Pré-visualização gratuita PH - O dono da Rocinha
PH narrando
Sou eu. PH. Patrão da Rocinha. Dono dessa pörra toda aqui. Loirão do olho azul como oceano, 25 anos, tatuagem descendo pelo peito até o meu päu, abdome trincado, cheiro que bagunça a mente das novinha e presença que cala qualquer um quando eu chego e faz as calcinhas caírem só com meu bom dia.
Ninguém manda em mim. Desde os 18, quando os böta preta mataram meus pais em uma invasão, casinha armada pra eles, e ali eu jurei que nunca mais ia baixar a cabeça pra ninguém. Juntei minha tropa, assumi a liderança do morro que era meu por direito e fiz meu nome no Comando. Hoje sou respeitado na facção e os inimigos tremem só de ouvir meu vulgo.
Sou um Hacker bolado e domino tudo de tecnologia. Hoje a boca gira no digital, a grana corre solta e o sistema é monitorado por mim, que hackeio até câmera da UPP e celular de delegado, sem limite.
Minha goma é no alto, no topo do morro, área de lazer com churrasqueira e piscina pra gente meter aquelas resenhas de respeito, toda equipada com luxo e tecnologia do jeito que o pai gosta, só o melhor pra mim e pra minha pequena, minha irmãzinha Luna, vulgo Penélope, que vai se apresentar pra vocês depois e tropa armada na contenção.
Só entra na minha goma quem tem moral. Família, meu Sub, meu Gerente. O resto... não passa da área da piscina em dia de resenha.
Todo sábado tem baile, DJ grita meu nome, tropa abre o cordão, märmita se joga, as patys vem do asfalto só pra sentar pra mim. Mas eu não me apego. Fiel? Nunca tive e nem pretendo.
Só pütaria. Vou me apegar pra quê se tem püta à vontade jogando a büceta na minha cara. Deu mole eu passo o säco mesmo, sem dó e sem chöro. Só pente e rala.
Mas vamos trabalhar porque o movimento não para.
Hoje o dia começou estranho. Tava sentado na minha mesa na boca. O Imperador encostou do meu lado, bolando um fininho, Sombra já tava sentado, de fuzil no colo.
— Ela tá chegando. — ele soltou, seco.
Assenti, esperando ela chegar. Radinho tocou.
— Patrão na escuta? — Fantasma chamou
— Solta a voz, Fantasma
— Tem uma mina aqui, Alice, dizendo que tu tá esperando ela, posso liberar?
Fantasma perguntou.
Era a tal da Alice. Filha do noia que me pagou a dívida na boca com a própria filha. Noia dësgraçado. Só aceitei porque já soube que ele tentou vender a menina pra outro dono de morro.
Peguei ela.
Não por pena. Nem por t***o.
Mas porque dívida é dívida.
E deixar a menina cair na mão de qualquer um seria assinar meu nome num erro.
Ela não tem ideia de onde tá entrando.
Não é märmita, não é mulher de aliado. Não é püta.
É só uma menina.
Mas a partir de hoje... vou botar ela na minha goma.
E aí, ninguém encosta sem minha ordem.
Tá na minha proteção até eu decidir o que vou fazer com ela.