Eu quero ficar com você

1243 Palavras
Pov's Laura. Nossas testas ficam encostadas uma na outra, enquanto o silêncio percorre. O som das nossas respirações ofegantes ecoam. Até que entreabro os olhos: — Você precisa ir embora.— ele sussurra. — Eu não quero.— entrelaço os nossos dedos.– Eu quero ficar aqui com você, e com Noah. Ele se afasta, montando uma postura distante; seu comportamento muda. — Ah gente demais na minha casa. — Como assim?— franzo a testa. — Você não sabe?— n**o com a cabeça.— Sua mãe e suas irmãs estão hospedadas lá em cima. — Mamita? — disparo, incrédula.— Por Deus!— ponho a mão na testa.— Como ela saiu do México? Ainda trouxe as minhas 5 irmãs?— quando vejo-o confirmar, fico horrorizada. — Elas vão ser deportadas, nenhuma tem visto. Irei cuidar disso. Minha família não vai ficar te incomodando, Arthur.— o garanto. — Não estão incomodando. — Mamita deve tá fazendo sua casa uma zona, ela é muita escandalosa! — Um pouco! Ela não tem nada de você, Laura.— seu olhar carinhoso me atinge. Até que sinto a vontade em meu coração em dizer: — Há uma coisa que você precisa saber, Arthur... Mas não há aqui, e nem agora.— olho em volta do carro, com medo de haver alguma escuta.— Me encontra amanhã. — Eu não sei se posso.— hesita. — Por favor, eu vou te contar tudo e você vai entender o que se passa. Arthur fica pensativo, e imediatamente concorda: — Tudo bem, amanhã às 9 horas, na cafeteira que fica atrás do prédio. — Cadê seu celular?— o peço. — Eu não trouxe. — Me der o seu número.— pego o meu aparelho, digitando às pressas.— Amanhã te envio uma mensagem, boa noite Arthur. Estico o rosto, me aproximando do seu, dando lhe um beijo na bochecha. Ele fica sem reação, e sai do veículo, sem se despedir. A sobrinha dele aparece, adentrando. Seu tom de provocação percorre: — Fez as pazes com o titio? — Não é da sua conta.— respondo seca.— Dirige logo esse carro, eu tô cansada, quero ir pro hotel — mando. — Russo não vai gostar nada de saber que você estava de trela com outro macho— ela insinua. Meus olhos lhe encara de relance, e o comentário nem um pouco me intimida. — Se abrir a boca para contar alguma coisa ao seu chefe, quem estará ferrada é você. Até porque, quem deveria está me vigiando, não fez o trabalho certo— mando a indireta, e a loira ri; soltando uma risada falsa. — Coitada, eu tenho até pena.—a loira debocha. — Pena, por quê? Daí dá uma gargalhada, e solta: — Se acha que o russo vai ficar com você, está iludida queridinha, ele se cansa rápido das mulheres e você é mais uma da lista. — Se acha que eu tô implorando pela atenção do gringo, está enganada. — Quando ele cansar de você, irá amanhecer morta num caixão. Igual que ele fez com as outras. — Antes disso, eu estarei entregando você e ele pra polícia. — Cuidado com que diz, Laurita! É assim que sua mãe lhe chama né? — Limpe sua boca pra falar da minha mãe, sua bandida!— a xingo, indignada. — Experimenta contar alguma coisa da Máfia pro meu tio. Não só você, como sua mamicta, pagarão caro. A olho bem séria, ouvindo a chantagem. E ainda por cima, tendo que escutar o meu sotaque sendo motivo de zombação. — Se você encostar o dedo na minha mãe, eu acabo com você! Aperto o seu braço, com bem força. E a mulher continua rindo da minha cara. — Está avisada, queridinha. Não experiente trair o negócio, porque o russo não irá te poupar, só porque você tem um rostinho bonito. — Eu vou usar todas armas que for necessário. — Nem todas, seu filho custa milhões de dólares. — quando cita Noah, estremeço.— Imagina ele crescer em outra família. — com a voz bem mansa, ela levanta a hipótese. — Se você encostar um dedo no meu filho, eu te mato, sua ordinária! ********************************************** Hotel, Itália. Pov's Dmitry. Jogo baralho, numa mesa cercadas por magnatas. A maioria desses velhos são entediantes, mas eu preciso ser falso, para aumentar os lucros. Bebo mais um copo de uísque. Essa reunião, está me dando sono. Mas é aqui que fechamos investimentos e lucramos. Um dos chefes de outras organizações criminosas, me cutuca: — Como vai, meu amigo? Disseu bate em meu ombro. Queria fingir que não o vi, mas é tarde demais. — Estou ótimo!— finjo simpatia, revirando os olhos.— E melhor agora...— círculo o olhar pra b***a da mulher, que o acompanha— Que tal fecharmos negócio naquela morena gostosa? Aponto para belezura seminua, que se exibe nos servindo drinks. — Não está a venda.— meu comparsa ri.— E vejo que está mais comportado hoje, Dmitry, da última vez você fez um show com as strippers. — Agora mudei, sou um novo homem.— dou de ombros.— Tô casado, minha mulher tá esperando até um bebê. — É sério?— meu amigo de longa data, grita próximo do meu ouvido, por o barulho do som está muito alta.— Quem é vítima da vez? — Digamos que eu sou a vítima, porque eu ainda não tive coragem de matá-la.— beberico mais alguns goles de bebida.— Ela é uma perfeição. — Está apaixonado? — Apaixonado, um homem como eu? — gargalho.— Bandido não se apaixona, Disseu, bandido mata. Veja como ela é! Amostro Laura na minha tela de bloqueio do meu celular, exibindo-a pro meu sócio. — Sua mulher é muito linda, com todo respeito meu amigo. — É porque você não a viu pessoalmente, a beleza dessa mulher é surreal— deslizo os meus dedos sobre retrato, enquanto admiro cada traço do rosto angelical que reflete na tela.— Ela é perfeita. — Tem certeza que é só a beleza dessa mulher que te fascina, meu amigo? — E o que mais seria? Sorrimos, como cúmplices. — Eu ainda sabendo que irá embora amanhã, gostaria que ficasse mais dias na Itália, como meu convidado. — Infelizmente não dará, minha esposa está grávida e pode ter o bebê a qualquer momento, preciso me manter por perto. E ainda terei que comemorar o aniversário dela, farei uma surpresa. — Quem diria, Dmitry Petrov, se importando com as mulheres. — ele tira sarro. De repente, a notificação chega no meu celular. Abro a mensagem, e dou de cara: "Tá aí chefe, o que sua mulherzinha apronta, enquanto está fora. Estava aos beijos, matando a saudade com o meu tio" - Scarllet. Abro o vídeo, assistindo a cena dos dois se beijando num carro. Ela nunca permitiu que eu a beijasse, e está beijando esse velho. — Vadia.— solto o palavrão, fechando a mão em punho.— Ela me traiu.— sussurro, quebrando com a raiva o copo de vidro que seguro nas mãos. — Pra onde vai assim, Dmitry?— Disseu me para. — Preciso ir pros Estados Unidos hoje. Providenciem o jantinho. Aviso aos meus capangas, pegando meu revólver da mesa e colocando na cintura. — Você estava tão feliz, meu amigo, o que houve? — Descobri que eu sou um i****a, mas isso não vai ficar assim.
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