Capítulo 4: Tereza Bicuda - Jaraguá

249 Palavras
Tereza Bicuda era uma moça de lábios grossos, o que lhe valeu o apelido. Morava em Jaraguá, no Larguinho de Santana. Alguns diziam que o m*l vivia dentro dela, tratava a mãe de forma absolutamente c***l: botava a velha para mendigar nas ruas, batia nela, humilhava. Um dia, chegou ao extremo da crueldade e, diz o povo, colocou um freio de cavalo na boca da genitora, montou, e nela andou montada à frente de todo o povo. Aquilo foi demais: a p***e mãe morreu mas, antes, excomungou a filha desnaturada. Teresa Bicuda, que já era psicopata, finalmente, ficou maluca de vez: começou a beber e vagava pelas ruas gritando todo tipo de sandices, até que morreu e foi enterrada no cemitério. Perturbada em vida, virou fantasma atormentado e tormentoso na morte. Alma penada, seu espírito vagava pelas ruas e gritava do mesmo jeito, como no dia em que cavalgava a própria mãe; os lamentos da vítima também eram ouvidos. Desenterraram seu corpo e sepultaram atrás da Capelinha do Rosário. De nada adiantou a providência: o fantasma continuava com seus escândalos e aterrorizando a população local. Mais uma vez, trocaram-na de cova, desta vez, foi para a cabeceira de um córrego onde colocaram uma simples cruz e desde então o lugar ficou m*l assombrado, nenhuma planta cresceu mais ali, a não ser um pé de caju (dizem que é assombrado). O local é conhecido como: O córrego da Teresa Bicuda e dificilmente as pessoas se atrevem a ir até lá.
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