Melinda Eu acordei com uma sensação de vazio, um buraco no peito que parecia consumir cada respiração. A luz da manhã filtrava-se através das cortinas, e, por um momento, tentei me convencer de que nada disso era real. Mas eu sabia que estava apenas me enganando. O toque de Damom ainda estava em minha pele, a lembrança de suas palavras ecoava em minha mente, e a ideia de que não havia mais escape era uma verdade implacável. Eu me levantei da cama, o movimento mais pesado do que nunca. Tudo ao meu redor parecia distante, como se a realidade tivesse se distorcido e eu estivesse à deriva, sem direção. Meu olhar foi atraído para o espelho, e eu me encarei por um longo momento. A mulher refletida ali era estranha, quase irreconhecível. Os olhos cansados, o semblante marcado pela luta interna

