Pré-visualização gratuita 1: Vodca, Lágrimas e Uma Péssima Ideia
Minhas mãos apertavam o volante com tanta força que meus nós dos dedos estavam brancos. Eu estava paralisada, olhando através do para-brisa do meu carro, estacionado bem em frente à casa que deveria ser o nosso lar. Meu e do Luka. Mas, olhando pela grande janela da sala, qualquer sonho de um futuro estava sendo violentamente destruído.
Sem piscar, incapaz de desviar os olhos da cena que se desenrolava no nosso sofá, tateei o banco passageiro atrás do celular e disquei.
— Theo... — minha voz saiu trêmula, m*l passando de um sussurro. — O Luka... tá transando com uma mulher... na sala da nossa casa.
— O que? — A voz do Theo engrossou, a raiva sendo instantânea do outro lado da linha. — Aquele filho da p**a. Onde você tá, Emma?
— No meu carro, em frente à casa... eu tô vendo tudo, Theo. — Uma lágrima teimosa finalmente escapou.
— Sai daí agora e vai pro seu apartamento. Eu chego lá rapidinho.
Nem me lembro do caminho de volta. Quando estacionei, Theo já estava me esperando. Assim que passei pela porta com ele, minhas defesas ruíram. Eu simplesmente enfiei o rosto no peito dele, deixando seu cheiro familiar me envolver. Seus braços me apertaram com força.
— Não chora — ele murmurou, acariciando meus cabelos. — Ele não merece suas lágrimas. Sobe, toma um banho e fica gata. Vamos encher a cara e amanhã você dá um chute no saco dele.
E eu fiz exatamente isso. Depois de um banho longo e quente, saí do banheiro vestindo apenas a minha lingerie de renda. Para algumas pessoas poderia parecer estranho, mas com o Theo, era completamente normal. Na minha cabeça, biquíni e lingerie eram a mesma merda. Se ele já tinha me visto de biquíni incontáveis vezes na praia e na piscina, não tinha problema nenhum eu andar de calcinha e sutiã na frente dele.
Peguei alguns vestidos no armário e coloquei o primeiro por cima do corpo, virando para ele.
— Esse? — perguntei.
Ele me avaliou, encostado no batente da porta do quarto.
— Não, comportado demais.
Joguei na cama e peguei outro, longo e escuro.
— E esse?
Theo revirou os olhos.
— Também não, você tá indo pra um velório?
Bufei e peguei um vestido preto, curto, de alcinhas, que abraçava todas as minhas curvas.
— E esse?
Um sorriso de lado se formou nos lábios dele, o olhar escurecendo levemente enquanto me olhava de cima a baixo.
— Perfeito. Você vai ficar gostosa pra c*****o nesse.
— Não começa com esse papinho de gostosa de novo — rebati, revirando os olhos, mas não consegui evitar um sorrisinho de canto. — Deixe esses comentários pras suas peguetes. Falando nisso... quem é a da vez? Beth? Britanny?
— Beatriz — ele corrigiu, com uma risada baixa.
— Essa mesma.
Terminei de me arrumar e fomos para a balada num táxi. As luzes neon e as batidas altas da música eram exatamente o que eu precisava para anestesiar a imagem do Luka na minha sala. Peguei meu copo e ergui na direção do Theo.
— Eu vou beber até esquecer meu próprio nome.
— Tim tim — ele brindou, batendo o copo no meu.
Nós bebemos. Dançamos no meio da pista lotada, os corpos suados se movendo no ritmo frenético. E, por algumas horas, eu realmente consegui esquecer a traição, esquecer o Luka e a dor no meu peito.
Eram quatro horas da manhã quando entramos no apartamento dele, cambaleando e rindo de alguma bobagem. Caímos juntos no sofá grande da sala, um emaranhado de pernas e exaustão.
A sala estava iluminada apenas pela luz fraca que vinha da rua. Olhei para o Theo, a respiração pesada, os olhos intensos e fixos nos meus.
— Obrigada por hoje — sussurrei, a voz arrastada pelo álcool e pela emoção. — Eu precisava esquecer da merda que tá a minha vida.
E então, sem pensar nas consequências, sem medir a linha da nossa amizade, eu o beijei.
Não houve hesitação. Ele correspondeu no mesmo segundo, as mãos grandes segurando minha cintura e ajeitando meu corpo sobre o dele com urgência. Por mais que a minha cabeça, em algum lugar distante e racional, gritasse que não devíamos fazer aquilo, o meu corpo queimava. Eu queria.
As mãos dele desceram pelas minhas costas, possessivas, indo direto para a minha b***a e apertando com firmeza. Um suspiro escapou da minha boca. O beijo se tornou mais profundo, faminto. Me afastei apenas o suficiente para puxar o vestido pela cabeça, jogando-o no chão. Em seguida, desabotoei o sutiã e o joguei para longe.
Fiquei apenas de calcinha sobre ele, sentindo o calor do seu corpo, e voltei a beijá-lo.
Theo me virou com facilidade, deitando-me de costas no sofá. Ele desceu o corpo, puxou a calcinha vermelha para o lado e enterrou o rosto entre as minhas pernas. A língua quente e úmida passou devagar pela minha a******a, lambendo de baixo para cima, depois chupando o c******s com força. Eu soltei um gemido alto, os dedos enfiados no cabelo dele.
— p***a, Theo… assim… — gemido, arqueando as costas.
Ele não parou. Chupou mais fundo, a língua entrando em mim, depois voltando para o c******s, fazendo círculos rápidos enquanto dois dedos entravam e saíam. O barulho molhado enchia a sala. Minhas coxas tremiam, o prazer subindo rápido demais.
— Você tá encharcada pra c*****o — ele murmurou contra mim, a voz rouca, antes de voltar a chupar.
Eu gozei ali mesmo, as pernas se fechando em volta da cabeça dele, o corpo inteiro estremecendo.
Quando consegui respirar de novo, empurrei o peito dele para trás e desci do sofá, ajoelhando entre as pernas dele. Abri o zíper da calça, puxei a cueca para baixo e o p*u duro saltou. Envolvi a base com a mão e levei a cabeça à boca, chupando devagar no começo, depois mais fundo, a língua rodando na glande.
Theo soltou um gemido baixo, a mão na minha nuca.
— Isso, Emma…
Eu engoli quase tudo, subindo e descendo, a saliva escorrendo pelo queixo, a mão apertando e massageando a base. Ele empurrava de leve a cabeça, gemendo meu nome.
Depois de um tempo, ele me puxou para cima. Me deitou de costas no sofá, abriu minhas pernas e entrou de uma vez, fundo. O gemido que saiu de mim foi alto. Ele começou a meter, as estocadas firmes, o peito colado no meu, a boca no meu pescoço.
— Mais forte — pedi, as unhas nas costas dele.
Ele obedeceu, acelerando, o som molhado dos corpos batendo.
Em seguida me virou de quatro no sofá. Ajoelhou atrás de mim, segurou minha cintura e enfiou de novo, agora por trás. As estocadas eram mais profundas, mais duras. Uma das mãos dele apertava minha b***a, a outra ia à frente para esfregar meu c******s. Eu gemia sem parar, o rosto enterrado no encosto.
— Isso… não para — implorei.
Theo meteu mais rápido, o barulho da pele batendo alto.
Por fim ele se deitou e me puxou por cima. Eu sentei no p*u dele de uma vez, gemendo alto, e comecei a rebolar, subindo e descendo. As mãos dele apertavam meus s***s, os polegares nos m*****s. Eu me apoiava no peito dele, acelerando o ritmo até sentir o orgasmo chegando de novo.
— Eu vou gozar — avisei, a voz falhando.
Ele segurou minha cintura e empurrou para cima, gozando junto comigo, fundo, quente. O corpo inteiro tremeu. Eu desabei sobre o peito dele, ofegante, ainda sentindo as contrações.
O resto da madrugada foi um borrão intenso de pele, calor e suspiros abafados. A transição do sofá para o quarto foi urgente. Cada toque do Theo parecia desvendar algo novo em mim, apagando todas as mágoas do dia e sendo substituídas por uma necessidade arrebatadora de nos pertencermos. Não éramos mais apenas amigos; éramos consumidos por um desejo cru que finalmente tinha transbordado, nos unindo completamente na escuridão do quarto.