Visão da ALICE Já era fim de tarde. O sol batia alaranjado na janela da sala. A cozinha tava limpa. Penélope ainda trancada no quarto, e PH não tinha voltado. Resolvi preparar um café. Não muito — só o suficiente pra deixar algo pro PH quando voltasse da boca. Esquentei leite, passei café fresco, fritei uns pães na manteiga, cortei bolo de fubá. Mas guardei a garrafa térmica pequena pra eles. Os que ficam na porta. Ninguém lembra deles. Desci com cuidado. Falcão tava de pé, braço cruzado. Fantasma no radinho. Urso comendo um säco de biscoito seco. — Fiz café. Tem pão. Se quiserem… Falcão olhou pra mim, arqueou a sobrancelha. — É pra gente? Assenti. — Ninguém trouxe nada pra vocês hoje, né? Fantasma deu risada negando com a cabeça. — pörra... obrigado, Alice. — Se o patrão sou

