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A obsessão do Dono da Rocinha

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Sinopse

Até onde você iria para comprar a sua liberdade?

Escondida do mundo e humilhada dentro de sua própria casa, a jovem de cabelos negros e raros olhos verdes vive uma realidade de servidão. Desde a morte de seu pai, ela é um segredo guardado a sete chaves por uma madrasta c***l, que tenta a todo custo apagar a beleza que a menina carrega no rosto com sardas e nas curvas de um corpo que ela ainda não aprendeu a usar.

Mas o desespero tem limite.

Cega de raiva e decidida a fugir do morro para nunca mais olhar para trás, ela busca refúgio com Mirele, a única que lhe estende a mão. É lá que surge a proposta que mudará seu destino: Coringa. O dono da Rocinha. O homem que todos temem, mas cujas tatuagens e o olhar sexy escondem um monstro capaz de qualquer coisa.

O plano era simples: uma única noite. Um valor alto o suficiente para comprar um bilhete de ida para longe da favela. Ela é inocente, nunca conheceu o toque de um homem, e acredita que pode entrar e sair ilesa do mundo de Coringa.

O erro dela foi achar que ele a deixaria partir.

O que deveria ser apenas uma transação comercial vira uma obsessão doentia. Coringa não quer apenas uma noite; ele quer a posse total da "joia" que encontrou. Agora, ela está presa em uma gaiola de ouro muito mais perigosa que a anterior, e vai descobrir que o amor de um homem perigoso pode ser a sua salvação... ou a sua completa destruição.

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Prólogo - Maya
Anos atrás A memória mais nítida que eu guardo do meu pai não é o seu rosto, mas o som da sua risada e o cheiro de tabaco e mar que grudava em suas roupas de operário. Ele dizia que meus olhos verdes eram "duas esmeraldas perdidas na noite", uma herança da minha mãe que eu nunca conheci. Enquanto ele viveu, o barraco no topo da Rocinha não era um cativeiro, era um castelo. Tudo mudou em uma terça-feira de chuva forte. O barro deslizou, o caminhão da firma derrapou, e o mundo que eu conhecia desmoronou junto com o solo encharcado do Rio de Janeiro. No enterro, sob um céu cinzento, eu não chorei sozinha. Odete, a mulher que ele havia levado para dentro de casa dois anos antes, chorava aos prantos. Na época, eu achei que era dor. Hoje, sei que era o ensaio para o seu papel de vilã. No dia seguinte ao luto, a voz doce de Odete secou. As filhas dela, Letícia e Paula, que antes dividiam bonecas comigo, tornaram-se sombras cruéis. — A mamata acabou, garota — Odete disse, jogando uma vassoura aos meus pés enquanto eu ainda vestia o preto do luto. — Seu pai não deixou nada além de dívidas e esse teto. Se quiser comer, vai ter que carregar essa casa nas costas. A partir dali, a menina das esmeraldas foi enterrada. No seu lugar, nasceu a sombra que limpava o chão, que cozinhava o feijão e que aprendia a se esconder nos cantos para não ser o alvo dos tapas e dos insultos. O Presente O despertador tocou às 04:30 da manhã. O som estridente parecia perfurar meu crânio, mas eu não tinha o luxo de ignorá-lo. Levantei da esteira fina no chão da cozinha — meu "quarto" desde que Paula decidiu que precisava de um closet para suas roupas falsificadas de marca — e prendi meu cabelo n***o em um coque apertado. No espelho trincado acima da pia, vi as sardas que salpicavam meu nariz e as olheiras profundas. Eu tinha um corpo que as meninas do morro pagariam fortunas em silicone para ter, mas para mim, aquelas curvas eram um fardo. Eu usava roupas três vezes maiores que o meu número para evitar os olhares dos vapores na subida do morro e, principalmente, para não irritar Odete. Preparei o café, fritei os ovos, deixei a mesa posta como se fosse para a realeza. Odete e as filhas não trabalhavam. Viviam da pensão minguada que meu pai deixou e do pouco que eu conseguia esconder delas do meu salário como garçonete no asfalto. — Tá frio, Maya! — Letícia reclamou, entrando na cozinha com a cara inchada de sono. — Quer matar a gente de indigestão com esse ovo gelado? — Eu fiz há meia hora, Letícia. Se você acordasse na hora, estaria quente — respondi, tentando manter a voz plana. — Olha como fala comigo! — Ela se aproximou, empurrando meu ombro. — Esqueceu quem manda aqui? Se a minha mãe te colocar pra fora, você vai dormir na boca de fumo, ouviu? Saí de casa sem responder. O trajeto até o restaurante no Leblon era longo, mas era meu único momento de paz. Lá embaixo, no asfalto, eu era apenas a "Maya", a garçonete eficiente. O restaurante estava lotado. Eu equilibrava a bandeja, o suor escorrendo pelas costas, quando ele entrou. Rodrigo. Ele era tudo o que o morro não era: limpo, calmo, cheirando a perfume importado e loções de barbear caras. Ele era advogado em um prédio próximo e, há meses, sentava sempre na minha seção. — O de sempre, Maya? — Ele sorriu, e meu coração, cansado de tanta porrada, deu um salto i****a. — Com certeza, Dr. Rodrigo. Café sem açúcar e a omelete de claras. Durante o serviço, ele me observava. Eu sentia o olhar dele nas minhas mãos, no meu rosto. Perto do fim do turno, enquanto eu limpava a mesa dele, ele segurou meu braço de leve. — Você parece exausta hoje. — Só o cansaço de sempre — sorri amarelo. — Sabe... eu gostaria de te tirar desse ambiente um pouco. Tem um café novo na Lagoa. Você aceitaria sair comigo hoje à noite? Minhas pernas tremeram. Um convite. Um homem como ele, olhando para uma menina como eu. Por um segundo, eu me permiti sonhar. — Eu... eu adoraria. Cheguei em casa com um brilho nos olhos que não tinha há anos. O celular — um aparelho velho com a tela estraçalhada que eu comprei de terceira mão — vibrou no meu bolso. Era uma mensagem de Rodrigo confirmando o horário. Cometi o erro de sorrir para o visor. Odete, que estava sentada no sofá lixando as unhas, deu um bote de cobra. Antes que eu pudesse reagir, ela arrancou o aparelho da minha mão. — O que é isso? Sorrindo pro celular? Achou um o****o para sustentar suas sardas? — Ela leu a mensagem em voz alta, rindo com escárnio. — "m*l posso esperar para te ver hoje, Maya". Letícia e Paula surgiram no corredor, rindo junto com a mãe. — Deixa eu ver, mãe! — Paula pegou o celular. — Ah, não! Um advogado? Maya, olha pra você. Você cheira a gordura de cozinha e desinfetante. Você acha mesmo que um homem desse quer algo sério com uma servente de restaurante? — Me devolve isso, Odete! É a minha vida! — Tentei pegar o celular, mas Odete me empurrou contra a parede com uma força surpreendente. — A sua vida me pertence enquanto você morar debaixo do meu teto! — Ela gritou, aproximando o rosto do meu. — Você não vai a lugar nenhum. Esse homem só quer te usar por uma noite e te jogar no lixo como a lixeira que você é. Ele nunca vai querer uma mulher como você para apresentar à família. Você é bicho de morro, Maya. Aceita que seu destino é limpar o chão das madames. Ela jogou o celular no chão e pisou em cima. O estalo do vidro terminando de quebrar foi o som do meu coração partindo. — Agora vai limpar o banheiro que a Paula vomitou porque bebeu demais ontem. E se eu te vir saindo de casa, eu conto pro pessoal da gerência que você anda de fofoca com a polícia. Sabe o que acontece com X9, não sabe? O medo gelou meu sangue. Ser acusada de X9 no morro era sentença de morte. Eu não disse nada. Entrei no banheiro, me ajoelhei no chão frio e comecei a esfregar. Mas as lágrimas não paravam de cair. Eu não chorava pelo Rodrigo, chorava pela percepção de que Odete tinha razão: eu estava presa. Eu era nada. Não aguentei. Esperei que elas se distraíssem com a novela e saí pelos fundos. Meus pés me levaram automaticamente para a casa de Mirele, minha única amiga. Ela era a mulher de Foguinho, o sub-comandante do morro, e a única pessoa que sabia o inferno que eu vivia. Cheguei lá soluçando, o rosto inchado. — Mirele, eu não aguento mais! — Gritei, desabando no sofá dela. — Elas acabaram comigo. Eu trabalho, eu dou tudo pra elas, e elas me tratam como um animal. Eu só queria ser livre! Se eu conseguisse um dinheiro alto de uma vez, eu sumia. Eu ia pra outro estado, mudava de nome... mas eu nunca vou conseguir juntar o suficiente ganhando gorjeta de garçonete! Mirele me abraçou, preocupada. Foguinho estava sentado na mesa de jantar, limpando uma pistola automática. Ele ouviu tudo em silêncio até que, finalmente, guardou a arma na cintura e se levantou. — Tu quer sair fora mesmo, novinha? — Foguinho perguntou, com um olhar que me deu calafrios. — Mais que tudo na vida, Foguinho. Eu prefiro morrer do que continuar naquela casa. — Morrer tu não vai. Mas vai ter que ter coragem. Mirele olhou para o marido, já sabendo que vinha coisa r**m. — Foguinho, não começa... — Escuta, Mirele! A menina tá desesperada. — Ele se voltou para mim. — O Coringa, o dono da Rocinha... ele tá de olho em ti faz tempo. Ele te viu descendo pro trabalho, viu tuas fotos que a gente postou no churrasco aqui em casa. O homem tá obcecado. Meu coração parou. Coringa. O homem que fazia o morro tremer apenas com um olhar. Lindo de uma forma c***l, tatuado até o pescoço, e letal. — Ele ofereceu uma nota preta por uma noite contigo — Foguinho continuou, ignorando o suspiro de horror da Mirele. — Uma quantia que dá pra tu morar em qualquer lugar do Brasil, comprar uma casinha e ainda sobra. Proteção total. Ninguém encosta em ti se tu for "a mulher do homem", nem que seja por algumas horas. — Foguinho, cala a boca! — Mirele se levantou, indignada. — Ela é inocente, cara! Maya não sabe nada da vida, não sabe nada de sexo, nunca esteve com ninguém. Tu quer jogar ela pros leões? O Coringa é perigoso, ele não brinca em serviço! Eu olhei para minhas mãos calejadas de tanto esfregar chão. Lembrei do celular quebrado, do deboche das minhas irmãs postiças, da ameaça de morte da Odete. A raiva começou a queimar o meu medo, transformando-o em algo frio e sólido. — É muito dinheiro mesmo? — Perguntei, minha voz saindo mais firme do que eu imaginava. — Dinheiro que tu não veria em dez anos de restaurante — Foguinho respondeu. — Maya, não faz isso! — Mirele implorou, segurando minhas mãos. — Você está cega de raiva. Esse homem... ele não é como o cara do asfalto. Se ele gostar de você, ele não vai te deixar ir. Você vai sair de uma prisão para entrar em outra! Olhei para Mirele, meus olhos verdes brilhando com uma determinação sombria. — Eu já vivo em uma prisão, amiga. Pelo menos nessa nova cela, eu vou ter o dinheiro para comprar a chave depois. Virei-me para Foguinho. — Diz para ele que eu aceito. Mas eu quero o dinheiro adiantado. Foguinho sorriu, um sorriso de quem sabia que estava selando um destino sem volta. — Pode deixar, princesa. Amanhã, o carro dele sobe pra te buscar. Prepare-se, porque o Coringa não gosta de esperar. Eu saí daquela casa sentindo o ar rarefeito. Eu sabia que estava vendendo minha alma, mas naquele momento, qualquer inferno parecia melhor do que o paraíso que Odete me oferecia. Eu só não sabia que para o Coringa, eu não era um negócio. Eu era o prêmio que ele esperou a vida inteira para caçar.

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