Chances

608 Palavras
Foi uma tremenda confusão o que rolou na boate, eu não queria que nada daqui tivesse acontecido, mas o Vítor era um escroto.Levei Cauã para o escritório, depois de Marcus ter conseguido tirar o Vítor dali de dentro e as meninas recuperarem seus clientes.Peguei um algodão e álcool para limpar o machucado que tinha ficado no seu rosto. _Você tá bem?_ele perguntou, me olhando. _Acho que sou eu quem deveria te perguntar isso, foram vocês dois que saíram no soco._ele sorriu, parecia satisfeito, até porque o rosto do Vitor estava bem pior do que o dele. _Eu só não gosto de ver esses canalhas fazendo isso com as mulheres.Você è uma garota muito legal pra se envolver com homens do tipo dele. _Ele mudou muito, não sei o que aconteceu pra chegar nesse ponto..._respirei fundo enquanto terminava de limpar a ferida, conseguia sentir a respiração dele no meu pescoço._Obrigada por ter me ajudado de qualquer maneira. _Bom, eu acho que agora eu mereço um "sim" para o convite que eu te fiz, você não acha?_ele sorriu, convencido, levantando a cabeça e deixando nossos rostos quase que perto demais um do outro._Aceita, vai?_ele insistiu com um sorriso de canto que e um poderia dizer que era irresistível. #### Acordei exausta, tanto física como psicologicamente, depois da cena que o Vítor tinha protagonizado na boate, eu estava com medo disso gerar um disse me disse e eu acabar perdendo clientes, antes de começar a crescer novamente com a boate. _Bom dia, amiga, vim correndo logo que vi sua mensagem!_disse Soraya entrando no quarto, ela era a única que tinha essa liberdade, depois da minha mãe, claro, que já não estava mais entre nós. _Você não tem noção, amiga, foi péssimo, ele estava transtornado.Eu não sei o que eu faço pra parar esse garoto!_eu disse me sentando na cama. _Você devia mandar alguém dar um jeito nele!Você sabe que sua mãe tinha envolvimento com muita gente, sei lá... _Não, Soraya, eu não vou mandar ninguém matar o Vítor.Não quero isso, só queria que ele me deixasse em paz, eu sei fazer minhas próprias escolhas. _E esse Cauã que você disse que vai almoçar hoje?Ele deu uma porrada nele, não foi? _Sim, apesar de tudo, ele me ajudou. _Ai amiga, talvez essa seja a solução, o Vítor te ver com outra pessoa._ela se olhou no espelho, prendendo o longo cabelo preto._Desse jeito, talvez ele se manque e te deixe em paz. Talvez ela estivesse certa, eu não podia continuar correndo o risco do Vitor estragar o andamento da boate e também não queria vê-lo preso nem morto, a opção de que ele pensasse que eu tinha alguém, não era tão r**m assim.Coloquei uma saia e uma blusa decotada, o que eu não era muito acostumada, mas estava curtindo mudar algumas coisas no visual e liguei para Cauã que tinha combinado de me buscar. Ele chegou no seu Mercedez Benz, usando um terno caríssimo, provavelmente tinha saído do trabalho. _Achei que você poderia ter me dado o endereço errado._ele riu dando a partida depois que eu entrei no carro. _E por quê eu faria isso?_eu ri, colocando o cinto de segurança. _Desde o começo acho que você não foi muito com a minha cara, Laura, diferente das suas funcionárias. _Bom, pode ser que você esteja um pouco certo, só estou sendo grata pela sua ajuda, não me leve a mal._eu disse, tirando qualquer esperança que ele tivesse de que eu poderia ser tão fácil assim _Mas eu vou te mostrar que eu sou um cara diferente do que você tá pensando..._ele disse estacionando o carro na frente do restaurante mais caro da cidade.
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