Amara ficou parada por muito tempo depois de Samael desaparecer no corredor. O vazio que ele deixou para trás era quase tão opressor quanto à sua presença. Ela solto o ar, levando a mão ao peito na tentativa de acalmar o ritmo frenético de seu coração. — Ïdiota... — Murmurou para si mesma, mas as palavras pareciam apenas uma tentativa de convencimento do que uma verdade absoluta. Suas mãos ainda tremiam. Samael soube exatamente como afetá-la, e isso a deixou furiosa. Ele era imprevisível, perigoso e...viciante. Amara sentiu que estava dançando à beira de um precipício, e o pior de tudo era que uma parte dela... uma parte que ela se recusava a admitir... queria pular. Ela balançou a cabeça, tentando afastar os pensamentos, e caminhou até a janela. A vista das árvores era tranquilizante.

