Pov's Megan.
LAS VEGAS.- EUA.
ALGUNS DIAS DEPOIS....
Havíamos vindo num jantinho particular. O novo território da Máfia Russa, era cidade de Las Vegas.
A boate que iríamos morar, serviria também como esconderijo.
Haviam muitos capangas presentes. Todos estavam devidamente armados.
Meus cunhados desceram dos carros, com suas receptivas esposas do lado. Eu era a única que ia mais atrás, Viktor estava bem na frente, sendo escoltado pelos brutamontes dos seguranças.
Guiava a cadeira elétrica de rodas, sendo a última a entrar no salão do lugar.
Quando adentrei, fiquei mais distante dos demais. Enquanto Irina e Giulia, andavam e reclamavam da decoração, eu ficava no meu canto, cabisbaixa.
Viktor e os seus irmãos avaliavam as strippers que estavam seminuas.
Eles davam notas e quando viam que algumas delas estavam gordas demais, mandavam os capangas levarem para o c*******o da Máfia.
Eu virava o rosto, toda vez que um deles, descartava ou fazia comentário desagradável. Eu me sentia na pele daquelas mulheres.
Viktor sacou de repente a arma, apontando para testa da stripper.
— Que morrer agora, p*****a?
O homem de temperamento frio soou agressivo, fazendo-a ficar de joelhos na sua frente.
— Por favor, chefe! Foi sem querer, prometo não fazer de novo.
— Ela tá roubando, patrão.— um dos capangas sussurrou.
— Tire essa c****a daqui, antes que eu a mate!
Viktor deu a ordem, e a mulher saiu sendo levada a força.
Ficamos ouvindo os gritos que a criatura soltava, enquanto estava sendo espancada pelos cretinos que trabalhavam para Máfia.
— Esses americanos são uns bostas!
Dmitry enfatizou, e as palavras que saiu da sua boca, era repleta de ódio.
Encolhi os meus ombros, me sentindo incluída ao comentário.
A sua esposa Irina entreolhou para mim.
— Não devemos nos misturar com essa raça.— senti a indireta no tom fino da loira.
— Não sei porque vamos viver meses da nossa vida nesse inferno.— Dmitry criticou.
— Temos que retornar para Europa, América é um lugar deplorável.— Boris declarou.
— Verdade. — sua esposa italiana concordou, num tom de nojo.
— Calem-se!— Viktor deu um grito, e todos se entreolharam.— Parem de encherem a minha paciência! Quem não está satisfeito, volte para Moscow. Agora saíam daqui!
Ele expulsou os irmãos e as cunhadas de perto e saiu andando, bravo.
Tentei chama-ló, mas fui ignorada. Ele nem sequer olhou na minha cara. Estava sem falar comigo, desde daquele dia, quando não resolvi o acompanhar na sua nomeação de chefe.
Todos saíram do salão, me largando sozinha.
Fui até próximo da escada, na cadeira de rodas. Fiquei encarando os degraus, eram inúmeros.
Lá de cima, Viktor encarou, me vendo embaixo.
Ele cochichou algo para o segurança:
— Cadê o elevador?
— Não tem ainda, chefe.
— Como não tem?!!!— seu tom ficou bravo, enquanto fechava a mão em punho.— A minha esposa é cadeirante. Como ela vai subir?
— Ah, patrão, não sabíamos.— o outro alegou.— Têm os quartos dos funcionários no fundo, podemos separar um para ela, patrão, até o elevador ser consertado.
— Seu filho da p**a, acha mesmo que a minha mulher vai ficar num quartinho de funcionário?— ele se irritou, segurando na gola da camisa do indivíduo, que estremeceu de medo.— Arrume um jeito de ajeitar isso logo!
—Se o chefe der permissão, podemos trazê-la.
— Não, eu mesma a busco.
Viktor veio descendo as escadas, e logo me tirou da cadeira de rodas, pondo-me em seus braços.
Envolvi os braços em volta do seu pescoço. Conforme subia, meus olhos estavam vidrados em seu rosto. Eu era preenchida pelo cheiro do seu perfume forte, que inalava nas minhas narinas.
Uma das portas do quarto foi aberta.
Meu marido me colocou cuidadosamente em cima da cama de casal.
E assim que fez tal ato, se virou para se retirar.
– Viktor.— o chamei, e bruscamente parou.
Ele não olhou para minha direção à princípio, como se pensasse se continuaria ou não me dando gelo.
No entanto, quando seu corpo se virou para mim... é como se tirasse armadura de durão e amolecesse.
— Fale, Melanie.— seu tom rouco percorreu impaciente.
— Poderia me levar até o banheiro?— pedi, receosa, com medo de levar um não.— Por favor.
Ele demorou a sair do canto, relutante, mas suas íris claras me olhavam com pena.
Daí resolveu voltar e me pegar novamente nos braços.
— Mais uma entrada que esses incompentee vão ter que ajeitar.
O escutei reclamar, por reparar o quanto era estreita e não daria para passar a cadeira de rodas.
Viktor me colocou perto da pia, e tentei me manter em pé, mas não conseguia ficar sozinha. Eu estava sendo segurada pelos seus braços. Se caso me soltasse, eu cairia no chão.
Comecei a vomitar na pia, estando muito enjoada.
— Temos que contratar uma cuidadora para você, Melanie— escutei.
Logo o fitei, sentida.
— Eu não sou uma inválida.— declarei.
— Eu não posso cuidar de você.— ele falou, enquanto nos olhávamos.
— Então por quê continua casado comigo?— interroguei, vendo-o mudar a fisionomia. Seus olhos ficaram em conflito, e ocorreu o silêncio...— Você se culpa de eu está assim...— focalizei nas minhas pernas imóveis.— Porque aquele tiro era para ser em você, Viktor, mas eu me coloquei na frente. Quem era para está paraplégico agora, era para ser você, e não eu.
Ele foi afastando as mãos da minha cintura lentamente...
— Vai me deixar cair?— desafiei, o testando, se de fato teria coragem.
E quando eu estava quase me desequilibrando, fui amparada, e seus braços me seguraram firmemente.
— Eu nunca te deixaria cair, Melanie — a voz rouca do Viktor ecoou, enquanto mantinhamos a troca de olhar.— Você é a minha esposa, a mulher mais poderosa da Máfia.— ouvi a declaração.
Senti vontade de revelar que estava grávida naquele momento. No entanto, desisti, quando escutei:
— Se não quer uma cuidadora, terá que se virar sozinha. E terá que aprender a se vestir melhor, pegue umas dicas com Irina e Giulia, você não pode andar igual uma mendiga, Melanie. — seus olhos grandes analisaram minha aparência..
Minha vontade era de chorar, mas tive que engolir toda a humilhação calada.