Capítulo 09

2458 Palavras
Josh: Minha linda não fica assim. – deu um beijinho no ombro dela. – Nem a minha irmã, nem a Magá e nem ninguém vai te chatear viu? – pincelou o nariz dela, que sorriu. – Ela também não gosta da Sofya, não gosta da Sina, não suporta a Joalin. – enumerou, fazendo Any se chocar. – A Sabina ela ainda não conhece , mas quando conhecer creio que vai ter alguma implicância também. – deu de ombros. – Então o problema não é com você e sim com ela. – sorrindo e beijando os cabelos cacheados. – Não fica assim. Any: Tudo bem. – assentiu sorrindo. Josh: Você se deu muito bem com as meninas não é? Any: Sim. – se sentiu. – A Sosô e a Sina eu já conhecia. – olhou as unhas. Josh: E pode me contar como as conheceu? – a olhou, tentando entender um pouco de toda aquela inocência. Any: Ah... – franziu a testa, não era boa com mentiras, por isso omitir algumas coisas seria o melhor a se fazer. – Antes de eu vir pra cá, eu morava em um lugar isolado, era uma ilha bem distante daqui. – gesticulou. – Daí elas iam me visitar para levar comida e outras coisas, todas nós éramos de lá. – explicou. – A Sina veio primeiro, daí a Sofya veio depois, eu fiquei lá até nascerem s***s em mim. Josh: Que interessante. – ele sorriu, por fim entendendo. No tempo que estudava ouviu falar sobre pequenas aldeias isoladas no mundo, só não imaginava que as mulheres de lá fossem tão atraentes. Seria um bom lugar para passar as férias. – Mas falando em s***s, que belos melões que você tem, não é gata? – levantando a blusinha dela e descobrindo-os. – Delicia! – dando uma pequena lambida e em seguida chupando um deles. Any: Josh... – sorriu, com a voz fraca. – Não Josh... – quase em um sussurro. Josh: São apenas uns amassos, eu prometo. – beijando-lhe os doces lábios, em um beijo intenso e cheio de amor. – Eu não vejo a hora de provar você! – dando um selinho demorado em seu pescoço. – Sentir o seu corpo. – dando outro, do outro lado. – Penetrar você! – beijando novamente seus lábios. – Você é tão gostosa! – sussurrou. Any: Mas o que você quer fazer comigo Josh? – saindo dos amassos dele. – É o negocio com a vara? Josh: Hein? – ergueu a sobrancelha, sem entender. – Vara? – sorriu safado. – Sim, digamos que eu vou usar a minha vara. – voltou a beijá-la. Any: Por quê? – inocente. – Por que você quer colocar a sua vara na minha conchinha? Josh: Porque eu tenho certeza que você vai adorar ter a minha vara na sua conchinha. – respondeu, achando graça da inocência dela. – Mas relaxa, na hora certa fazemos isso. – ela concordou com a cabeça, ainda confusa. – Agora vem aqui... – puxando-a para outro beijo delicioso e outros amassos ousados, até que Any dorme e acaba com a sua alegria. ¨¨¨¨ Enquanto isso, Sina e Lamar tinham acabado de se despedir de Noah e Sabina, foram ver Pietro e assim que saíram do quarto do pequeno, Lamar a chamou para uma conversa. Sina: Algum problema meu bem? – ela perguntou, acariciando as costas do marido. Lamar: Não, nenhum. – a acalmou. – Só que me diga de onde conhece a Any? – perguntou e viu a esposa se retesar de leve. Sina: Ah. – franziu a testa. – Eu a conheço desde que éramos meninas. – respondeu sorrindo nervosa. Lamar: E eu mais do que ninguém, sei que você nasceu e se criou no mar! – ergueu a sobrancelha e sentou-se na cama, chamando-a para sentar ao seu lado. – Sabe que pode confiar em mim... A Any, ela também veio do mar? Ela é uma sereia como você? – perguntou, fazendo-a olhá-lo nos olhos.  Sina tentou recuar, mas viu que não dava. Sina: É Lamar... – soltou o ar. – A Any é uma sereia, assim como eu. – confessou. Lamar: Eu sabia! – sorrindo de lado. Sina: Porque está sorrindo? – arqueou a sobrancelha. Lamar: Porque assim que eu a vi, descobri que ela era diferente, os olhos, a boca... – pensativo. – É linda demais para ser uma mera humana. Sina: Se acalma aí, que eu vou acabar ficando com ciúmes da minha melhor amiga! – sorriu de lado. Lamar: Se acalma linda, eu te amo! – garantiu, dando um beijo nela. – E pelo jeito não foi o Alex que nos apresentou a Sofya, pelo menos não pra mim. – cruzou os braços. – Afinal a Any tem um colar igual ao dela e tanto você quanto ela ficaram muito felizes ao vê-la. – deduziu, de maneira inteligente. Sina rolou os olhos. Sina: Ah... – pôs a mão na testa. – Ela também é uma sereia Lamar! – grunhiu, vencida. Lamar: Sina, não tem o porquê você esconder nada de mim amor! – acariciando o rosto preocupado da esposa. – Por que não me contou a verdade sobre a Sofya? Porque fingiram que não se conheciam quando o Alex a apresentou? Sina: Achei que seria o melhor para ela, ainda estava assustada com a coincidência e também estava confusa com a superfície. – lembrou-se da confusão que Sofya tinha se metido quando saiu do mar. A loira tinha sido detida por andar pelada na praia e Alex estava na delegacia para prestar um boletim de ocorrência a respeito de um assalto ao qual levaram seu carro e tudo o que estava dentro. Ao vê-la tão assustada ele tratou de ajuda-la e pagou sua fiança, daí não demorou e logo os dois estavam apaixonados. Sina: E também isso é um problema dela. Lamar: Eu sei, mas não acha que temos que falar a verdade para o Josh e para o Alex? – ergueu a sobrancelha. Sina: Não Lamar! – disse apavorada. – Não fala pra ninguém, por favor! – implorando. – Sofya não me perdoaria! Lamar: Está bem, se acalma Sina. – tocou seus ombros, na tentativa de acalmá-la. – Eu apenas acho que eles deveriam saber. – disse simples. Sina: Ai amor. – abraçou o próprio corpo. – Eu tenho medo que o Joshua faça a Any sofrer, você não imagina o quanto eu tenho medo. – dizia receosa. Lamar: Porque você acha isso? Sina: Porque nós dois sabemos como o Joshua é! – o olhou irônica. – Ele só quer saber de sexo. – enfatizou. Lamar: E porque você tem medo? – sem entender. Sina: Acontece que a Any é muito sentimental... – umedeceu os lábios. – Acredita que uma vez ela jurava que estava apaixonada por um polvo? – ri abobada. – Depois eu tive que explicar a ela que não dá para se relacionar com um polvo. Lamar: Polvo? – rindo. Sina assentiu. – Que coisa. Sina: A Any pode se apaixonar por ele, com muita facilidade inclusive. – murmurou. – Disse também que ele já está tentando ter relações com ela, fica lhe tocando. – passou a mão na nuca. – Se ele apenas quiser sexo e lhe descartar logo depois, vai machucá-la muito, em todos os sentidos. – enfatizou. Lamar: Eu pensei que já tinham feito. – estranhou. – O Joshua não é muito de esperar mulher. Sina: Não fizeram, ela é virgem. – disse esfregando as mãos. – Eu também estranhei bastante, mas não achei nada r**m. Espero que quando chegue a hora, ela não sinta muita dor. – falou aflita, com pena de sua pequena. Lamar: Bom, quanto a isso eu não sei. – suspirou, tirando a gravata. – Mas quando chegar o momento dela, o Joshua pode tratá-la muito bem, ninguém sabe Sina. Sina: Talvez, mas nós dois sabemos que o Joshua gosta de tratar as mulheres como lixo! – olhou o marido. – Lembre-se que ele mesmo diz isso. Lamar: Vai ver ele sinta algo diferente por ela, e se caso transarem ele pode até assumi-la, nunca se sabe meu amor. – coçou a nuca. – Eu posso garantir que nunca vi o Joshua sendo tão atencioso com uma mulher, como está sendo com a Any agora. Sina: Eu não sei. – negou com a cabeça. – O que eu sei é que não quero ver a Any chorando pelo Josh, eu já vi mulheres se matarem por ele. – agoniada. Lamar: Nossa! – ele dizia chocado com o instinto materno da esposa. – Você deve gostar muito da sua amiga não é? – sorrindo de lado. Sina: A Any é como se fosse minha filha. – explicou. – Eu cuidei dela desde bebezinha. Lamar: Desde bebê? – arregalou os olhos, em choque. – Quantos anos ela tem? Sina: Apenas dezoito anos. – sorriu de lado. – Sofya e eu somos seis anos mais velhas do que ela. Lamar: Nossa, ela é muito novinha. – sorrindo admirado. – E como vocês a encontraram? Sina: Estávamos brincando em algumas pedras... – ela começou a contar e as imagens se formaram outra vez em sua mente, mesmo com o passar dos anos era algo impossível de esquecer. FLASHBACK/ON Sina: Você é muito mole Sosô! – riu, molhando a própria cauda. Sofya: Sou nada! – disse franzindo os olhos, devido ao sol. – Acontece que eu estava olhando aquele barco. – apontou curiosa. Sina: Ai é mesmo! – se alarmou. – Se esconde antes que te vejam! – se escondendo atrás das pedras. As duas loirinhas ficaram observando com curiosidade e viram que do barco saiu uma mulher com um chapéu de praia e enormes óculos de sol. Não dava de ver seu rosto, mas dava para ver que estava segurando um bebê. Sofya: Olha Sina, tem um filhote no colo dela. – apontou. Sina: É. – assentiu, sem tirar os olhos. – O que será que ela vai fazer com ele? Sofya: Não sei, vamos prestar atenção. – arqueou o cenho. A mulher saiu do barco com o bebê e foi para a beira da praia, o colocou em uma cesta enorme e pôs a cesta em cima da areia. – Você já me serviu em tudo o que tinha que servir monstrinha! – a mulher dizia ao bebê. – Ganhei muito dinheiro te vendendo para aquele cientista te modificar, então fique bem, se é que é possível. – olhando a neném que agora tinha o dedinho na boca. – Sim, o seu pai vai me matar, mas basta dizer que você foi roubada e eu não tive chance de defesa. – deu um pequeno risinho. – E também o seu pai que se dane, ele não pensou em mim na hora de me enganar com aquela vagabunda, não é? – disse amargurada, lhe fazendo parar de chupar a mãozinha. – Adeus! – deu um beijo extremamente frio na testinha da criança e a deixou ali, sozinha. A pequena chorava muito, mas nada comovia a mãe, já que a mulher estava dentro do barco, saindo dali. FLASHBACK/OFF Sina: Sofya e eu nos aproximamos dela, estava chorando tanto coitadinha. – já derramava algumas lágrimas. – A pegamos no colo e ela parou de chorar. – sorriu em meio a lagrimas. – Dentro da cesta tinha uma caixa, nessa caixa tinha um papel com informações sobre ela e um colar, que é o que ela usa até hoje. Assim que vimos o colar, entendemos que ela era uma de nós, por isso a mãe não a quis. Lamar: Nossa, que historia. – suspirou pesadamente. – Que tipo de mãe faz isso com um bebê de...? – olhou a esposa. Sina: Ela tinha dois meses na época. – respondeu, deixando-o ainda mais perturbado. – No papel dizia que ela fazia aniversário em seis de dezembro. Lamar: Então faz pouco tempo que completou dezoito anos. – se chocou. Sina: Agora que ela já é uma moça feita, eu fico imaginando o que iria acontecer se Sofya eu não tivéssemos cuidado dela. – enxugou as lágrimas. – Provavelmente a pobrezinha morreria. Lamar: Certamente... – abraçando-a com carinho. Sina: Quando estava chorando de madrugada, nós ficávamos muito nervosas, porque éramos criança, não sabíamos o que fazer com um bebê e o chorinho dela doía tanto, sabia que ela estava com fome, mas não sabia o que dar a ela. Lamar: E o que vocês fizeram pra ela comer? Sina: Não tinha o que fazer, demos água de coco. – deu um leve sorriso. Lamar: Água de coco? – arregalou os olhos. – Mas ela não sentia fome? Sina: Isso mesmo pode acreditar! – deu uma pequena risada. – Ela só tomava água de coco. Lamar: E quando foi crescendo? Sina: Quando foi crescendo começou a comer frutinhas moles, como banana, mamão, abacate, manga... – lembrou nostálgica. – Ela era uma graça, se lambuzava toda. Lamar: Lambuzava não, se lambuza, no presente. – enfatizou, lembrando-se de como a ela comia na hora do jantar. Sina: Ela nunca aprendeu a comer. – sorrindo – Sofya e eu não sabíamos. Lamar: Nossa meu amor, eu nunca imaginei que você praticamente tinha criado a Any. – ele suspirou, entendendo por fim todo aquele instinto materno. – Não dá para acreditar. Sina: É por essas e outras que eu não quero que ela sofra, ela já sofreu tanto na vida. – secando as lágrimas. – Eu não quero que o Joshua a machuque. Lamar: Não acho que ele seja capaz de fazer m*l a ela, é praticamente uma menina. – contou pensativo. Sina: Por favor, Lamar! – olhou o marido. – Eu não quero que nada disso que conversamos saia daqui, ouviu? Lamar: Tudo bem, mas um dia, eles vão ter que saber. – beijou a mão dela. Sina: Mas elas duas vão se encarregar disso. – enfatizou e ele assentiu. ¨¨¨¨ No dia seguinte. Joshua acorda com o barulho da campainha tocando, olha pra Any que dormia abraçadinha com ele e vê que ela nem se movia. Realmente tinha um sono muito pesado, levantou e foi atender a porta. Lurdes: Oi meu fofinho! – apertando as bochechas de Joshua e lhe dando um beijinho no rosto. – Titia Lurdes chegou! – sorrindo animada. Josh: Oi tia Lurdes, que bom que veio. – dando espaço para ela entrar. – Entra! –sorrindo. Lurdes: Pelo jeito eu vou ter que fazer o café. – se dirigindo até a cozinha. – Então amado, enfim aceitou que eu viesse cuidar de você! – contou satisfeita. – Cuidar do meu bebê! Josh: Tia, eu já tenho vinte e três anos, por Deus! – rindo e negando com a cabeça. – Mas quero que faça companhia para a Any. – informou.
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