Capítulo 10

2134 Palavras
Lurdes: Hm, vamos ver. – franziu a testa. – Outra namorada? – sorriu empolgada, ele assentiu, coçando a nuca. – Mas ainda não entendo filho. Josh: É tia, acontece que ela morou a vida inteira em uma dessas tribos isoladas e não sabe nada. – explicou, deixando Lurdes confusa. Lurdes: Tribo isolada? – sorriu ainda sem compreender. – E ela é sua namorada? Josh: Não pense que ela parece uma mulher das cavernas, por Deus. – explicou de pronto. – Ela é uma tremenda gostosa. – sussurrou. – O problema é a falta de tato, não sabe o que são algumas coisas, pra que serve isso ou aquilo, enfim. Lurdes: Quanto a isso não se preocupe. – tocou o ombro dele, o tranquilizando. – Eu vou ajudá-la no que ela precisar, mas onde ela está? – cruzando os braços. Josh: Ainda está dormindo, mas se quiser eu vou acordá-la. – apontou o corredor. Lurdes: Não, pode deixá-la dormir filho. – negou com a cabeça. – Enquanto você se arruma eu vou preparar um café da manhã bem gostoso. – piscou sorrindo. Josh: Valeu tia. – a abraçando. – Eu sabia que podia contar com você. Lurdes: Ah filho, imagina. – disse dando de ombros. – Sempre poderá contar com o meu apoio. Josh: Bom, eu vou tomar um banho pra ir para a empresa. – sorriu de lado. – Seja bem vinda ao meu humilde lar! Lurdes: Muito humilde por sinal. – gargalhando e o fazendo gargalhar junto. – Vai logo porque senão vai se atrasar! – dando uma tapa na b***a dele. – Como isso cresceu hein? – arregalou os olhos. Josh: Muito engraçado! – rolou os olhos e sumiu corredor adentro. Lurdes: Esse menino. – falando para si mesma enquanto balançava a cabeça negativamente. Any acordou eram oito e vinte da manhã, saiu bocejando e viu Lurdes na sala, limpando os moveis. Any: Oi. – cumprimentou, timidamente. Lurdes: Olá! – se arrumou e foi até ela sorrindo. – Você deve ser Any, acertei? – perguntou estendendo a mão. Any assentiu e apertou. – Que linda você Any. – lhe deu um beijinho. – Eu sou Lurdes, mas pode me chamar de tia Lurdes! – Any sorriu e assentiu aliviada ao ver que se tratava de uma boa mulher. – Olha, eu preparei um café da manhã esperto para você! Any: Oba. – sorrindo e sentindo seu estomago roncar. – Você é tia do Josh? – perguntou, sentando-se à mesa. Lurdes: Não, mas cuidei dele desde pequeno e dos irmãos também. – sentando junto dela, não parecia em nada com uma integrante de tribo isolada, pelo menos não fisicamente. – Daí desde sempre me chamam de tia. Any: O Josh tem muita sorte. – comendo uma torrada. Lurdes: Porque menina? Any: Porque ele tem muitas pessoas que gostam dele de verdade, tem uma família, tem amigos, tem a senhora que deve ser uma pessoa maravilhosa. – Lurdes tocou sua mão, amigavelmente. – Já eu não tenho ninguém. – concluiu com um longo suspiro. Lurdes: E os seus pais? – perguntou enquanto a servia com uma xícara de café com leite. Any: Minha mãe me abandonou quando eu era um bebê. – murmurou. – Provavelmente me rejeitou quando viu como eu era. – suspirou e Lurdes ficou boiando. – E o meu pai eu nem sei. – deu de ombros. Lurdes: E como você era? Any: Hm... – viu que tinha dado uma mancada e tratou de concertar. – Acho que eu era um bebê muito chato. – sorriu disfarçando e Lurdes riu. – Mas eu tenho duas amigas. –fazendo dois com os dedos. Lurdes: E quem são elas? – perguntou sorrindo. Any: Sina e Sofya. – respondeu orgulhosa. – Conheci a Joalin e a Sabina também. Lurdes: Acabou de ganhar mais uma. – piscou e Any a olhou, confusa. – Eu! – sorrindo e dando um abraço nela. Any: Jura? – sorriu com os olhinhos brilhando. Lurdes: É claro meu amor. – tocou os cabelos dela. Any: Estou feliz por ter uma nova amiga. – animou-se. – Sabe? Eu amo muito os meus amigos, mas eles não suprem a falta da minha família. Lurdes: Eu sei menina, entendo perfeitamente... – sussurrou. – Eu também não tenho família. – colocando a mão na nuca. Any: E a família do Josh? – confusa. Lurdes: Sempre me trataram como um m****o da família, apesar de ser apenas uma empregada. – sorriu de lado, lembrando-se com carinho da família Beauchamp. – Dona Úrsula nunca permitiu que me faltassem com o respeito. Any: A mãe do Josh é linda e muito legal. – comentou, recordando-se da simpatia da mulher. Lurdes: Dona Úrsula é uma pessoa excepcional, eu a admiro muito. – também elogiou. Any: Eu gostei muito dela. Lurdes: Não tem como não gostar. – pincelou o nariz dela. – Agora vamos comer, antes que esfrie. – Any assentiu e comeu tudo como sempre. Lurdes apenas sorria enquanto a olhava comer, ela se alimentava muito bem, mas com um pouco de pressa, um pouco não, um muito, era muito engraçadinha e um amor de pessoa. Está certo que era um pouco m*l educada à mesa, mas isso se resolveria fácil. ¨¨¨¨ Enquanto isso, na mansão Beauchamp, Úrsula e Ron estavam esperando Savannah chegar, o que não demora a acontecer. Úrsula: Filha. – sorriu, voando em cima da filha para abraçá-la. Savannah sempre vivia viajando pelo mundo, mas nunca tinha ficado tanto tempo longe de casa. Decidira voltar de Paris de uma hora para outra, o que deixou a mãe confusa e muito alegre. Savannah: Ai mamãe! – resmungou irritada. – Sai de cima! – se soltou. – Parece que nunca me viu... – limpando os beijos. Úrsula: Olha lá como fala comigo Savannah, eu ainda sou a sua mãe! – a olhou, irritada. Ron: Deixa a menina, Úrsula. – se levantando. Ron Beauchamp  Savannah: E você pai? – ergueu a sobrancelha, rolando os olhos. – Não vai me abraçar não? Ron: Se é para você me tratar como trata a sua mãe, eu prefiro não fazer isso. – dá um beijo na testa dela e sai, deixando a filha com cara de tacho. Savannah: E assim que dizem sentir minha falta? – apontando o pai saindo. Úrsula: Quem te entende hein Savannah? – olhou a filha, negando com a cabeça. – Você conhece o seu pai, além do mais você é a única responsável por isso. Savannah: m*l eu chego e você já me enche de bronca mamãe? – perguntou, cruzando os braços. Úrsula: Desculpa meu amor. – se aproximou dela e tocou seus cabelos. – Como foi de viagem? – sorriu de lado, feliz por ver a filha. Savannah: Foi normal, mas onde está todo mundo? – perguntou confuso. – O Joshua e o Alex, onde estão esses estúpidos? Úrsula: Joshua e Alex, não moram mais aqui. – suspirou. Savannah: Não? – ergueu a sobrancelha, Úrsula negou. – E agora? Em quem eu vou colocar a culpa das minhas bagunças? Úrsula: Você não muda filha. – riu. – Já vai completar vinte anos e continua agindo como uma criança. Savannah: Nem ligo. – deu de ombros, se jogando no sofá. – Mas me fala mamãe... – olhou a mãe, interessada. – E o Bailey? – sorriu, com o olhar apaixonado. Úrsula: O Bailey está namorando a Joalin. – respondeu receosa. Savannah: Hã? – ergueu a sobrancelha. – Como assim namorando a estúpida da Joalin? – negou com a cabeça. – Sabia que todo aquele grude deles dois me traria problemas! – sussurrou quase inaudível. Úrsula: Isso mesmo. – assentiu. Savannah e Bailey tiveram um rápido namoro há alguns anos atrás, mas nunca pensou que a filha continuasse se importando com o que Bailey fazia. Savannah: Que decadência. – fez uma careta escrota. – E o Alex? Ainda está de caso com a tal Sofya? – ergueu a sobrancelha. Úrsula assentiu. – Meu Deus, o que deu nos homens? Estão completamente malucos! – rolou os olhos. – Mas e o meu irmãozinho preferido como vai? Úrsula: O Joshua também está namorando. – sorrindo feliz. – E pelo jeito é sério! Savannah: Enfim, a Magá conseguiu segurar o meu irmão! – também sorriu feliz. Úrsula: Não, não minha filha. – negava veemente. – O Joshua não está namorando a Magá. Savannah: O que? – olhou a mãe, estranhamente. – Como assim? E ele está namorando sério com quem? Úrsula: Ele está namorando a Any. – sorriu, com os olhos brilhando ao se lembrar na doçura da menina. – Ela é um amor de pessoa. Savannah: Não acredito! – negava com a cabeça. – Do que adiantou tudo aquilo? – passou a mão no rosto. – Eu praticamente me humilhei para o meu irmão ficar com a Magá. – dizia inconformada. Úrsula: Eu entendo que a Maria Gabriella é a sua melhor amiga filha. – tocou os cabelos da garota. – Mas não é por isso que seu irmão tem que ficar com ela. – sorriu de lado. – Amanhã eu vou dar um jantar para comemorar a sua volta! – disse com um vasto sorriso. – O que acha? – perguntou animada. Savannah: Faça o que quiser. – deu de ombros e se levantou. – O Pedro já subiu com as minhas malas? – Úrsula assentiu. – Então eu vou dormir um pouco. – subindo as escadas. – Não me atrapalhe! – enfatizou antes de sumir escada acima. Úrsula: Essa minha filha. – sussurrou com um triste sorriso.  Simone se aproxima. Simone: Dona Úrsula, eu posso mandar servir o almoço? – perguntou. Úrsula: Sim, querida. – sorriu de forma simpática e se levantou. Simone: Quantos lugares senhora?  A loira olhou as escadas e suspirou pesadamente. Provavelmente Savannah, não iria almoçar. Úrsula: Dois lugares, meu filho Alex virá almoçar comigo. – piscou e se afastou. Simone: Sim, senhora. – assentiu e se retirou prontamente. ¨¨¨¨ No apartamento de Joshua, Lurdes estava preparando o almoço, quando Any aparece na cozinha toda sorridente. Any: Oi tia! – sorriu alegre. Lurdes: Oi minha flor. – também sorriu. Any: Posso te ajudar? – perguntou mordendo o lábio e sentindo um cheiro muito gostoso. Lurdes: Não precisa meu amor. – deu de ombros. Any fez um biquinho insistente. – E porque quer me ajudar? – pegando um pouquinho e provando, estava ótimo. Any: Cansei de ver aquilo. – apontando a televisão. Lurdes: Mas agorinha estava vendo desenho e estava se divertindo. – deu um risinho. Any: Eu sei. – soprou a franja. – Eu gostei muito de ver desenho, mas quero te ajudar tia. Lurdes: Tudo bem. – assentiu, vencida. – Então pega aquele livro e lê a receita da torta de chocolate pra mim. – pediu distraída. Any: Mas eu não sei ler. – suspirou envergonhada. Lurdes: Ah não precisa ficar com vergonha, minha linda. – disse arrependida. – Eu compreendo que não saiba, depois eu te ensino a ler! – sorriu empolgada. Any: É sério tia? – arregalou os olhos, também se empolgando. – Vai mesmo me ensinar a ler? Lurdes: E a escrever também! – completou, deixando a menina radiante.  Any a abraçou forte. Any: Eu m*l vejo a hora de começar a ler! – sorriu extremamente feliz. Lurdes: E eu m*l vejo a hora de começar a te ensinar. – piscou, fazendo-a rir. – Agora pega uns ovos na geladeira. – imaginando que mesmo sem saber ler ela iria querer ajudar. Any sorriu alegre e fez o que ela pediu. ¨¨¨¨ Na empresa, Joshua estava assinando uns documentos quando o seu celular toca, sorriu ao ver que era Úrsula. Josh: Pronto, mamãe. – respondeu, sorrindo. Úrsula: Sua irmã já chegou. – anunciou. Joshua rolou os olhos. – Amanhã eu vou fazer um jantar para comemorar a volta dela. – contou empolgada. Josh: Não mamãe, você esta enganada. – falou, deixando a mãe confusa. – O que nós temos que fazer é lamentar a volta dela, não comemorar. – gargalhando. Úrsula: Eu não achei graça Joshua! – rolou os olhos, rindo. Josh: Então porque está rindo? Úrsula: Porque é engraçado! – olhou as unhas, pintadas de vinho. Joshua riu. – E então? Vai vir? Josh: Tenho opção? Úrsula: Nenhuma. – Joshua rolou os olhos. – E é para trazer a sua namorada! – enfatizou. – Eu falei para as minhas amigas e elas não acreditaram que ela tem uma beleza surreal. Josh: Tudo bem. – assentiu, fechando alguns programas. – Eu vou levá-la e elas vão engolir o que disseram. – se gabou e ouviu a risada da mãe. Úrsula: Você não quer vir almoçar aqui? – perguntou. – Alex está almoçando comigo! Josh: Não mamãe. – coçou a nuca. – Eu vou almoçar por aqui mesmo, estou cheio de trabalho.
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