bc

Desejo de Bandido

book_age18+
133
SEGUIR
1.0K
LER
HE
drama
friends with benefits
like
intro-logo
Sinopse

Ela nasceu para salvar vidas. Ele nasceu para comandar um império no crime. Isadora de 19 anos ,estudante de enfermagem, vê sua rotina virar poera na noite em que salva Kauan Bala_ um homem de 30 ano timido do Morro da Rocinha.Um chefe do trafico com olhar de predador,um sorriso que promete perigo e Prazer. O que começa um curativo improvisado vira um vício impossível de largar. Entre Lençóis quente e ruas manchadas de sangue, ela descobre que o amor pode ser tão letal quanto uma bala.

Mas no mundo dele,nada é gratuito.Cada beijo tem um preço, e cada promessa vem com um risco.E quando os inimigos de Kauan percebem que Isadora é sua fraquez, a guerra deixa de ser só por território - e passa a ser pelo coração dela.

chap-preview
Pré-visualização gratuita
Primeiro Contato
O plantão daquela noite parecia interminável. As luzes frias do pronto-socorro refletiam na pele pálida dos pacientes e no brilho metálico dos instrumentos. Era meu terceiro turno seguido e meus olhos ardiam, mas eu não tinha escolha — precisava das horas extras para ajudar minha mãe com as contas. Foi no meio desse cansaço que a porta de emergência se abriu com um estrondo. Dois homens entraram carregando um terceiro, mais alto, mais pesado, sangue escorrendo pelo ombro. O cheiro metálico preencheu o ar, e por um segundo, todo o barulho ao meu redor pareceu desaparecer. — Ele tá sangrando muito! — um dos acompanhantes gritou. — Foi tiro! Meu corpo reagiu antes da minha mente. Empurrei a maca mais próxima e ajudei a deitar o paciente. Foi então que ele abriu os olhos e me olhou — e eu senti, como se tivesse levado um choque, que aquele homem não era como os outros. O rosto era forte, marcado por uma barba por fazer, o maxilar rígido. Os músculos, mesmo sob a camiseta preta ensanguentada, mostravam força. Mas foi o olhar… aquele castanho profundo, quente e, ao mesmo tempo, perigoso, que fez minhas mãos tremerem. — Você… não é daqui, né? — ele disse, a voz grave, rouca, com um leve sotaque carioca puxado. — Eu sou a enfermeira, não importa de onde eu seja — respondi, tentando soar firme enquanto cortava a camiseta dele com a tesoura cirúrgica. Ele sorriu, um canto de boca erguendo-se com ironia. — Então cuida de mim, enfermeirinha… que eu te cuido depois. Fingi ignorar o comentário, mas meu coração acelerou. Naquele momento, um dos homens que o trouxe se aproximou. — Doutora, ele não pode ficar muito tempo aqui. É… perigoso. Olhei para o ferimento: entrada limpa, sem saída — provavelmente a bala ainda estava alojada. — Ele precisa de raio-x, e rápido. Sem isso, eu não posso tirar a bala. O paciente se apoiou no cotovelo, os músculos do braço contraindo sob minha mão. — Não. Raio-x, não. Faz o que der aqui. — Você não tá entendendo — insisti. — Se não for pro exame, pode perder muito sangue. Ele me encarou de novo, como se pudesse me convencer só com aquele olhar. — Confia em mim. Eu confio em você. As palavras ficaram ecoando. Eu sabia que deveria chamar o médico plantonista, mas algo me prendeu ali, sozinha com ele, como se o mundo ao redor tivesse sumido. Comecei a limpar o ferimento, sentindo o calor da pele dele, ouvindo sua respiração pesada. — Qual o seu nome? — perguntei, para quebrar o silêncio que me sufocava. — Kauan. Mas todo mundo me chama de Kauan Bala. O apelido me soou como um alerta, mas também como uma promessa de perigo irresistível. — Bala? — perguntei, levantando uma sobrancelha. — Longa história… que eu posso te contar, se você quiser ouvir. — O tom da voz dele fez minha pele arrepiar, e não era por medo. Continuei o curativo, mas minha mão esbarrou na dele. O toque foi rápido, mas suficiente para que ele segurasse meus dedos por um instante. — Você tem mãos quentes… — ele disse, quase num sussurro. Eu deveria ter puxado a mão, mas não fiz. E quando percebi, estava respirando mais rápido, como se aquele homem ferido tivesse o poder de bagunçar meu controle só com a presença. — Terminei — falei, tentando soar profissional. — Mas você precisa voltar para revisão em dois dias. Ele se levantou devagar, os ombros largos projetando sombra sobre mim. — Vou voltar… mas não é pela revisão. É pra ver você. Não tive tempo de responder. Ele foi levado pelos dois homens, e eu fiquei parada, olhando a porta se fechar, com o coração batendo tão forte que parecia que todo mundo no hospital podia ouvir. Eu não sabia ainda, mas naquela noite, meu destino tinha mudado. E Kauan Bala… já estava na minha pele.O barulho ritmado das máquinas preenchia o silêncio ao redor. Isadora sentia o coração acelerar não apenas pelo cansaço do plantão, mas pela presença dele. Kauan não tirava os olhos dela, e aquilo a deixava desconfortavelmente consciente do próprio corpo. — Você não vai anotar nada? — ela perguntou, apontando para a prancheta que ele segurava com a mesma firmeza de quem está acostumado a comandar. — Já gravei tudo aqui. — Ele tocou o lado da cabeça, num gesto lento. — Eu presto atenção… nas coisas que realmente importam. O jeito como ele disse aquilo fez um calor inesperado subir pelas costas de Isadora. Tentou disfarçar, voltando-se para o monitor ao lado da cama. — Sua pressão ainda está alta. Precisa descansar. — Descansar nunca foi o meu forte. — O sorriso dele era lento, perigoso. — Mas talvez… você consiga me convencer. O olhar que ele lançou a fez sentir como se estivesse sendo despida, camada por camada. Isadora engoliu seco, lembrando-se de manter a postura profissional. — Eu sou médica, senhor Kauan. — E eu sou paciente… pelo menos hoje. — A pausa que ele fez carregou um peso insinuante. — Mas amanhã… quem sabe a gente inverta os papéis. Ela sentiu o rosto aquecer. Antes que pudesse responder, a porta do quarto se abriu e a enfermeira apareceu com uma bandeja. — Hora dos remédios. — O tom da enfermeira era mecânico, mas Isadora percebeu um relance curioso nos olhos dela ao olhar para Kauan. Enquanto a enfermeira verificava o soro, Kauan continuava observando Isadora, como se cada gesto dela fosse importante. Não havia pressa, apenas aquele interesse silencioso que dizia mais que palavras. — Eu não vou ficar aqui muito tempo — ele disse baixo, apenas para que ela ouvisse. — O mundo lá fora me chama. — Então aproveite o tempo que tem para se recuperar. — Ela tentou soar firme, mas sentia que estava travando uma batalha contra o próprio corpo, que reagia de forma traiçoeira àquela voz grave. Quando terminou a checagem, Isadora se virou para sair. — Doutora… — ele chamou. Ela parou na porta. — Sim? — Gosto do seu nome. Isadora. — Ele o pronunciou devagar, como se saboreasse. — Fica na minha boca como algo proibido.Ela não respondeu. Apenas virou-se e saiu, sentindo que aquele paciente não era como nenhum outro que já tinha tratado. Havia perigo ali. Mas também havia algo que, contra toda a lógica, a atraía. Nos corredores frios do hospital, Isadora tentou se convencer de que era apenas um homem bonito e arrogante, mais um caso para manter distância. Mas a imagem dele, deitado na cama, olhar fixo nela, se recusava a sair de sua mente. E ela sabia — por mais que negasse — que aquele não seria o último encontro entre eles.

editor-pick
Dreame-Escolha do editor

bc

A protegida pelo dono do morro 3

read
80.8K
bc

Meu melhor parceiro de vingança

read
1.7K
bc

Dylan: Entre o amor e o dever

read
3.4K
bc

O melhor amigo do meu irmão

read
1.5K
bc

A garota do quarto ao lado

read
1.6K
bc

Sete Noites

read
8.7K
bc

Casei com Um CEO

read
4.2K

Digitalize para baixar o aplicativo

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook