Pt. 3 Hugin & Munin

1429 Palavras
- Ruan... Você não é diferente de nenhum criminoso... Você faz coisas intituladas como “bem” para conferir liberdade ao seu m*l. Você queimará no inferno, um dia, não terá esse controle que esbanja! Você não tem nem coragem de matar com as suas mãos! PEDE PARA SEUS CAPANGAS! Palazzi cruza os seus braços e direciona um deles a boca, a fim de tirar o cigarro. Solto um leve sorriso e diz “Não disse que sou bem-feitor, Sr, Anucle, se Deus não aprova isso, pode matar-me agora... Não? Deus parece estar se divertindo” Palazzi traga pela última vez e canta: Holding hands Skipping like a stone On our way To see what we have done The first to speak Is the first to lie The children cross Their hearts & hope to die Bite your tongue Swear to keep your mouth shut Ask yourself Will I burn in hell? Palazzi traga mais uma vez, canta suavemente: Burn the witch Burn to ash & bone E arremessa o cigarro à cadeira, ateando fogo contra Roberto. Os gritos de agonia causava desconforto para alguns Palazzi, inclusive para pessoas que viam e nada faziam. Palazzi ainda diz “acredita que alguns anciões dizem que pode ver o seu futuro nas chamas? Nunca acreditei nisso... Vejo apenas agonia”. Em seguida, saca sua glok dá inúmeros tiros em Roberto, terminando o serviço. No outro lado da rua, estavam as suas filhas e Alfredo, dentre elas, Alfredo estava mais apavorado e sem entender. Antes de falar com Palazzi, diz a elas: - Meninas, não olhe! Irei falar com Ruan, certo? Então Anna, a mais nova, diz inocentemente: - Papai morreu por que era m*l, tio Fredo? - Não, Anna, não é isso... - Então por quê? - Porque Ruan está doente, não está pensando direito. Coisa de adulto! Karina, leve as suas irmãs para passear. Não podem ver isso. Karina bem séria, pega o dinheiro e diz: - Anna, Ruan fez isso porque papai foi irresponsável. Não fiquem tristes. A vida deve seguir e não podemos parar. Diz a Ruan que depois tomamos sorvete, haha. Dá tchau para tio Fredo, queridas. As três irmãs então acenam e despedem-se. Antes que partisse de vez, Ruan corre e chama Karina “ei, espera! Quero dizer algo”. Então ela para e escuta-o: - Karina... Quero que com as suas irmãs e ajuda do Fredo, administre o bar. Nada pessoal o que houve, espero que fiquemos bem, pois amo vocês. - Sim, Ruan... Como eu disse... O que houve é responsabilidade do nosso pai. Flávia então diz aborrecida: - Por que fez isso? Tirou o nosso pai e não veio tomar sorvete de novo! - Meu amor, calma... Sei que está chateada! Vocês morarão comigo até a sua irmã estabilizar-se. Advinhas só? Tomaremos todo o sorvete do mundo e brincaremos. O que acham? As três sorriram e o abraçaram. Incrível como a bagunça de Ruan estava tão natural. Todos que circulavam as ruas, simplesmente andavam naturalmente! Como se fosse uma embalagem fosse descartada O que Ruan fazia não era mais segredo. As meninas partiram e então Alfredo perguntou completamente aborrecido: - Ruan, não estamos escondidos! Você não pode ficar matando as pessoas por achar sempre conveniente! Sabe o que mostrou para elas? Por que fez isso? Roberto Anucle era incrível! - Por que fiz isso, Fredo?! Porque PODEMOS! E se PODEMOS, ENTÃO FAZEMOS! O desgraçado mentiu e desrespeitou-me. Simples. Não minto, não vejo porque enganar-me. Não tenho paciência para seus conselhos de merda. Pode voltar a fazer o que estava fazendo, pois nem chamei você. Veio porque quis! - Ruan... Você é um i****a, sabia? Não fale mais comigo hoje, o seu babaca! Sai Alfredo em passos apressados e em silêncio. - Vai, Fredo! Vai lá... Já acabou? ESPERO QUE ESTEJA CHORANDO, cachorrinho! Ruan olhar para seu relógio, respira fundo e pensa sobre os passos seguintes. Obviamente envolve troco com o Silva – ou Abutres – pelo que houve. Ruan então diz a Magno: - Livrem-se do corpo... Vamos acabar com três estabelecimentos desses canalhas. - Sim, Don Ruan... Você fará algo a respeito com senhor Siglieri? Dorian Siglieri? Palazzi frustrado deixa de abrir a porta do carro e “fuzila” com olhos e palavras: - De novo aquele repórterzinho? Eu não disse para ignorar? É um DOIDO! Temos a merda da imprensa. Deixa esse i****a de lado. Temos coisas maiores para preocuparmo-nos. - Sim, Don Ruan! - EI, to falando sério! Se vier com essa merda de novo, vou te encher de porrada. Agora vai. Estarei voltando para sede da família. Cuida-se! Palazzi então seguiu o seu caminho. Entrou no carro e murmurou “vou acabar com esses traficantes de merda”. Ruan explodiu três sede dos Silva – pontos para produção em massa de entorpecentes e distribuição. Um em Bodocongó, outro nas Malvinas e o último no São José. Após um tempo observando, disse a Magno “quero que deixe os corpos estirados no território deles. Deixá-los ter espaço é a maior misericórdia. Quem estiver vivo desses abutres, amarre-os ao carro e arraste até o açude. Jogue o corpo por lá! Os bombeiros darão um jeito. Irei beber, fumar e... Desopilar de forma alternativa”. Magno afirmou com a cabeça entendimento e cumpriu a ordem do Ruan. Todos viam os gritos de agonia dos sobreviventes ligados à família Silva sendo arrastado pela rua, no sol quente. Partes de sua epiderme, sangue e dor alastravam-se por todo local até chegar no destino. Todos ignoravam... todos apenas esqueciam os próprios vestígios de humanidade quando Ruan fazia algo. Chegando em casa, Ruan pegou a primeira garrafa de vodka, alguns entorpecentes, cigarros e entrou no seu escritório. Ruan teve uma vida controlada antes de casar e durante o casamento. Sua ex-mulher, Lucretia – italiana com as suas características exóticas da região do sul. Pele mais escura, nariz pontiagudo, olhos fundos e olhos verdes, com cabelo liso e escorrido – como Ruan dizia, ela tinha a beleza Capituliana. Sempre alegre e voluptuosa, não era tão alta; sempre encantava todos na sua volta. Lucretia Romani veio da Itália e de uma família cigana. Ao escolher morar no Brasil, teve algumas turbulências tratando-se de estabilidade; mas Lucretia sempre teve forças para lidar com tudo sozinha. Após anos, teve sua primeira conquista: entrou para política com forte influência, ingressando em algum partido do chamado “centrão”, marcando sua primeira conquista no ano de 2017 – época que trouxe sérias polêmicas quanto à conduta ética do partido, porém; lembrou-se das lutas fervorosas de Lênin, Levellers, Diggers e a luta quase sem êxito da proliferação do Socialismo – que mais tarde influenciou a URSS entre 1922 até 1991 - para prosseguir com o seu sonho de governar baseado no ideal para o povo. O seu papel no planalto era visto com chacota, porém, o único que era fortemente apreciador dos seus discursos era Ruan – que no início sofreu chacotas. Quando Ruan saiu do partido do centrão e fundou o partido simplesmente com o nome “Corvos”, implorou para Lucretia juntar-se a ele: gerando consequentemente no mais intenso romance. Desgraçado pela moléstia dos rivais e ambição do Ruan. Por segurança, ordenou que a mesma partisse para comuna que comprou na Itália, província de Siena – Monteriggioni. Ruan nunca mais entrou em contato, a não ser para ela ser feliz e esquecê-lo. Ruan entrou entregou-se totalmente ao Don Palazzi – aos corvos – e fez as suas atrocidades sem piedade. Matou rivais políticos, rivais que o combatiam, aqueles que o contraia a e afins. Circulava pela mansão que Ruan está preso em algum encanto de cigana – algo que se chegasse aos ouvidos de Ruan, não seria agradável, pois o mesmo desacreditava de quaisquer coisas do gênero. Não tinha suas noites de pura luxúria como antes, que homens e mulheres preenchiam cada canto do seu quarto. Não tinha momentos para brincar, não tinha nada que trouxesse o mínimo de alegria. Ruan então tomava várias doses, usava mais e mais drogas e fumava como uma chaminé. Não atendia telefonema, nem mesmo de negócios! Nem do seu próprio irmão nesse momento. Então uma moça ligou, com o nome Carmen, porém foi direcionada para secretária eletrônica. Carmen tinha muitas tatuagens! E das mais elegantes possíveis – vista por Ruan, claro, e certos homens e mulheres. Tinha cabelo longo e pretos, parda. Magra e não tão alta. Durante as noites com Ruan, nutriu certas fantasias e sentimentos por ele. - Oi, meu bebê! Sou eu... Carmen.
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