Tereza Bicuda era uma moça de lábios grossos, o que lhe valeu o apelido.
Morava em Jaraguá, no Larguinho de Santana.
Alguns diziam que o m*l vivia dentro dela, tratava a mãe de forma absolutamente c***l: botava a velha para mendigar nas ruas, batia nela, humilhava.
Um dia, chegou ao extremo da crueldade e, diz o povo, colocou um freio de cavalo na boca da genitora, montou, e nela andou montada à frente de todo o povo.
Aquilo foi demais: a p***e mãe morreu mas, antes, excomungou a filha desnaturada. Teresa Bicuda, que já era psicopata, finalmente, ficou maluca de vez: começou a beber e vagava pelas ruas gritando todo tipo de sandices, até que morreu e foi enterrada no cemitério.
Perturbada em vida, virou fantasma atormentado e tormentoso na morte. Alma penada, seu espírito vagava pelas ruas e gritava do mesmo jeito, como no dia em que cavalgava a própria mãe; os lamentos da vítima também eram ouvidos.
Desenterraram seu corpo e sepultaram atrás da Capelinha do Rosário. De nada adiantou a providência: o fantasma continuava com seus escândalos e aterrorizando a população local.
Mais uma vez, trocaram-na de cova, desta vez, foi para a cabeceira de um córrego onde colocaram uma simples cruz e desde então o lugar ficou m*l assombrado, nenhuma planta cresceu mais ali, a não ser um pé de caju (dizem que é assombrado). O local é conhecido como: O córrego da Teresa Bicuda e dificilmente as pessoas se atrevem a ir até lá.