Capítulo 22 – A Gaiola Dourada

751 Palavras

Salvatore Vitale Quando ela me olhou naquela noite, com os olhos marejados e o corpo tenso como uma corda prestes a arrebentar, algo dentro de mim estalou. Aurora. O nome dela tinha gosto de pecado nos meus lábios. Não importava quantos charutos eu acendesse ou quantos goles de uísque queimassem minha garganta – nada apagava aquela lembrança. Estava cravada em mim como uma maldita cicatriz. Aurora. O nome dela era um veneno doce. Um tormento silencioso que me seguia mesmo quando eu tentava fugir dele. Encostei a testa no vidro da janela do meu escritório, observando a escuridão engolir o jardim da mansão. A noite estava silenciosa, densa, como se segurasse a respiração esperando algo explodir. E talvez estivesse certa. Porque eu era uma bomba prestes a detonar. A reunião daquela no

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