Melinda A casa estava silenciosa. O som dos passos de Damom ecoava pelos corredores, mas não havia nada de reconfortante na sua presença. Eu sabia que ele estava ali, sabia que sua sombra me acompanhava até nos momentos mais simples. Mas algo dentro de mim começava a quebrar. Eu estava ficando cada vez mais envolvida, não apenas com ele, mas com o que ele representava: o poder, a violência, o controle. O que Camila dissera ainda martelava na minha cabeça, mas eu me recusava a ouvir. Não queria. Aquele jogo de poder estava me consumindo, e eu não sabia se queria escapar ou me afundar ainda mais nele. A noite caiu de forma lenta e pesada, e eu me encontrava mais uma vez na sala de estar, tentando encontrar alguma clareza. Damom ainda não havia voltado para casa, mas isso não me impedia d

