O Namoro

987 Palavras
Ricardo Luna tinha ficado muda ao ouvir minha pergunta, o que me deixou bastante nervoso e apreensivo por uma resposta, pois fazia muito tempo que eu tentava criar coragem para pedi-la em namoro e eu tinha medo dela dizer que não. Logo, a garota sorriu, me deixando um pouco tranquilo. - Claro, claro que eu quero ser sua namorada. - Falou. Sorri e sem dizer mais nada, a beijei. Eu estava sentindo uma felicidade imensurável, estava tão contente, queria sair contando para meus amigos, para dividir a minha alegria. Fiquei esperando Luna entrar em casa e depois fui para minha casa. (...) - ’’Te regalo la luna, te regalo una estrella, te regalo mi corazón, te regalo mi proprio yo, te regalo todo lo que he sido y lo que no soy.’’ - Cantei ao entrar em casa. - Nossa, que felicidade toda é essa? - Perguntou mamãe. Dei um beijo no rosto dela. - E aí, como foi o cinema com a Luna? - Estamos namorando. - Sorri ao lembrar que a garota tinha aceitado o meu pedido. - Sério? Acenei a cabeça positivamente, fazendo minha mãe sorrir, e ela me desejou felicidades, e ainda falou que depois queria preparar um almoço ou jantar para eu levar a minha namorada, eu achei essa ideia demais, m*l via a hora de convidá-la, acho que Luna aceitaria. - Você está na… namorando com a… Luna? - Perguntou Camilinha ao escutar minha conversa com a nossa mãe. - Estou, sim. - Falei. - Que legal! Eu a...adoro a Luna. Sorri e dei um beijo na testa da minha irmã. Em seguida, me dirigi para meu quarto. Deitei em minha cama e fiquei relembrando por diversas vezes o momento em que a garota aceitou o meu pedido de namoro, eu tinha treinado tanto, imaginei de várias formas diferentes, mas sem a certeza da resposta dela. Coloquei um disco de vinil para tocar na minha vitrola e fiquei escutando as músicas enquanto pensava na minha namorada, era tão estranho, eu não me sentia tão feliz assim quando eu namorava a Caro e com ela as coisas eram diferentes, Caro era muito ciumenta e possessiva e se eu não a elogiasse o tempo todo, ela começava a dizer que estava f**a, que eu não a achava mais bonita e fazia o maior drama, era tão chato, já com a Luna não é assim, ela é mais humilde, divertida, com ela tudo é mais leve, mais bonito. (...) - Adivinha quem é que está namorando! - Falei para meus amigos. - O Mauricio não sabe. - Falou Mauricio. - Quem? - Espera ai… - Falou Gabo meio pensativo. - Pelo teu sorriso, eu acho que é o meu amigão aqui. - Me deu dois tapas leves em minhas costas. - Acertei? - Acertou, sim. Estou namorando com a Luna. - Ai, que legal! O Mauricio fica feliz em saber disso, vocês combinam bastante. - Disse Mauricio. - Valeu. - Sorri timidamente. Logo vi Luna chegar na escola, estava tão bonita como sempre, seus cabelos presos em um r**o de cavalo a deixavam mais angelical. Ela passou pela gente, me olhou fixamente e sorriu, fazendo eu sorrir de volta. A garota foi até Mercedes, eu pedi licença para meus amigos e me dirigi até as duas. - Oi. - Falei. - Oi. - Luna me olhou com um imenso sorriso. - Com licença. - Mercedes se retirou. Luna e eu ficamos nos olhando, ela tinha um olhar tão doce e sincero, e seu sorriso era o mais fascinante que eu já havia visto em toda a minha vida. Me aproximei dela para beijá-la, e quando nossos lábios estavam quase se encontrando… - Ricardo? Luna? Me afastei da garota, me virei e então a vi. Era Caro. - Vocês estão… juntos? - Fez cara de repúdio. - Não é da sua conta. - Respondeu a minha namorada. - Estamos sim. - Peguei na mão da garota. - Algum problema? - Todos! Como você pode gostar dessa aí? - Caro, não comece, por favor. Eu gosto da Luna e nada do que você faça mudará isso. Nisso, Gael, Jorge e Luis apareceram para falar o quanto estavam felizes por Luna estar de volta e que haviam sentido falta dela, é, acho que eles não eram os únicos, pois eu também havia sentido muita falta dela. Caro, após perceber que havia sido ignorada pela gente, deu uma bufada, uma jogada de cabelo e então se retirou, sério mesmo que um dia nós fomos namorados? Como? Somos tão diferentes. Logo o sinal da escola tocou, nos dirigimos para mais uma aula, porém, eu estava ansioso para a hora do recreio pra eu poder ficar mais tempo com a Luna. (...) Finalmente havia chegado o dia da segunda fase do Christóvão Colombo Tem Talento, era só o que se falava na escola, teríamos apenas as duas primeiras aulas, e o diretor dispensou alguns alunos (os que tinham as melhores notas, como Gael, Jorge, Luis e Mercedes) para ajudarem alguns professores a arrumarem toda a decoração e a estrutura para o concurso. Assim que a segunda aula terminou, Luna e eu fomos até o salão, onde seria as apresentações. - E como estão as coisas por aí? - Perguntou a garota. - Estamos atrasados. - Falou Jorge. - Ainda falta bastante coisa. - Podemos ajudar? - Perguntei. - Seria ótimo. - Respondeu Mercedes. Luna e eu começamos a ajudá-los, e logo o diretor apareceu para saber como estavam indo as coisas, porém, ele se surpreendeu ao ver que ainda faltava bastante coisa. - Pessoal, faltam poucas horas para o início do concurso, preciso que tudo esteja pronto até lá, senão, teremos que cancelar o Christóvão Colombo Tem Talento. - Falou o diretor. Cancelar? Não, ele não podia, e a gente não podia permitir que isso acontecesse, tínhamos que fazer algo para que o concurso não fosse cancelado, mas o quê?
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