“*” Victoria
Estava eu lá na padaria trabalhando como sempre, minha vida anda um tédio. Dou um suspiro longo e organizo o caixa.
– Princesa, você está bem? Diz a Nayara se escorando no balcão do caixa.
– Ah n**a, é só tédio mesmo, como se tivesse faltando algo. Respondo a mesma.
– Isso aí se chama rotina, sua vida anda uma rotina, só estuda, trabalho e dona de casa, deveria fazer coisas diferentes, pensar mais em você. Disse a Nayara ficando do meu lado. Ela tem razão, nem tempo para mim estou tirando, mas também é tanta coisa para cuidar, é tanta responsabilidade que me consome.
– Vou tentar tirar mais tempo para mim, sair e esfriar a cabeça. Suspiro.
– Que tal a gente sair e tomar um shopp? Só nós três.
– Parece bom, vamos então, mas tenho que passar em casa primeiro.
– Ok então gata, vou avisar a Heula.
Voltamos ao trabalho, hoje fechamos mais cedo não tinha muito movimento. Como tinha combinado com minhas amigas, fui para casa me arrumar, vou direto para o quarto, tomo um banho, lavo meus cabelos, depois de um tempo saiu do banheiro enrolada em uma toalha, vou até o guarda-roupa, pego um jeans branco com alguns rasgados, ela fica bem apertada em mim, pego um cropped rosa com bojo tomara que caia, me visto, passo um lápis na sobrancelha e uma máscara de cílios, não sou muito chegada a maquiagem, passo creme em meus cabelos e faço os cachinhos e calço um tênis e visto um blusa de frio e pronto, vou até o quarto da minha irmã avisar ela.
– Mana vou sair com as maluquetes viu, daqui a pouco estou em casa.
– Finalmente em mana, você só fica em casa. Ela diz isso rindo.
– Hahaha, engraçadinha, como foi o passeio com o seu pai ?
– Foi legal, tirando a parte dele querer que eu voltasse para casa.
– Olha meu amor, se você quiser ir, eu não vou te impedir, vai ficar tudo bem, você pode me visitar sempre quando quiser. Digo isso e dou um sorriso.
– Não mana, eu prefiro morar com você, aqui eu posso ser livre e eu amo ficar contigo. Diz minha irmã, eu solto um sorriso bobo e dou um abraço nela.
– Então eu estou indo, beijos meu anjo. Falo isso saindo do quarto dela escutando as malucas buzinando, saio de casa, tranco a porta e entro no carro.
– Que isso em, ta gostosa, se não gostasse de macho eu te pegava. Fala a Nayara e todas nós rimos.
– Que isso garota, eu sou difícil, da licença. Falo isso jogando o cabelo para trás.
Fomos o caminho inteiro fazendo piadinhas e rindo de todas, mesmo que não fosse engraçado, sentamos no balcão do barzinho e pedimos um shopp, bebemos bastante, rimos muito e fora os foras que demos em alguns meninos.
– OI princesa, posso te fazer uma pergunta ? Diz um estranho para mim.
– Vai em frente. Respondo.
– Doeu quando você caiu do céu ?
– Hahaha porque eu sou um anjo, as asas amorteceu a queda. Minhas amigas começaram a rir e o cara foi embora com vergonha.
– Essa foi hilária hahaha. Diz a Heula morrendo de rir.
– Foi mesmo n**a arrasou hahaha. Diz a Nayara morrendo de rir também.
Nossa noite acabou, já eram três da manhã, elas me deixaram em casa, tomei um banho rápido e me deito na cama pego no sono bem rápido. Amanheceu tão rápido, ainda bem que não tenho ressaca, tomo um banho visto uma roupa confortável, hoje eu vou de cabelo amarrado estou sem cabeça para ajeitar meu cabelo, coloco meus óculos, pego minha mochila e vou para cozinha, preparo o café da manhã bem rapidinho e vou para o quarto da dorminhoca para acordá-la.
– Princesa, hora da corda, você tem aula. Falo abrindo as cortinas de seu quarto, Dhulia dá um gemidinho de negação e encobre a cabeça, puxo a coberta.
– Nada disso danadinha, vamos levantar ou vai ficar sem café da manhã. Saiu do seu quarto, vou para cozinha me sento na mesa, alguns minutos depois a Dhulia aparece se senta na mesa com cara de sono.
– Bom dia bela adormecida. Dou um sorriso tomando café.
– Bom dia mana. Fala ela bebendo seu leite com toddy que fiz para ela. – Mana eu conheci uma menino.
– Sério e como foi ? Essa é nova haha.
– Ele é mecânico, muito simpático, viramos amigos, peguei o número dele e marcamos de sair.
– Isso é ótimo meu amor, espero que ele seja uma boa pessoa para você.
– Nosso pai conhece ele, prevejo que ele seja uma boa pessoa, já que é amigo do papai.
– Verdade, seu pai é muito chato. Sorrio.
– Mana ele é seu p-. A interrompo.
– Ele deixou de ser meu pai quando me expulsou de casa e não falamos mais disso, ok. Me levanto da mesa, pego minha mochila e meu celular. – Estou indo para faculdade, qualquer coisa me ligue. Dou um beijo em sua testa e vou embora, não gosto quando entramos nesse assunto, ninguém acreditou em mim quando eu disse e ela ainda quer defendê-lo.