Pov's Arthur.
Almoço com os meus sobrinhos enquanto tratamos sobre assuntos da agência.
— Titio andei sabendo que você se casou, é verdade?— meu sobrinho interroga, curiosamente. Levanto o olhar, incomodado.
— Dominic, não toque nesse assunto.— minha sobrinha pede.— A mulher não passava de uma impostora.
— Essa bicha azeda implica com todo mundo. É sinal que a mulher prestava!
— Ela tinha idade para ser nossa irmã, na verdade era até mais nova do que eu.
—Senti cheirinho de inveja!
— Inveja de quê, Dominic? Daquela deselegante!
Os observo sério.
— Chega! Vamos tratar do que interessa.— abro os contratos. — Tudo isso, 10 milhões de dólares?— leio surpreso.
— Tio, é pra financiar a mordomia das nossas modelos, elas são muito bem tratadas, não é Dominic?
Ela olha pro lado. Meu sobrinho fica mudo, e estranho sua reação.
— Está de acordo com sua irmã, Dominic?— pergunto, sem entender o seu silêncio.
— Sim, titio.— o mesmo engrossa a voz, querendo soar com um tom masculino — Nossas modelos vivem uma vida de rainhas. Nossas Cherrys, inclusive tem uma deusa lá no alojamento titio...— franzo a testa.
— Alojamento?
— É modo de dizer. — ele se corrige.— A mexicana é uma murchas muito bela!— assim que pronuncia em espanhol, logo lembro da Laura, o rosto dela vem em meus pensamentos.
Já faz três semanas que ela foi embora.
Viro o rosto, abaixando a cabeça.
— Para de falar besteira, v***o insuportável!— minha sobrinha cutuca o irmão.— Não vê como tá o titio.
Levanto da cadeira do restaurante. Ambos me encaram, e digo:
— Preciso revisar esses contratos.— os informo.— A agência não pode financiar um contrato milionário, sem de fato averiguar.
— Titio, não há nada ilícito, eu já verifiquei.
— Mesmo assim, Scarllet.— insisto.— Quero acompanhar a rotina dessas modelos de perto. Quero ficar a par de tudo que se passa dentro da minha agência.
Me direciono para ir embora.
— Com licença à todos.
— Pra onde vai tio?
– Não me sinto bem.
— Está passando m*l?—ela soa preocupada, se levantando da cadeira.
– Não.— nego.— Preciso apenas ficar sozinho.
Saio do restaurante, decidido a ir num lugar.
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Alguns minutos depois...
Enquanto vou em sentido a casa do meu velho amigo Ryan, vagueio pela cidade em buscar de achar Laura.
Dirijo bem devagar, olhando cada canto daquelas ruas onde há moradores de ruas no chão da cidade.
Não paro de pensar naquela mulher e talvez eu tenha cometido um grande erro.
Não quero aceitar a possibilidade da minha sobrinha ter feito algo tão sujo, apesar das provas que obti das câmeras de segurança do meu prédio, reveleram o contrário.
Minha vontade é se deserda-lá, mas eu cuido dos meus dois sobrinhos como se fossem os meus filhos. Desde que o meu irmão faleceu, eu assumi essa responsabilidade.
Por mais que eu esteja muito decepcionado com minha sobrinha, eu não vou demonstrar.
Avisto uma mulher idêntica a Laura virada de costas, e simplesmente largo o carro no meio da avenida, indo às pressas.
Toco em seu braço e a desconhecida arregala os olhos, em pânico.
— Perdão.— me afasto, envergonhado.— Eu achei que fosse uma conhecida.
A mulher segue às pressas, enquanto me xinga ao verbalizar "que velho louco".
Fico ofendido e o comentário acaba me deixando diminuído.
Em seguida, retorno ao veículo, pensando mentalmente:
onde está você, Laura?
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Pov's Laura
Alojamento.
Estou encolhida no chão frio, com fome e com sede, assim como restante das mulheres que se encontram apressionadas neste lugar.
Para nós, a melhor hora do dia, é quando chega a noite. Pois é onde podemos transitar pela boate e respirar pelo menos o ar fresco do mundo lá de fora.
A porta abre-se de imediato, num barulho alto, e a c******a adentra.
Todas nós nos levantamos e nos mantemos com as posturas submissas e amedrontadas, enquanto a madame Pietra circula, com toda arrogância em seus passos, querendo nos intimidar.
— Tenta não chamar atenção da c******a, Laura.— Samantha cochicha do meu lado.— Ela tá olhando pra você.
Assim que termina a frase, a voz enjoada ecoa:
— Você.— ela aponta pra minha amiga.
— O que tem eu?
— Dê um passo pra frente.
Estremeço por Samantha, que também fica mega apreensiva.
Aí, a bandida que comanda tudo aqui dentro, aponta para outra duas garotas.
— Se sintam privilegiadas, vocês vão ter um encontro com o Chefe.
Somente as duas mulheres comemoram e sorriem uma para outra, enquanto isso, Samantha fica séria, sem emitir qualquer reação.
— Conhecem o empresário, Arthur Forbes? Pois bem! Quando estiverem na presença dele, façam de tudo para ser a escolhida.
O tom de ambição da c******a incentiva as demais disputarem pela atenção dele. E na hora que escuto, fecho a mão em punho, com muita raiva.
— Samantha.— a chamo baixinho.— Esse Arthur Forbes, eu o conheço.
— Está me dizendo que conhece o dono dessa Máfia?— ela faz uma careta.
— Eu acho que foi ele que me enviou para cá.— sussurro, arrasada.— Quero que conte a ele que estou grávida, é a minha única saída.
– Está louca, Laura? Se esse cara souber, ele manda te m***r em dois tempos.
— Pelo contrário, esse bebê que tô esperando, é dele.— a conto, vendo-a reagir horrorizada.— Preciso proteger o meu bebê.— toco sem que ninguém perceba na minha barriga.
— Tú acha que ele vai ficar feliz, Laura? Não seja ingênua, esse bandido vai querer que você aborte.
— Abortar?