Capítulo 28 – Onde a Inocência Morre em Silêncio

853 Palavras

Aurora Mancini Eles dizem que a ignorância é uma bênção. Hoje, entendi o porquê. Não saber o que acontece por trás das portas trancadas, longe do olhar público, longe da moral que rege os civis, é um privilégio. Um luxo que, uma vez perdido, não se recupera. Eu perdi esse luxo. E perdi de um jeito que nunca mais serei a mesma. Fui levada ao porão da mansão anexa da propriedade Vitale — aquela que Salvatore usava para "negócios mais delicados". Ninguém me disse nada. Apenas me buscaram, dois capangas armados, com expressões que não revelavam emoção. Eu deveria ter recusado. Deveria ter gritado. Mas não fiz nada. Porque no fundo, uma parte de mim… precisava ver. Precisava entender se aquele mundo era mesmo tão c***l quanto parecia. Ou se era apenas minha mente dramatizando tudo.

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