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Rainha da Penha

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os opostos se atraem
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Sinopse

Olívia sempre soube que a vida no Morro da Penha não era para os fracos. Mas quando foge do casamento abusivo com um policial militar, ela encontra refúgio no morro, ao lado de seu primo P3. Determinada a recomeçar, ela se vê envolvida em um mundo de perigo e paixão quando conhece Moraes, o implacável dono do morro.

Enquanto Olívia e Moraes lutam para construir um futuro juntos, eles são confrontados com os fantasmas do passado de ambos. A sombra de Marcos, o ex-marido de Olívia e um policial corrupto, paira sobre eles, ameaçando destruir tudo que construíram. Enquanto isso, Clara, a antiga namorada de Moraes e amante de Marcos, representa um perigo iminente.

Em meio a uma teia de traições e segredos, Olívia e Moraes enfrentam não apenas os perigos das ruas, mas também os demônios de seus próprios passados. Será que o amor que encontraram um no outro será forte o suficiente para superar os obstáculos que o destino lhes reserva? Ou será que o morro os consumirá antes que possam encontrar a redenção?

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01
Olivia... Ele entrou no banho, eu já tinha deixado toda a casa limpa, Breno de banho tomado e o deixei brincando, tentei agir da forma mais natural possível, eu não preciso ser fria e pensar. Fui para o quarto, ele estava no banheiro e a porta fechada, o celular em cima da mesinha ao lado da cama, me sentei e peguei o mesmo desbloqueando, olhei as mensagens até achar a dela. Senti ele puxar o celular da minha mão e ficamos nos olhando por alguns segundos até que tomei coragem e me levantei rindo, ele olhou para o celular e tentou me segurar. - Olivia, eu posso explicar. - Ele tentou falar enquanto eu o empurrei. - Não é nada do que você tá pensando. - Claro que não, Marcos. - Fui até o guarda roupa e comecei a tirar minhas roupas de dentro. - i****a fui eu de acreditar que você mudaria. - Qual foi cara, ela é só uma amiga. - Ele segurou meu pulso e me puxou. - Para, você não vai sair dessa casa. - Me solta, vai se arrumar e ir com a sua loirinha, para mim chega de fingir que somos uma família de margarina. - Falei tentando manter a calma para não assustar o Breno. - Ninguém vai sair dessa casa você tá entendendo? - Marcos se vestiu com a roupa que já estava em cima da cama e fechou a porta do quarto. Continuei a guardar minhas coisas e ele ficou andando de um lado para o outro, até que o telefone dele tocou e ele saiu do quarto para atender, fechei a mala e sai do quarto indo para o de Breno arrumando as coisas dele. - Mamãe. - Ele parou do meu lado. - A gente vai passear? - Vamos amor, você e a mamãe. - Terminei de pegar o que era mais necessário e saí com o Breno e as malas até a sala. Marcos estava na cozinha falando ao telefone, fui até a porta abrindo ela devagar e coloquei as malas para fora, até que Breno me olha e olha para o pai. - Papai vamos? - Tentei segurar ele e tampar sua boca, mas não foi a tempo, Marcos nos olhou. - Olívia não. - Ele falou e puxei o Breno correndo para o lado de fora, tranquei a porta com o Marcos dentro e corri para o carro. - Mamãe, o papai. - Ele começou a chorar e então o ajeitei no banco e coloquei as malas, fechei tudo com pressão, Marcos logo vai achar a chave reserva e sair. Entrei no carro e apertei o botão do portão esperando ele abrir, parecia uma eternidade, olhei para a porta e ele estava abrindo e gritando lá de dentro. - Se você fizer isso, eu vou te caçar. - Olhei para o Breno chorando e dei ré no carro Até tirar ele da garagem e virei o mesmo. - Olivia não faz isso. Ele estava com a arma apontada para o carro, meus olhos estavam pesados, as lágrimas brigando para sair e eu tentando as segurar. - Filho, abaixe a cabeça meu amor. - Ele me olhou, os olhinhos vermelhos, mas fez o que eu pedi. Acelerei o carro e ouvi os tiros, tentei me abaixar e virei a primeira rua, olhei para trás e meu corpo ficou mole, meus olhos pesados e as lágrimas escorrendo. A dor no peito, a maldita dor, a mesma de meses atrás, burra Olívia, você é burra, como pode acreditar que ele ia mudar, como você foi ingênua a esse ponto? A mesma menina, ele nunca deixou ela, nunca, e eu sou uma otária, burra, i****a, cara como ele pode, enquanto eu estava em casa, cuidando do nosso bem mais precioso. Para onde eu vou com meu filho, meu Deus, eu preciso me esconder dele, preciso ficar em um lugar seguro, onde ele não vai poder entrar e tirar meu menino de mim. Meu telefone começou a tocar e olhei para a tela e é ele, desliguei e continuei sem rumo, preciso ir para um lugar movimentado, me livrar desse carro. Minha cabeça está doendo, eu estou totalmente perdida. - Mamãe, olha o papai quer ir com a gente. - Olhei para ele e a moto do lado. - Para mamãe, para, o papai quer entrar. - Breno, se solta dessa cadeira e deita no banco. - Acelerei e tentei me afastar dele. - Marcos me deixa em paz, eu não vou mais cair no seu papo. Ele ficou acelerando e tentando me fazer parar colocando a moto na frente do carro, olhei para as pessoas na rua olhando, estávamos acima da velocidade permitida. Virei em uma rua que dava em direção a um dos morros que eu conheço, P3. Meu Deus como eu pude esquecer dele, acelerei e ele ainda estava na minha cola, virei a rua indo para a entrada do morro e abri os vidros assim que avistei a barricada, olhei pelo retrovisor e ele parou assim que eu parei o carro e alguns meninos vieram apontando as armas para mim. - Qual foi, paro ai? - Olharam para mim e para o Marcos. - Tá achando que aqui é o que? O moreno falou chegando perto de mim, estava com a cara fechada, a arma apontada na direção do Marcos que desceu da moto mostrando a mão vazia. - Ela é minha esposa, estávamos apostando corrida, ela virou aqui sem querer. - Ele olhou para mim. - Ta certo esse papo ai Morena? - Ele falou comigo e meus olhos ardiam de tanto que chorei. - O P3 ainda mora aqui? - Perguntei sem responder a ele. - Sou prima dele. - Olívia, vamos. - Marcos falou sorrindo e olhei para ele. - Vamos fazer assim, vou levar o Breno para casa, você vê seu primo e depois vai. Ele ameaçou ir até o carro e eu corri para tirar o Breno de dentro, peguei ele no colo e me afastei de novo. O moreno ficou me olhando e olhando para o Marcos, escutei ele falando no rádio sobre o P3 e cruzou os braços. - Ai parceiro, não quero me meter na treta de marido e mulher não, mas ela só sai daqui quando o P3 chegar. - Ele falou e Marcos ameaçou dar um passo. - Qual foi, ta achando que eu to de quantos papos, fica ai. Abracei o Breno que escondeu o rosto no meu pescoço, olhei para a entrada do morro, ele estava ali, meu primo, ele veio em minha direção e olhou para toda aquela situação. - E ae prima, qual foi LP? - Ele perguntou parando do meu lado. - Resolve isso ai, e faz esse cuzão sair da ponta do morro. - Deram as costas e meu primo me olhou. - Marcos, melhor você ir. - Ele se aproximou da gente e meu primo se colocou no meio. - Qual foi, se souberem que tu é milico ja sabe né? - Ela vai comigo Pedro, problema de marido e mulher, a gente resolve em casa. - Marcos falou e pegou no meu braço me puxando. - Me solta. - Pedro tirou a mão dele de mim. - Eu não vou voltar, acabou Marcos. - Você vai, você não tem ninguém Olívia, não tem pai, e nem mãe, so tem a mim. - Ele começou de novo com aquela maldita pressão psicológica. - Ou você volta, ou eu tiro a única coisa que você tem. Olhei para o Breno no meu colo, ele estava quietinho me abraçando, estava tão assustado que seu choro eram apenas soluços agora e suas lagrimas escorriam ainda deixando minha blusa molhada. - Ta louco? Ta ameaçando minha prima na minha frente? - Pedro pegou ele pelo pescoço e o afastou, tapei os olhos do Breno. - Mete o pé daqui antes que eu faça você ser um CPF a menos. - Eu vou te pegar, Olívia teu lugar é em casa, você vai me implorar para voltar. - Ele encarou o Pedro e foi para a moto. - Tu vai se arrepender. Encostei no carro e senti meu corpo me fazer cair sentada abraçada no Breno, comecei a chorar de novo, e lembrar quando ele me obrigou a ficar la, e todas as vezes que eu sofri naquela casa.

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