O portão do galpão estava entreaberto, e uma luz fraca escapava pelas frestas. Kauan fez sinal para que ela se abaixasse e se aproximou com a arma em punho, os passos calculados. Lá dentro, vozes abafadas discutiam algo, rápidas e tensas. Um dos homens de Kauan saiu de trás de uma pilha de caixas, suado e ofegante. — Chefe… eles estão vindo. Um caminhão cheio de homens armados. A gente não tem mais de dez minutos. Kauan soltou um palavrão baixo e olhou para Isadora, que sentia o pânico se espalhar, mas se manteve firme. — Vai ficar tudo bem — ele disse, como se acreditasse na própria mentira. Isadora sabia que não estava nada bem. A guerra que Kauan vinha temendo finalmente tinha começado. E agora, não havia como fugir.Enquanto os homens preparavam as armas, Kauan puxou Isadora para u

