Fiorella
— Eu disse que não hesitaria... — a voz sexy e incrivelmente rouca de Alessandro fez meu corpo inteiro aquecer, tornando-me instável.
Apoiei as mãos em seu tórax, sentindo a dureza dos músculos sob meus dedos e, apesar de me sentir completamente encabulada, olhei no fundo dos seus olhos e pedi:
— Por favor... não hesite...
Ele deu um sorriso torto e segurou meu rosto com as duas mãos, puxando-me com cuidado para seus lábios.
O toque dos nossos lábios foi suave, como se ele temesse me machucar. Quando sua língua deslizou para dentro da minha boca, eu correspondi como pude, desfrutando do seu sabor.
A sensação era tão intensa que achei que só podia ser um sonho. Como poderia um homem como Alessandro se interessar por mim?
Meu rosto estava em chamas quando ele me soltou. Se ele não estivesse me segurando pela cintura, acho que desmaiaria de tão emocionada.
— Você está bem, Fiorella? — ele sussurrou.
Não queria parecer ingênua, mas como ele me olhava de um jeito estranho, senti a necessidade de explicar. E se ele achasse que eu não gostei? Isso, sim, seria terrível, porque naquele momento eu queria um milhão de beijos como aquele. Eu queria um milhão de toques de suas mãos. Um milhão de todas as experiências de amor que ele pudesse me proporcionar.
Bastou um beijo para eu me apaixonar, mas muito provavelmente ele já havia capturado meu coração no momento em que o vi pela primeira vez em Nova York.
— Hã... Esse foi o meu... primeiro beijo — falei, encabulada.
Ele mordeu o lábio inferior e sorriu.
— Fiorella... — ele agarrou minha cintura e me girou no ar. — Você faz ideia de como isso é especial?
— Eu espero que sim...
Desta vez, eu tomei a iniciativa de beijá-lo, e seu toque foi mais firme, cheio de posse e sensualidade, com suas mãos deslizando ávidas pelo meu corpo. Quando ele finalmente se afastou, eu estava ofegante.
Ele se afastou e me encarou com seriedade.
— Vou pedir a sua mão ao seu pai!
— Você está ficando louco? Meu pai te odeia. Ele está furioso porque você matou vários homens dele.
Como se o estado de torpor tivesse se dissipado, dei um passo para trás. Não era hipócrita quanto à vida que levava, sobre quem era minha família, mas tinha esperança de um futuro diferente.
— Ei, Ella. — Ele percebeu imediatamente meu desconforto. — Não pode julgar um homem por se defender.
Ele estava certo. Se não tivesse matado aqueles homens, provavelmente ele estaria morto.
— Preciso descer para a festa, antes que meu pai resolva vir me buscar. — Sentei no sofá e me agachei para calçar as sandálias.
— E sobre o casamento?
Levantei os olhos e encarei Alessandro, que estava encostado na parede com os braços cruzados, me avaliando.
— Meu pai te odeia. — Meu coração acelerou só de pensar. — Se ele tiver a chance, irá te matar. Então, não faça isso.
Ele sorriu com desdém.
— Por favor! — implorei, e talvez tenha soado bastante desesperada, porque ele se aproximou imediatamente.
— Ella — ele se ajoelhou e pegou a sandália de tiras para colocar em mim —, não me importo com a permissão dele e, aproveitando que estou ajoelhado, vou reformular a pergunta. Fiorella Salvatore, aceita casar comigo?
Fiquei chocada com o pedido direto dele; aliás, para ser sincera, não nos conhecíamos tão bem.
Como se lesse meus pensamentos, ele pegou minha mão e a colocou sobre seu peito.
— Sente isso? Sente o quanto meu coração está acelerado por você? Existe algo aqui, não são palavras vazias ou apenas desejo. Embora eu não possa negar que estou com muita dificuldade de ir devagar com você.
— Isso é ir devagar? — questionei, rindo.
— Isso é bem devagar, querida. Mas posso te adiantar que eu gosto de pilotar em alta velocidade!
— Motos?
— Motos e mulheres! — ele me encarou com uma expressão dura, como uma advertência.
— Eu quero ver... — pedi, cheia de atrevimento.
— Me dê a resposta que eu quero, Ella!
— Gosto de como meu apelido soa em sua boca... — Joguei meu pescoço para trás e fechei os olhos. Olhar para aquele homem aos meus pés era loucura demais para mim.
— Ah, querida, será um prazer arrancar um sim dos seus lábios enquanto você geme para mim...
Com muita facilidade, Alessandro deitou meu corpo sobre o sofá e se posicionou sobre mim. Conforme sua mão deslizava pelas camadas de saias do vestido até alcançar minha pele, senti uma pressão entre as minhas pernas.
— O que você está fazendo? — perguntei, inebriada pelo toque de suas mãos e boca sobre meu corpo.
— Te convencendo de que estou louco por você. Fui o primeiro a te beijar e quero ser o único para o resto da sua vida. Por favor, diga sim para mim, Ella...
Quando a sua mão enfim alcançou a minha i********e, não consegui resistir.
— Ah... Sim, Alessandro... Sim...
Ele deu uma risada rouca no meu ouvido.
— Você é tão linda, minha coelhinha. Só minha. Não vou fazer amor com você agora, porque sua primeira vez precisa de tempo, paciência, e eu quero que seja especial. Você tem muitos convidados te esperando...
Alessandro ajeitou minha calcinha no lugar e me ajudou a levantar.
Ambos paramos em frente ao espelho, e desejei imensamente que ele pudesse estar presente na minha festa de aniversário, embora ele já tenha me dado o melhor presente que eu poderia imaginar para os meus dezoito anos. Estar nos braços do homem mais lindo que já vi na vida e ser pedida em casamento por ele.
Aquele era o melhor aniversário de dezoito anos que uma garota poderia ter.
— Você precisa ir embora — falei com tristeza.
— Eu sei, querida! Mas logo vamos estar juntos de novo, eu prometo.
Ele já estava perto da porta, preparando-se para sair, quando o chamei:
— Alessandro, tome cuidado...
Antes que eu concluísse a frase, a porta se abriu de uma vez.