74 - Aurora

1083 Palavras

Aurora Narrando Receber alta foi como respirar de novo. A médica me entregou os papéis com um sorriso leve no rosto e disse que eu e o meu filho estavamos bem, que podia ir pra casa, que só precisava continuar com os cuidados, manter a alimentação, repousar um pouco e, claro, tentar manter a cabeça em paz. Minha mãe ligava todos os dias. Às vezes, mais de uma vez. As chamadas vinham sempre com aquele tom de preocupação disfarçada de alegria. Ela dizia que estava tudo certo no Brasil, que a minha avó perguntava por mim, que ela sentia minha falta. Eu sorria, respondia com carinho, mas sem coragem de contar tudo que estava engasgado no peito. Os meus amigos de infância também mandavam mensagens, ligavam, mandavam vídeos. Jena e Kendra, essas foram incansáveis. Me visitaram todos os dias

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