Sina: Não. – negou, se aproximando. – Lamar me chamou pela babá eletrônica para pegar o Pietro porque já era hora de ele jogar e elas se ofereceram para cuidar dele. – fechou os olhos.
Any: Ai Sina, eu gosto tanto delas! – mordeu o lábio.
Sina: Eu também minha linda. – tocou os cabelos cacheados. – Mas por enquanto, ninguém pode ficar sabendo que somos sereias... Nem mesmo elas.
Any: Nem o Josh? – perguntou com um leve sorriso.
Sina: Por enquanto... – enfatizou. – Nem ele flor, ainda não dá pra confiar cegamente, com o passar do tempo se você sentir essa confiança, você conta. – Any assentiu. – Agora vamos entrar na água.
As três sorriem e tiram a roupa, assim que mergulham na piscina suas belas pernas se transformam em três lindas caudas brilhosas.
Any: Eu voltei a ser sereia! – sorrindo emocionada, olhando sua cauda. – Ai que saudade que eu estava sentindo da minha cauda azul! – acariciando a cauda. – Minha cólica até parou. – riu.
Sina: Eu não disse?! – piscou.
Any: Sina, eu não estou entendendo mais nada. – coçou a nuca confusa, assim que pararam para descansar.
Sina: Como assim, estrela?
Any: Porque só agora eu me transformei em sereia? – indagou, brincando com a água. – Porque só aqui, nessa piscina?
Sina: Por que, apenas nos transformamos em água salgada. – respondeu. – Eu não entendo muito bem, mas essa foi uma das primeiras coisas que eu notei quando vim parar aqui. – sorriu saudosa. – Portanto não se preocupe em tomar banho na frente dos outros, só peço cuidado quando for entrar no mar, porque a transformação é imediata. – Any assentiu, entendendo.
Any: Mas o meu corpo mudou muito, eu não sei o que é essa conchinha que eu tenho entre as pernas, esse sangramento todo...
Sina: Fora do mar nós somos como qualquer outra mulher. – explicou. – Nós menstruamos, transamos, respiramos, engravidamos, andamos, bebemos água e fazemos tudo que qualquer pessoa normal faz.
Any: Menstruação é isso que eu tenho, não é? – ergueu a sobrancelha.
Sofya: Sim Any. – sorriu e olhou Sina. – Acho que está na hora de ensinarmos algo a ela. – mordeu o lábio, olhando a menina.
Sina: Tem razão Sofya. – sorriu de lado. – Bem Any, menstruação é um período em que a mulher tem uma espécie de hemorragia mensal, isso dura cerca de três ou quatro dias, exatamente todo o mês você vai menstruar e vai sangrar durante três ou quatro dias seguidos, nesse curto período haverá as cólicas e outras irritações, como o mau humor.
Any: E o negócio do transamos? – recordou e as duas loiras riram.
Sina: Bom, isso você já deve ter feito com o Josh não é? – perguntou confusa.
Any: Não sei, acho que sim. – coçou a cabeça, confusa. – Não seria melhor, vocês me explicarem primeiro para eu saber se fiz ou não?
Sofya: Tem razão, explica aí Sina!
Sina: t*****r, f********o e fazer amor é a mesma coisa, ou seja, são carícias, beijos, prazer imenso, toques e quando o cara introduz o pênis na nossa conchinha. – explicou desta forma para ela entender.
Any: A conchinha que fica entre as nossas pernas? – arregalou os olhos. Sina assentiu. – E o que é pênis?
Sina: Pênis é uma coisa que os homens têm no lugar da conchinha. – fez o tamanho com os dedos. – Mais ou menos desse tamanho.
Any: Oh! – pôs a mão na boca. – É a vara! – deduziu e Sofya e Sina se olharam. – O Josh tem uma vara bem grandona! – contou, deixando as amigas vermelhas diante das revelações da "sua bebê".
Sina: Isso mesmo Any! – deu um amarelo sorriso. – Então quer dizer que você já fez? – engoliu o seco, imaginava que Joshua não perderia tempo.
Any: Não, o Josh nunca colocou a vara na minha conchinha, uma vez ele colocou o dedo e doeu muito. – pensativa. – Mas agora eu sei o motivo de eu ter gostado tanto quando ele tocou na minha conchinha, é tão gostoso. – sorriu corada, as outras duas também sorriram. – Mas e gravidar? – falou a palavra errada, mas elas entenderam.
Sina: É engravidar Any. – corrigiu, rindo. – Ou seja, ficar grávida. – sorriu de lado. – É a coisa mais maravilhosa que pode acontecer com uma mulher, é quando um bebê começa a crescer na nossa barriga.
Any: Na nossa barriga? – pôs a mão na boca. – Igual as baleias?
Sina: Isso mesmo. – apoiou a mão no queixo. – O Pietro ficou na minha barriga por nove meses.
Any: E você o engoliu? – arregalou os olhos. – Que feio Sina e olha que a sua boca não é tão grande quanto às das baleias! – dizia chocada.
Sina: Não Any, sua maluca! – rindo sem aguentar. – Os homens colocam os bebês na nossa barriga, não engolimos nada. – explicou. – Eu fiquei grávida e ele nasceu nove meses depois!
Any: Ah, e eu estou grávida? – perguntou animada. – Quando eu vou dar cria Sina?
Sina: Não, você é virgem. – a conteve. – E aqui não usamos o termo "dar cria" meu bem.
Any: Virgem? – perguntou se sentindo cada vez mais enrolada.
Sofya: Sim, você é virgem porque ainda não fez sexo! – explicou, lhe dando um beijinho.
Any: Ah. – desanimada. – E f********o é aquela historia da vara e da conchinha não é? – as duas assentiram. – Se eu quiser posso ficar aqui o resto da vida?
Sofya: Sim, mas tem uma condição.
Any: Que condição?
Sina: Nós conseguimos ficar sem o mar durante um ano seguido, apenas um ano. – suspirou. – Depois temos que voltar.
Any: Como assim? – ainda confusa. – Daqui a um ano eu tenho que voltar para o mar pra sempre?
Sina: Não, não é pra sempre Any. – negou com a cabeça. – Apenas enquanto dura a reclusão.
Any: Mas e se não voltarmos para o mar?
Sofya: Morreremos! – coçou a nuca.
Any: E quanto tempo dura essa reclusão? – franziu a testa.
Sofya: Um mês. – mordeu o lábio.
Any: E como saberemos quando estiver na hora?
Sina: Nossas pernas doem, sentimos calafrios e muito frio. – enumerou. – E também nós começamos a nos transformar em peixe, mesmo fora do mar. – Any arregalou os olhos. – E como peixes não sobrevivem fora do mar, nós temos que ir. – suspirou pesadamente. – Como Sofya e eu sempre íamos por causa de você, nunca precisou que cumpríssemos a reclusão, mas como está aqui em cima é melhor não voltarmos para lá e ficar o ano inteiro aqui. – sorriu de lado, feliz em poder ficar em casa. – Claro que de vez em quando podemos dar um mergulho, mas acho melhor cumprirmos a reclusão.
Any: Mas e o seu filhinho? – ergueu a sobrancelha. – E o Lamar? – Sina suspirou. – Vai conseguir ficar longe deles por um mês?
Sina: É muito difícil para eu ter que me separar deles. – triste. – Mas tem que ser, é o melhor a se fazer, daqui a um ano regressamos para o mar, querendo ou não. – as olhou.
Sofya: Mas pensem pelo lado bom, é apenas um mês e também temos os nossos amigos no mar! – tentando animar. – É tipo uma viagem anual que temos que fazer.
Any: É. – pensativa. – Pensando bem, não é a morte! – suspirou.
Sina: O único problema sou eu ficar longe dos meus amores! – derramando algumas lagrimas. – Meu filho nunca ficou tanto tempo longe de mim e saber que daqui a um ano eu terei que deixá-lo não é algo muito animador. – mordeu o lábio.
Any: Ele não pode ir com a gente?
Sina: Não. – disse obvio. – Ele até nada, tão bonitinho, peladinho naquela piscininha. – babando ao lembrar-se da cena. – Mas jamais, ele não aguenta um mês no fundo do mar.
Any: Se eu ou a Sosô, tivermos um filhote igual o seu, ele vai nascer peixe? – perguntou pensativa.
Sina: Não, não vai. – sorriu. – Até por que foi concebido por humanos. – recordou. – Somos normais fora da água. – Any assentiu. – Agora vamos sair? Temos que voltar para o jardim.
As três foram até a escadinha e subiram.
Any: Isso é incrível – olhando para as pernas, que antes era cauda. – Mas eu ainda estou preocupada. – soltou o ar.
Sina: Com o que? – ergueu a sobrancelha.
Any: Com o Joaquim. – suspirou entristecida. – Eu não o encontrei, será que aconteceu algo grave com ele?
Sina: Não Any, fica tranquila. – tocou o ombro dela. – O mar é enorme, ele com certeza está bem e vocês apenas se desencontraram. – sorrindo. – Vamos nos vestir!
As três se vestiram e com todo o cuidado, saíram sem serem vistas.
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Joalin: O Pietro já dormiu Lamar. – chegando com o pequeno nos braços. – Sabina e eu somos ótimas babás. – gabou-se.
Lamar: Valeu meninas. – levantou e pegou o bebê. – Escutem, onde está a Sina e as outras? – perguntou, olhando para os lados.
Sabina: Ela ficou dando um remedinho para a Any. – contou. – Parece que a dor de cólica estava forte.
Josh: A Any ainda está com dor? – perguntou preocupado.
Joalin assentiu.
Lamar: Bem, eu vou levar o Pietro para o quarto dele, só um minutinho. – saindo com o filho.
Assim que Lamar sai, Sina, Any e Sofya voltam.
Sina: Pronto, a Any já está bem melhor da cólica. – contou sorridente.
Josh: O que aconteceu? – as olhou estranhamente. – Porque vocês estão molhadas?
Sina: Nada Joshua. – deu um sorrisinho amarelo. – Acontece que a tomamos um banho por causa do calor, é verão, sabe não é? – deu uma piscadela.
Josh: Estamos no outono. – as encarou e as três se entreolharam.
Any: Mas eu estava com calor. – sussurrou, olhando para o chão.
Alex: Está bem, já chega de perguntas. – rolou os olhos. – Elas tomaram banho, nada demais!
Sofya: Isso mesmo gatinho! – sentou no colo do namorado e lhe dando um selinho.
Sina: Cadê o Lamar e o bebê? – ergueu a sobrancelha, confusa.
Noah: Foi levar o Pietro para cama.
Joshua olhava a cena, pensativo, aquelas três estavam muito esquisitas e ele estava muito encabulado.
Josh: Vamos amor? – perguntou, se levantando. – Já está ficando tarde e amanhã cedo todos nós trabalhamos.
Any assentiu e ele pegou sua mão.
Bailey: Eu também estou indo! – anunciou, também levantando. – Vamos Joalin?
Joalin: Vamos amor. – sorriu.
Noah: Qual é negada? – falou, tomando um gole de uísque. – Fiquem mais um pouco!
Josh: Não dá cara, amanhã a tia Lurdes vai começar a trabalhar lá em casa e eu tenho que acordar mais cedo que o normal.
Alex: A tia Lurdes vai trabalhar na sua casa por quê? – perguntou confuso.
Josh: Para fazer companhia para a Any. – sorrindo a ela. – Não é princesa?
Any afirmou com a cabeça.
Alex: É, realmente não tem pessoa melhor para exercer essa função, a tia Lurdes cuidou da gente desde que éramos pirralhos. – relembrou sorrindo.
Sofya: Ai que fofo, meu gatinho! – apertando as bochechas de Alex.
Alex: Minha xuxuzinha! – dando um selinho na namorada.
Noah: Eca, o mel já está até escorrendo! – fez careta.
Sabina: Senhor Urrea! – chamou, estalando os dedos. – E nós não vamos embora não? – cruzou os braços. – Amanhã eu tenho que trabalhar e a Sina quer descansar!
Noah: Calma morena se quiser eu te levo. – a abraçou pelos ombros. – Agora cortamos o lance do "senhor", ok? – deu um sorrisinho insosso.
Sabina: Vou pensar. – deu um sorrisinho debochado, amava irritá-lo.
Josh: Então eu já vou indo, vamos meu amor? – coçou a nuca.
Any: Vamos! – assentiu. – Tchau gente! – deu tchau e todos retribuíram. – Sina? – a loira a olhou. – Vamos nos ver de novo não é? – mordeu o lábio.
Sina: É claro que sim, sempre eu vou te visitar. – a acalmou com uma piscadela.
Desta forma Any e Joshua se despediram e foram embora.
Assim que chegaram em casa, tomaram um banho e ficaram namorando na cama.
Any: Josh. – chamou, interrompendo o beijo que estavam trocando. – Você vai trazer uma senhora pra cuidar de mim?
Josh: Vou minha princesa, você não quer? – tocou uma mecha do cabelo dela.
Any: Ela é boazinha? – perguntou receosa.
Josh: Sim, a tia Lurdes cuidou de mim desde os três anos. – explicou, se apoiando nos cotovelos. – Ela sempre quis trabalhar aqui, mas como eu nunca quis empregados, ela não veio.
Any: E você tem quantos irmãos? – pôs o cabelo atrás da orelha.
Josh: Dois. – ergueu a sobrancelha. – Savannah e Alex.
Any: Bom, o Alex é bem legal, gostou de mim. – pensativa. – Mas e a outra?
Josh: Minha irmã é muito problemática. – fez careta. – Ela é muito mimada e arrogante, provavelmente não vai gostar de você, afinal ela não gosta de nenhuma garota que eu saio. – explicou. – Bem, nem todas, ela é a muito amiga da Magá.
Any: Só da Gagá? – mordeu o lábio, triste. – Então ela vai me odiar.
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