O silêncio da madrugada

1318 Palavras

O silêncio da madrugada foi rompido pelo som seco de um motor distante. Isadora ainda sentia os lábios de Kauan na pele, o corpo trêmulo pela intensidade da entrega deles, mas a realidade veio como um soco: a guerra não esperava. Kauan levantou-se da cama, pegando a jaqueta escura e a arma que repousava sobre a mesa. Seus movimentos eram rápidos, frios, calculados. Ele estava diferente, com os olhos duros, já no modo de batalha. — Preciso ir. — disse, sem conseguir esconder o peso da responsabilidade. Isadora se levantou, segurando o braço dele antes que chegasse à porta. — Você não pode simplesmente ir… e se não voltar? Ele a puxou contra si, colando os lábios ao dela em um beijo urgente, quase desesperado. Havia luxúria, mas havia também medo e promessa. — Eu volto — murmurou contra

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