Teteu narrando No morro tava tudo normal. Movimento na boca cedo, vapor subindo e descendo, rádio chiando com informação de entrega, cobrança, rotina de sempre. Eu gosto quando tá assim… sob controle. Sem surpresa, sem sirene, sem grito. Tava resolvendo umas pendências de carga que ia chegar mais tarde quando começaram a bater forte na porta do QG. Não era batida comum. Era cobrança. Fiz sinal pros moleques ficarem de olho e fui abrir. Era ela. A morena. Braço cruzado, cara fechada, salto batendo no chão como se tivesse dono dali. — Cadê o Arcanjo? — ela já entrou perguntando, sem dar bom dia. Eu fechei a porta devagar atrás dela. — Bom dia pra você também. — Não enrola, Teteu. Eu sei que ele voltou. Quero saber onde ele tá. Olhei bem pra ela. Ela não tava perguntando como a

