Capítulo 2 - Garfield

892 Palavras
Garfield E aí, mulherada! Meu nome é Gabriel, mas vocês podem me chamar de Garfield. Eu tenho 25 anos, 1,85 m de altura, sou moreno, tenho olhos verdes e sou tatuado. E, antes que vocês perguntem, meu físico é maravilhoso, porque eu sei que sou gostoso. Pelo menos é o que elas dizem. Brincadeiras à parte, hoje o dia passou e eu fiquei nervosão na boca. Já tem um tempo que assumi os negócios do meu pai, e desde que fiz 18 anos, quando ele me passou a visão de que a filha do Popoye era minha, nunca fui atrás dela durante esse tempo, porque ele falou que a mina só ia vir para cá quando tivesse 18 anos, tá ligado? E, como eu sempre respeitei meu coroa, respeitei a decisão dele também. É claro que, durante todos esses anos, fiquei de olho nela. Eu sei tudo sobre a Maria Luiza e sei que nenhum outro homem tocou nela, porque, se tivesse tocado, teria ficado sem as mãos, tá ligado? Só que hoje é o aniversário de 18 anos dela, e eu comprei um presente. Meu pai está tentando me impedir, mas eu vou na direção da Rocinha, ele querendo ou não. Eu estava tentando terminar de me arrumar quando ele entrou no quarto e me encarou, boladão. Eu nem dei confiança e continuei passando meu perfume. — Não é uma boa ideia você aparecer na Rocinha do nada. Tu tá ligado que a mina não sabe de nada e tu vai lá, de maluco? — meu pai questionou. Me virei para ele e dei um sorrisinho de lado. — Tu tem noção de quanto tempo eu tô esperando essa mina? Eu sei tudo sobre ela e já tá na hora de saber que ela é minha. Eu não tô nem aí se o pai dela já contou. Se ele não contou, eu conto, que se f.o.d.a! Tu mesmo disse que ela não tem escolha, pô! E, mesmo se tivesse, eu não ia dar o direito para ela recusar. Ele respirou fundo e passou a mão no rosto. — Eu não deveria ter te contado. Depois que você começou a pesquisar sobre a vida dela, ficou completamente obcecado. — Pô, coroa, relaxa! Ela só vai saber que é minha mulher. Isso não é a pior coisa do mundo. — Falam que ela tem o gênio da mãe dela, que é capaz de te dar uma surra e te colocar para fora da Rocinha. Eu dei um sorrisinho de lado, porque gostei da forma como ele falou. Será que ela tem coragem de tentar avançar em mim? — Fica suave! Eu só vou levar um presentinho para minha futura fiel. Eu não vou falar nada. Melhor assim. — O melhor seria se você não quisesse ir à festa dela. Que festa é essa em que você nem foi convidado? Quem garante que vão te deixar entrar na Rocinha? — Nós temos uma aliança de 18 anos. Eles não vão jogar isso para o alto porque esqueceram de mandar o convite da festa da minha mulher pra mim. — Eu já tô te avisando que ela vai te descer a p.o.r.r.a.d.a, mas, se você não quer acreditar, vai lá ver com teus próprios olhos. Eu não vou impedir você de apanhar da sua futura mulher. Não é assim que você tá dizendo? Eu dei um sorrisinho de lado, terminei de me arrumar, peguei o presente em cima da cômoda e fui na direção do meu piloto. Falei para ele dirigir até a Rocinha. A gente já estava quase chegando quando vários carros da polícia cercaram nosso veículo. Eu tomei um susto. Os caras saíram armados até os dentes, deram um tiro na cabeça do meu piloto e me puxaram para fora. Nem deu tempo de eu puxar a arma ou reagir. Os caras já vieram me batendo, de maluco, tá ligado? — Olha o que nós temos aqui! O filho do Aranha! Hahaha! Pelo visto, o X9 passou a visão certinha. Rodou, vagabundo! — um dos policiais debochou. Os caras me algemaram e me jogaram na mala do carro. Não deu nem tempo de eu fazer ou falar nada. Começaram a dirigir, e eu comecei a gritar. — Quanto vocês querem de arrego, c.a.r.a.l.h.o? Vamo desenrolar! É só vocês falarem o valor que meu pai vai pagar! Eles começaram a rir da minha cara, o que já me irritou. — Tu é procurado pra c.a.r.a.l.h.o! As honras que nós vamos receber te jogando na cadeia são melhores do que o dinheiro que teu pai pode pagar. Então cala a boca, porque tu tem que chegar no presídio vivo, mas ninguém disse que precisa chegar com os dentes dentro da boca! Olhei para eles com raiva. Bando de a.r.r.o.m.b.a.d.o.s! Quando chegamos à delegacia, eles me jogaram na frente do delegado. O cara já estava com meu mandado de prisão na mão. — Os caras já estão esperando para despachar ele para o presídio. Nem vamos deixar ele na delegacia, porque pode ser perigoso. Quando notarem que ele sumiu, vão invadir a delegacia. Então é melhor a gente jogar ele em Bangu logo. Alguma coisa a dizer, gatinho? — o delegado perguntou, me encarando. — Tenho! Vai tomar nesse teu c.u! Quando terminei de falar, eles começaram a me bater. Me bateram tanto que eu apaguei.
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