Capítulo 10

1182 Palavras
Aléssio Romano, Assim que cheguei à mansão, o peso do dia começou a se fazer sentir sobre meus ombros. A reunião com Rick, o desenrolar dos problemas com os carregamentos, e, é claro, Bianca. Tudo parecia estar se acumulando em um ritmo que eu não podia controlar, e isso era algo que me incomodava profundamente. Eu sempre controlei todas as variáveis da minha vida, mas, ultimamente, sentia que as coisas estavam fugindo de minhas mãos. Eu prometi a minha sobrinha Lia, que iria na clínica quando saísse da reunião, mas com tudo que aconteceu, acabei não podendo ir. Caminhei direto para meu quarto, sem nem mesmo notar os olhares dos seguranças que estavam de plantão. Precisava de um tempo para mim. Assim que fechei a porta atrás de mim, o silêncio me envolveu, um silêncio que eu costumava apreciar, mas que hoje parecia mais pesado. Tirei minha roupa lentamente, desfazendo o nó da gravata, desabotoando o paletó e jogando-o sobre a cadeira ao lado da cama. Cada peça de roupa que removia era como se estivesse tirando o peso das responsabilidades daquele dia. Caminhei até o banheiro e liguei o chuveiro. A água quente começou a escorrer, criando uma névoa ao meu redor. Entrei embaixo do jato d'água e fechei os olhos por um momento, deixando o calor relaxar meus músculos tensos. O som da água caindo era quase terapêutico, mas, mesmo assim, meu pensamento continuava voltando para Bianca. Aquele olhar desafiador, a resistência em aceitar qualquer ajuda. Por que ela mexia tanto comigo? Ela era apenas mais uma pessoa, mais um problema que eu deveria resolver, mas algo dentro de mim me dizia que ela era diferente. Que essa situação não era apenas mais um caso trivial. Um sorriso tranquilo brincou em meus lábios. Terminei o banho, sentindo-me um pouco mais relaxado, e me sequei com a toalha de algodão. Vesti uma calça jeans e uma camisa simples. O conforto era necessário agora. Saí do quarto e desci as escadas rapidamente. Não queria ficar na mansão naquela noite. Entrei no carro e dirigi para um lugar onde sabia que poderia ficar sozinho e pensar: meu apartamento particular no centro da cidade. A mansão era grande, imponente, o símbolo do poder que eu havia construído ao longo dos anos, mas o apartamento era o lugar onde eu podia ser eu mesmo. Sem guardas, sem negócios, sem distrações. Apenas eu e o silêncio que eu tanto precisava. O trânsito estava relativamente tranquilo para aquela hora da noite, o que me permitiu chegar ao apartamento em poucos minutos. Assim que entrei no prédio, o porteiro me cumprimentou com um aceno discreto. Subi para o andar mais alto, e quando a porta do elevador se abriu, a familiaridade do ambiente me trouxe um breve alívio. O apartamento era elegante, mas minimalista. As paredes eram de um cinza suave, com móveis modernos e funcionais. Nenhuma peça estava ali por acaso, tudo era meticulosamente escolhido, assim como as decisões que tomei ao longo da vida. Caminhei até o bar no canto da sala, peguei uma garrafa de uísque e servi-me um copo cheio. O líquido dourado brilhava à luz suave do apartamento, e quando levei o copo aos lábios, o gosto forte e amargo me trouxe de volta à realidade. Sentado em uma das poltronas, com o copo na mão, eu estava finalmente sozinho, sem o peso do mundo sobre meus ombros. Pelo menos por alguns minutos. Enquanto eu tomava o primeiro gole, peguei o telefone e liguei para Alessandra. Ela era a pessoa mais próxima que eu tinha de um relacionamento, mas, mesmo assim, tudo era baseado na conveniência. Alessandra era prática, sabia como as coisas funcionavam no meu mundo e não esperava mais do que o que eu estava disposto a oferecer. — Aléssio? — A voz dela soou do outro lado da linha, suave, mas com um toque de sedução. — Venha ao apartamento. Preciso de companhia esta noite. — Minha voz era firme, sem rodeios. — Venha sem calcinha. — Já estou indo. — Ela respondeu prontamente, como sempre fazia. Desliguei o telefone e voltei a me concentrar no uísque. Alessandra era eficiente. Ela sabia o que eu precisava e não complicava as coisas com sentimentos ou expectativas. Era uma das razões pelas quais nosso “relacionamento” funcionava tão bem. Ela aparecia quando eu queria, e ia embora quando eu não precisava mais. Simples, direto. Enquanto aguardava sua chegada, minha mente voltou a vagar, e, inevitavelmente, voltou a Bianca. Por mais que eu tentasse afastar a imagem dela da minha cabeça, aquela garota não saía da minha mente. Algo nela me intrigava de uma maneira que eu não estava acostumado. Talvez fosse sua teimosia, ou talvez fosse o fato de que, por trás de todo aquele exterior duro, eu conseguia ver a dor que ela tentava esconder. Ela estava machucada, tanto por dentro quanto por fora, e, por mais que ela tentasse agir como se não precisasse de ajuda, eu sabia que ela estava prestes a desmoronar. Mas o que eu podia fazer? Eu não era o tipo de homem que se envolvia pessoalmente nos problemas dos outros, especialmente quando não havia algo em jogo que me interessasse diretamente. No entanto, com Bianca era diferente, e eu ainda não conseguia entender o porquê. Eu não via a hora de ela vir até mim, de livre e espontânea vontade. O som da campainha me tirou dos meus pensamentos. Levantei-me e fui até a porta. Alessandra estava lá, vestindo um casaco de pele e com o sorriso sedutor que sempre carregava consigo. Ela entrou no apartamento como se fosse dona do lugar, e eu não me importava. Precisava de uma distração. — Você parece tenso hoje, Aléssio. — Alessandra comentou, enquanto tirava o casaco e o colocava sobre uma cadeira. — Foi um dia longo. — Respondi, sem querer entrar em detalhes. — Vamos beber algo. Ela sorriu, pegando a garrafa de uísque e servindo-se um copo. — Então, o que está acontecendo? Negócios difíceis? — Alessandra perguntou enquanto se sentava ao meu lado. Eu tomei mais um gole do meu uísque. — Nada que eu não possa resolver. — Murmurei, sem olhá-la diretamente. Eu sabia que aquela noite seria apenas mais uma tentativa de preencher o vazio que eu sentia ultimamente. Mas, no fundo, eu sabia que nem Alessandra, nem o uísque, nem o silêncio daquele apartamento poderiam me tirar a sensação de vazio. Deixei o copo seco de lado e a puxei para mim, tirando toda a sua roupa. Quando Alessandra estava completamente nua, ela se abaixou, tirando minha calça, e em seguida abocanhou meu pênis, brincando com ele em sua boca. Tirei a camisa e agarrei seus cabelos em um r**o de cavalo, enfiei-me mais dentro da boca dela até engasgar e, por fim, gozei em sua boca. Por incrível que pareça, vi Bianca no lugar dela. — Cazzo... — resmunguei, me afastando dela. — O que houve? Fiz algo errado? — Não, nada. Pode pegar suas roupas e se retirar. Quero ficar sozinho por hoje. — disse. Assim, ela fez.
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