PH - O dono da Rocinha

517 Palavras
PH narrando Sou eu. PH. Patrão da Rocinha. Dono dessa pörra toda aqui. Loirão do olho azul como oceano, 25 anos, tatuagem descendo pelo peito até o meu päu, abdome trincado, cheiro que bagunça a mente das novinha e presença que cala qualquer um quando eu chego e faz as calcinhas caírem só com meu bom dia. Ninguém manda em mim. Desde os 18, quando os böta preta mataram meus pais em uma invasão, casinha armada pra eles, e ali eu jurei que nunca mais ia baixar a cabeça pra ninguém. Juntei minha tropa, assumi a liderança do morro que era meu por direito e fiz meu nome no Comando. Hoje sou respeitado na facção e os inimigos tremem só de ouvir meu vulgo. Sou um Hacker bolado e domino tudo de tecnologia. Hoje a boca gira no digital, a grana corre solta e o sistema é monitorado por mim, que hackeio até câmera da UPP e celular de delegado, sem limite. Minha goma é no alto, no topo do morro, área de lazer com churrasqueira e piscina pra gente meter aquelas resenhas de respeito, toda equipada com luxo e tecnologia do jeito que o pai gosta, só o melhor pra mim e pra minha pequena, minha irmãzinha Luna, vulgo Penélope, que vai se apresentar pra vocês depois e tropa armada na contenção. Só entra na minha goma quem tem moral. Família, meu Sub, meu Gerente. O resto... não passa da área da piscina em dia de resenha. Todo sábado tem baile, DJ grita meu nome, tropa abre o cordão, märmita se joga, as patys vem do asfalto só pra sentar pra mim. Mas eu não me apego. Fiel? Nunca tive e nem pretendo. Só pütaria. Vou me apegar pra quê se tem püta à vontade jogando a büceta na minha cara. Deu mole eu passo o säco mesmo, sem dó e sem chöro. Só pente e rala. Mas vamos trabalhar porque o movimento não para. Hoje o dia começou estranho. Tava sentado na minha mesa na boca. O Imperador encostou do meu lado, bolando um fininho, Sombra já tava sentado, de fuzil no colo. — Ela tá chegando. — ele soltou, seco. Assenti, esperando ela chegar. Radinho tocou. — Patrão na escuta? — Fantasma chamou — Solta a voz, Fantasma — Tem uma mina aqui, Alice, dizendo que tu tá esperando ela, posso liberar? Fantasma perguntou. Era a tal da Alice. Filha do noia que me pagou a dívida na boca com a própria filha. Noia dësgraçado. Só aceitei porque já soube que ele tentou vender a menina pra outro dono de morro. Peguei ela. Não por pena. Nem por t***o. Mas porque dívida é dívida. E deixar a menina cair na mão de qualquer um seria assinar meu nome num erro. Ela não tem ideia de onde tá entrando. Não é märmita, não é mulher de aliado. Não é püta. É só uma menina. Mas a partir de hoje... vou botar ela na minha goma. E aí, ninguém encosta sem minha ordem. Tá na minha proteção até eu decidir o que vou fazer com ela.
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