36 "Vai abrir ou eu abro?..." - tr tr tr tr. Recuei e pisei na patinha de Daphne. Ela ganiu, magoada. Os passos molhados de dentro deixaram um rastro de sufoco. Inventei coragem e olhei para o quarto. A ponta da toalha se recolhia. Olhei o relógio. 4:15 a.m.. Tr tr tr tr... O celular enervou. Era Vitinho. Não consegui atender. Nem digitar. Eu não era mais guiado por mim. Me tornara uma palidez pisando em caco de vidro. A maçaneta girou, ao mesmo tempo em que uma sucessão de trincados deu vida horripilante à fechadura. De minha correnteza interior, vieram lembranças coaguladas, de sons e formatos diversos. Vi Coy me cercando na porta da escola, me pedindo para não resistir: "Vai ser mais tranquilo pra você..." Pude sentir novamente o desatino que vivera quando ele colocou em minha b

