovão, enquanto eu empurrava Aurora de volta para seu quarto. Meu peito subia e descia com respirações furiosas, meus músculos tensos e meus punhos ainda cerrados, o calor da raiva queimando minha pele. Ela me olhou com os olhos arregalados, a respiração ofegante, os lábios tremendo de puro pavor. Havia água escorrendo de seus cabelos molhados, pingando no chão de mármore, criando pequenas poças que refletiam a luz das lâmpadas. Eu m*l conseguia acreditar no que ela havia tentado fazer. Fugir. Me abandonar. Trair minha confiança justo agora, quando todos ao meu redor parecem estar traindo suas promessas, desonrando seus juramentos e testando minha paciência. Ela tentou me deixar. Depois de tudo. Eu me aproxim

