Salvatore Vitale Eles mexeram com o que eu tinha de mais precioso. Não era o dinheiro. Nem o poder. Nem a reputação que o sobrenome Vitale sustentava com sangue. Era ela. Aurora. O erro deles foi achar que eu era como meu pai — frio, lógico, estrategista. Matteo Ruggiero não entendeu que, quando tiraram Aurora de mim, não libertaram um mafioso. Libertaram uma b***a. E eu estava indo arrancar suas almas com as próprias mãos. O esconderijo ficava nos arredores de San Giuseppe Jato, uma construção velha, isolada entre vinhedos abandonados e cercada de guardas armados como se fosse um bunker da guerra. Cheguei ao local dirigindo um carro roubado, silencioso, sem placas. O GPS de Enzo me entregou o ponto exato. Usamos drones, câmeras térmicas e inteligência paga a preço de sangue para

