Arcanjo narrando Narração longa A noite tinha sido boa. Jantamos tranquilos, rimos de coisa boba, conversamos sem peso. Depois fui com ela pra casa dela. Dormi como fazia tempo que não dormia… Sofia encaixada em mim, de conchinha, pequena no meu peito, respirando calma. Aquilo me desmonta. Eu, que resolvo guerra, que dou ordem, que não abaixo a cabeça pra ninguém… fico em paz quando ela tá ali. Acordei com a voz dela baixinha. — Vou comprar pão pra fazer as coisas. Abri o olho devagar. Ia chamar um vapor pelo rádio, mandar trazer tudo que ela quisesse. — Deixa que eu mando buscar. Ela riu de leve. — Eu mesma vou, é aqui perto. Teimosa. Beijei o ombro dela e deixei. Não queria começar o dia discutindo. Ela saiu. Eu levantei, tomei um banho rápido, vesti a mesma roupa de ontem

